REVISTA DE IMPRENSA | Na ação, a família reclama uma compensação global de 1.050.000 euros, justificando o pedido com a perda de vida, os danos morais sofridos pelos familiares e também os prejuízos financeiros associados à morte
A família de Ana Paula, uma das vítimas mortais do acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, avançou com um pedido de indemnização superior a um milhão de euros contra a Carris, a seguradora Fidelidade e a empresa responsável pela manutenção do equipamento, a Mntc - Serviços Técnicos de Engenharia, avança o jornal Público.
Ana Paula, de 49 anos, trabalhava na equipa de processos de adoção da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e tinha saído do trabalho quando entrou no elevador, como fazia habitualmente. No dia do acidente, a 3 de setembro do ano passado, seguia para um encontro com uma amiga, que acabaria por dar o alerta do seu desaparecimento após estranhar a ausência e o facto de não conseguir contactá-la.
Segundo a ação apresentada por Isaque Adam e pela filha do casal no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, o marido da vítima viveu horas de incerteza e angústia após o acidente, tentando obter informações junto de diferentes fontes, entre colegas, autoridades e profissionais de saúde, sem conseguir confirmar o paradeiro da esposa durante um longo período.
Na ação, a família reclama uma compensação global de 1.050.000 euros, justificando o pedido com a perda de vida, os danos morais sofridos pelos familiares e também os prejuízos financeiros associados à morte precoce de Ana Paula, incluindo rendimentos futuros.
O acidente ocorreu quando o cabo subterrâneo que ligava os dois ascensores se terá rompido, provocando o descarrilamento da cabine onde seguia Ana Paula e outra colega que sobreviveu. O elevador acabou por embater contra um edifício e postes de iluminação pública. Do desastre resultaram 16 mortos e 22 feridos.
