Costa pede maioria absoluta: “É metade mais um”

27 dez 2021, 07:00

António Costa foge da palavra mas já não do objetivo: quer “metade mais um” dos votos. Maioria absoluta? “Sim”, confirma. Entrevista em exclusivo será transmitida esta segunda-feira à noite na CNN Portugal, numa série de quatro conversas diárias com líderes partidários. Terça-feira será a vez de Rui Rio

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António Costa assume pela primeira vez que quer uma maioria absoluta nas eleições legislativas de 30 de janeiro. Nunca utiliza a expressão, mas responde que “sim”, é isso. E define o que quer: “metade mais um”. Metade mais um é ter 116 deputados na Assembleia da República: maioria absoluta.

O “tabu” é desfeito numa entrevista exclusiva, que será transmitida esta segunda feira à noite na CNN Portugal. Esta é a primeira de uma série de quatro conversas diárias com líderes partidários, conduzidas pela jornalista Anabela Neves. Trata-se de conversas de perfil político num registo descontraído, caminhando por lugares importantes na atividade política dos políticos convidados.

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A conversa com António Costa tem lugar no Palácio de São Bento, começando no gabinete do primeiro-ministro. É aí que o chefe do Executivo ainda em funções responde “sim” quando questionado sobre se quer uma maioria absoluta. Até aqui, o PS tem evitado a expressão maioria absoluta, adotando até no seu discurso oficial a necessidade de ter “uma maioria clara, estável e duradoura”. Nesta entrevista, Costa assume ambição maior.

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“O que eu acho que é fundamental para o país, já que me pergunta, é que haja uma estabilidade para um governo para quatro anos”, responde António Costa. Uma maioria absoluta? “Sim”. A palavra queima? “Não é uma questão de queimar, maioria é maioria. O que é que é maioria? É metade mais um. Pronto, é isso”, remata.

Depois de António Costa, seguem-se as entrevistas de perfil com Rui Rio, presidente do PSD; Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda; e Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP. Os quatro são os líderes partidários mais antigos em funções nos partidos representados na Assembleia da República na última legislatura, tendo liderado a “geringonça” e a oposição.

Depois de António Costa, será a vez da conversa com Rio Rio, que irá para o ar na terça-feira à noite. Os líderes dos dois maiores partidos têm ambos uma carreira política com 40 anos.

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