Técnicos que investigaram o acidente concluem que houve falhas graves no cabo, na manutenção e nos travões
Confrontado com as conclusões do relatório intercalar do Gabinete de Prevenção de Acidentes Ferroviários (GPIAF) sobre o acidente ocorrido no Elevador da Glória, a 3 de setembro, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, reagiu dizendo que fica claro que o acidente teve "causas técnicas e não políticas".
"Ao contrário da politização que alguns fizeram durante a campanha, este relatório reafirma que a infeliz tragédia do elevador da Glória foi derivada de causas técnicas e não políticas", afirmou Moedas.
Os técnicos do GPIAF concluem que houve falhas graves no cabo, na manutenção e nos travões. O cabo não estava conforme as especificações da Carris em vigor desde 2011: não estava certificado para transportar pessoas, nem para integrar um destorcedor nas extremidades — precisamente o ponto onde acabou por romper, provocando o trágico acidente e a morte de 15 pessoas.
Os técnicos concluíram ainda que as tarefas de manutenção registadas como cumpridas nem sempre foram efetivamente realizadas.