Rapper ElGrande Toto preso pela polícia após denúncias de ameaças de morte

Agência Lusa , DCT
25 out, 06:38
ElGrande Toto (AFP via Getty Images)

A primeira queixa foi feita por um jornalista que o acusou de “difamação e ameaças”

A polícia de Marrocos prendeu segunda-feira o rapper marroquino ElGrande Toto após denúncias apresentadas por seis pessoas que o acusam, nomeadamente de insultos, difamação e ameaças de morte.

Uma fonte policial, que pediu anonimato, confirmou à agência Efe que o rapper “foi detido sob custódia policial devido à investigação judicial”, por esta ter sido ordenada pelo Ministério Público.

A prisão do músico, cujo nome verdadeiro é Taha Fahssi, deu-se poucos dias depois de a Justiça marroquina o ter proibido de deixar o território nacional após as denúncias apresentadas por quatro compositores, um jornalista e um polícia.

A primeira queixa foi feita por um jornalista que o acusou de “difamação e ameaças”, depois de o repórter ter criticado as suas “letras” numa conferência de imprensa realizada antes do concerto de 24 de setembro em Rabat.

O rapper, muito ativo nas redes sociais, explicou que usava drogas e que as trouxe da região de Ketama (no norte de Marrocos), onde é cultivada cannabis. “Nós fumamos haxixe e aí!”, respondeu o rapper.

Durante o concerto na capital de Marrocos, o rapper usou uma linguagem considerada por alguns setores marroquinos como um “atentado ao bom gosto”.

O rapper disse então no palco: “Ouçam-me, não censuro as minhas palavras”.

Após as críticas do jornalista, que vive na Bélgica, o rapper reagiu num tom considerado pelo reporte de “ameaçador”.

A 8 de outubro, a imprensa citou uma frase de Toto na sua conta no Instagram dirigida ao jornalista na qual disse: “Não te gabe de estar na Bélgica, se eu te encontrar não sabes o que te vai acontecer”.

As palavras do rapper sobre o uso de cannabis e sobre a linguagem no palco geraram então controvérsia, com o porta-voz do Governo marroquino, Mustafa Baitas, a reagir sobre a sua atitude rejeitando-a “categoricamente”, já que, como afirmou, as palavras de Toto “minam os bons costumes”.

Poucos dias depois do concerto em Rabat, ElGrande Toto deu outro concerto, mas em Casablanca, que fazia parte de um festival organizado pelo Ministério da Cultura, onde no final houve atos de violência e vandalismo que terminaram com a prisão de 20 pessoas.

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