"Endesa alarmista": Governo nega que eletricidade vá aumentar 40% (e dá sugestões aos consumidores)

31 jul, 13:48
Eletricidade (lusa/EPA)

Líder da Endesa anunciou "desagradável surpresa". Declarações caíram mal no Governo

O Ministério do Ambiente e Ação Climática (MAAC) considera alarmistas as declarações do presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, que em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1 alertou para a possibilidade de um aumento de 40% “ou mais” na fatura da eletricidade para compensar o travão ibérico do gás. O Governo nega totalmente.

“O MAAC rejeita estas declarações alarmistas do Presidente da Endesa e não vê qualquer justificação no aumento de preços que foi comunicado. O mercado livre tem outros comercializadores e os consumidores poderão sempre procurar melhores preços. Os consumidores poderão também aderir à tarifa regulada que foi reduzida em 2,6 no segundo semestre deste ano”, acrescenta ainda o comunicado do ministério.

No mesmo documento, o Governo assegura que “o Mecanismo Ibérico não gera défice tarifário” e lembra que travão do gás “foi negociado e aprovado pela Comissão Europeia, e com a área da Concorrência”.

O MAAC justifica ainda que “os preços de mercado têm aumentado como consequência da guerra e da subida dos preços no gás” e garante que “os preços com o Mecanismo têm sido sempre abaixo dos preços sem mecanismo”.

O líder da Endesa prevê um aumento de cerca de 40% “ou mais” nas faturas de consumo. “Em particular, a partir do final de agosto, mas já nas faturas do consumo elétrico de julho, as pessoas vão ter uma desagradável surpresa. (..) Estamos a falar de qualquer coisa na ordem dos 40 ou mais por cento relativamente àquilo que as pessoas pagavam”, disse o responsável da elétrica.

De acordo com o empresário, alguns consumidores domésticos vão começar a pagar o “travão do gás”, uma exceção criada para Portugal e Espanha que permitiu um desconto nos preços do gás natural utilizado para a produção de eletricidade.

Governo

Mais Governo

Patrocinados