Só houve uma segunda volta presidencial em Portugal, em 1986. Seguro fica longe do resultado alcançado por Freitas do Amaral, que venceu nessa primeira etapa, mas não a eleição em si
António José Seguro é o pior vencedor de sempre numa primeira volta de eleições presidenciais.
Segundo a sondagem à boca das urnas feita pela Pitagórica/ICS/Iscte/GfK para a TVI e CNN Portugal, o candidato apoiado pelo PS deverá ter entre 30,8% e 35,2% dos votos, ficando à frente dos rivais.
Contudo, numa análise aos resultados de outras primeiras voltas presidenciais, o antigo secretário-geral do PS tem o pior resultado.
Em 1976, Ramalho Eanes foi eleito com 2.967.414, ou seja, 60,74% na primeira volta. Ramalho Eanes, já em 1980, conseguiu 55,87%, com 3.258.272 votos.
A única vez em que houve uma segunda volta em eleições presidenciais foi em 1986. Nesse ano, Freitas do Amaral venceu a primeira volta com 45,79%, equivalente a 2.628.178 votos.
Contudo, na segunda volta, havia de ser Mário Soares a levar a dianteira: venceu a segunda volta com 50,80%, equivalente a 3.015.350 votos.
Mário Soares volta a ter um resultado significativo em 1991, com 3.460.365 votos, 67,89% do total.
Em 1996, Jorge Sampaio vence com 52,58%, resultado de 3.038.651 votos. Sampaio consegue também a reeleição à segunda volta, em 2001, com 54,17%, de 2.420.464 votos.
Em 2006 e 2011, Cavaco Silva também conseguiu chegar a Belém na primeira volta. Na primeira corrida, o social-democrata vence com 49,71%, vindos de 2.758.737 votos. Na reeleição, em 2011, foram 49,68% com 2.231.603.
O atual inquilino do Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa, também conseguiu a eleição à primeira nas duas corridas que disputou. Em 2016 teve 50,88%, com 2.411.925 votos; em 2021, em contexto de pandemia. Em 2021, em contexto de pandemia de covid-19, foi ainda mais expressivo: 59,46%, com 2.411.925.
Ficha Técnica
Sondagem Pitagórica/ICS/ISCTE/GfK Metris para a TVI/CNN, realizada no dia 18 de janeiro de 2026, com o objetivo de identificar o resultado da votação para as eleições para a Presidência da República em 2026.
Universo constituído por eleitores que participaram no ato eleitoral em Portugal Continental. Com recolha através de simulação de voto em urna, a amostra é constituída por 28522 entrevistas, recolhidas em 32 freguesias.
A margem de erro máxima para um intervalo de confiança de 95%, com uma amostra aleatória, é de +/- 0.58%.