Tracking Poll, 2.ª volta, dia 1: muitos eleitores vão votar num candidato para impedir que o outro seja eleito

27 jan, 13:26

Maioria dos eleitores está convicta do que vai fazer, mas muitos vão optar pela lógica inversa

Grande parte das pessoas que vão votar na segunda volta das eleições presidenciais vão pela lógica do “menos mau”. De acordo com a tracking poll da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, JN e TSF, muitos dos eleitores vão votar para impedir que o outro seja o vencedor.

Apesar de não ser a maioria em nenhum dos casos, é um cenário que se verifica tanto nos eleitores de António José Seguro como nos de André Ventura.

Divisão presidencial

André Ventura quer fazer desta segunda volta uma eleição entre a direita e o socialismo. Deixou-o bem claro logo na noite de 18 de janeiro, depois de perceber que seriam ele e António José Seguro a passar.

O candidato apoiado pelo Chega pediu de imediato que a direita se juntasse - como a esquerda se juntou em 1986 para apoiar Mário Soares em detrimento de Diogo Freitas do Amaral - para derrotar o candidato apoiado pelo PS, promovendo uma divisão entre os que querem a direita ou a esquerda no poder.

Não é representativa de divisão real entre esquerda e direita, mas existe definitivamente uma divisão, já que a taxa de rejeição de ambos é elevada.

Tanto António José Seguro como André Ventura têm votantes convictos, mas têm também muitos eleitores cuja decisão se faz de um mal menor.

De acordo com o primeiro dia da tracking poll, 36,4% das pessoas que vão votar António José Seguro tomaram essa decisão para evitar que seja o outro candidato o eleito. Serão os casos das dezenas de pessoas que assinaram uma carta de não-socialistas que apoiam o candidato apoiado pelo PS.

Em sentido contrário, também há várias pessoas que vão escolher votar em André Ventura para impedir uma vitória do outro candidato. Dos inquiridos que vão votar no candidato apoiado pelo Chega, 26,5% decidiram pela opção de “voto para impedir ou outro candidato”.

Quanto à mobilização pela positiva, António José Seguro terá 61,3% dos seus eleitores a votar “a favor do candidato”, enquanto André Ventura terá 67,4%.

Esta mesma divisão nota-se também na firmeza de voto dos eleitores. É que quase nenhuma das pessoas que está decidida admite ainda vir a trocar de ideias até 8 de fevereiro.

Ficha técnica

Durante 3 dias (24, 25 e 26 janeiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI–Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1245 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,84%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC- Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

Presidenciais 2026

Mais Presidenciais 2026