Presidente da República considera também que esta é uma hora para Lisboa e Portugal afirmarem que “são terra de vida, terra de paz, terra de segurança”
À saída da missa em homenagem às vítimas do acidente no Elevador da Glória, Marcelo Rebelo de Sousa voltou pedir o que já tinha feito na véspera: o apuramento das causas da tragédia “o mais rápido que seja possível”.
À frente de Carlos Moedas e Luís Montenegro, o Presidente da República disse que, primeiro que tudo, era hora para fazer o luto, cuidar dos feridos e agradecer aos operacionais, por esta ordem. Depois: “Responsabilidade significa o apuramento das causas e o apuramento das causas o mais rápido que seja possível. Quando se fala de causas, estamos a falar, por um lado, do esclarecimento do quadro jurídico que envolve um processo e, por outro lado, de causas técnicas, factos que venham a ser apurados relativamente ao que aconteceu. Quanto mais rápido isso for, naturalmente melhor será para todos nós”, disse o Presidente aos jornalistas à saída da Igreja de São Domingos, em Lisboa.
Marcelo disse também que esta era uma hora para Lisboa e Portugal afirmarem que “são terra de vida, terra de paz, terra de segurança”. “Por isso mesmo, entendemos que vale a pena afirmar que essa vida, essa segurança e essa paz existem e vão exigir e, por isso, essa exigência e responsabilidade levam a apurar o que se passou”, acrescentou.
Pelo meio, o chefe de Estado elogiou a decisão da Câmara de Lisboa de suspender o funcionamento de outros funiculares “para haver uma vistoria que signifique que se retire, desde já, uma lição, que é certificar, relativamente a outras situações análogas, que há cuidado de verificar que estão preenchidas as condições de funcionamento”.