Acidente do Elevador da Glória. O que se sabe até ao momento

4 set 2025, 06:40

15 mortos. 23 feridos: mais do que 5 em estado grave, 13 ligeiros (incluindo uma criança)

Pouco passavam das 18:00 de quarta-feira quando o histórico ascensor da Glória descarrilou em Lisboa, com dezenas de pessoas a bordo. Um primeiro balanço oficial deu conta de 15 vítimas mortais e de 18 feridos, cinco dos quais graves. Mais tarde, em entrevista à SIC Notícias, João Oliveira, diretor da Polícia Judiciária de Lisboa e Vale do Tejo, adiantou que o número de feridos aumentou para 23.

Pelo menos sete dos feridos foram reencaminhados para o Hospital de São José. O Hospital de Santa Maria e o Hospital de São Francisco Xavier também receberam feridos

Entre os feridos está uma criança de três anos, de nacionalidade alemã, que foi resgatada por um agente da PSP. O menino, que perdeu o pai no acidente, não larga o polícia no hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde foi levado. Já a mãe, em estado grave, passou para os cuidados intensivos da mesma unidade de saúde.

Ao que a CNN Portugal sabe, as identidades e nacionalidade das vítimas já começou a ser apurada e as famílias a serem contactadas. 

As causas do acidente estão a ser investigadas e, no local, esteve a Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária. O Ministério Público anunciou que vai abrir um inquérito ao incidente no DIAP de Lisboa. Por sua vez, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) adiantou à Agência Lusa que vai abrir uma investigação ao descarrilamento mas “devido à limitação de meios [humanos] na área ferroviária, apenas amanhã de manhã [quinta-feira] iniciará a recolha de evidências no local”.

Também a Carris, empresa responsável pelo ascensor da Glória, garantiu que "foram realizados e respeitados todos os protocolos de manutenção, nomeadamente a manutenção geral, que ocorre a cada quatro anos, e que ocorreu em 2022 a reparação intercalar, que é concretizada de dois em dois anos, tendo a última sido realizada em 2024". A empresa afirmou ainda que "têm sido escrupulosamente cumpridos os programas de manutenção mensal, semanal e a inspeção diária" e avança que "abriu de imediato um inquérito, em conjunto com as autoridades, para apurar as reais causas deste acidente".

Aos jornalistas no local, o presidente da Carris, Pedro Bogas, afirmou que "o protocolo de manutenção foi escrupulosamente respeitado. Há 14 anos que esta manutenção é assegurada por uma empresa externa". 

Perante o descarrilamento, Carlos Moedas afirmou que "Lisboa está de luto" e declarou três dias de luto municipal. Já o Governo declarou um dia de luto nacional.

O Governo emitiu ainda um comunicado em que refere que "a prioridade imediata" é "o socorro às vítimas". "As autoridades competentes realizarão no devido tempo as averiguações necessárias ao apuramento das causas deste lamentável acidente", refere o Executivo.

Este comunicado surgiu minutos depois de Marcelo ter publicado uma nota no site da Presidência e na qual pede que a "ocorrência" no Elevador da Glória "seja rapidamente esclarecida pelas entidades competentes". Marcelo manifesta também o "seu pesar e solidariedade" para com as "famílias afetadas por esta tragédia". 

O Elevador da Glória, capaz de transportar até 42 pessoas, é um dos ícones de Lisboa e é muito frequentado pelos turistas que visitam a cidade.

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