A operação para recolha de provas envolve mais de duas dezenas de inspetores da PJ e é diretamente acompanhada no terreno pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo-crime que corre termos no DIAP de Lisboa
A Polícia Judiciária tem na manhã desta sexta-feira em marcha uma operação de buscas relacionadas com a tragédia do Elevador da Glória, sabe a CNN Portugal, cujo descarrilamento, em setembro de 2025, levou à morte de 16 pessoas. Investigam-se crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança - e os visados são responsáveis da Carris e da empresa MNTC, que estava subcontratada para fazer a manutenção do elevador.
A operação para recolha de provas envolve mais de duas dezenas de inspetores da PJ e é diretamente acompanhada no terreno pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo-crime que corre termos no DIAP de Lisboa.
Em curso estão cerca de dez buscas domiciliárias aos visados na investigação, que têm contado com a colaboração do gabinete de investigação a acidentes ferroviários - GPIAAF -, cujas conclusões preliminares levaram à demissão do diretor de manutenção da Carris, que tinha a tutela direta da infraestrutura. Também foi identificado o gestor do contrato de manutenção entregue à MNTC - e, do lado desta empresa, o principal rosto é o sócio gerente Gustavo Pita Soares.
Estão identificadas falhas graves relacionadas com os cabos que permitiam o funcionamento eficaz do sistema de travagem do elevador - e espera-se para os próximos tempos que o Ministério Público retire conclusões com uma acusação do processo.
