Presidenciais: Seguro diz que "a direção nacional do PS tem claramente um candidato, que é António Vitorino"
Antigo secretário-geral dos socialistas vê uma alteração de estratégia no partido
António José Seguro não tem dúvidas de que António Vitorino vai ser o candidato do Partido Socialista (PS) às eleições presidenciais.
"A direção nacional do Partido Socialista tem claramente um candidato, que é António Vitorino. E portanto a reunião da comissão nacional ou anunciará que o candidato socialista às presidenciais é Antonio Vitorino ou definirá um perfil que assentará como uma luva a António Vitorino. Portanto, não será uma comissão nacional que terá nenhuma novidade. Pelas notícias que temos visto, essa é claramente a opção do Partido Socialista", disse Seguro no seu espaço semanal de comentário na CNN Portugal, "Liberdade".
"Há uma alteração de estratégia. O líder do PS disse repetidamente que primeiro se deveriam manifestar-se os candidatos e depois o partido tomaria a sua decisão. Agora é ao contrário. A comissão nacional está marcada e ainda não há candidatos que tenham até ao momento manifestado a sua disponibilidade", sublinhou.
Na sua perspetiva, o mês de fevereiro "vai ser um mês de anúncios, onde os três principais partidos portugueses anunciam quais são os seus candidatos presidenciais: o PSD Marques Mendes, o PS Antonio Vitorino e o partido Chega André Ventura.
Questionado sobre os resultados de uma sondagem divulgada pelo Expresso e pela SIC - que dá um claro avanço nas intenções de voto a Gouveia e Melo (25%), seguido por André Ventura (16%), António José Seguro (15%), António Vitorino (14%) e Marques Mendes (13%) - Seguro admitiu que esta "é muito simpática e revela um crescimento muito significativo e robusto" do seu nome. "Mas é muito cedo para tirar ilações", afirmou, cauteloso. "Isto não é como começa, é como termina, mas com certeza que fico satisfeito quando a tendência é de crescimento."
No entanto, não confirma se vai ou não oficializar a sua candidatura. "Sou um homem livre, não sou condicionado por nenhuns prazos nem por ninguém. As eleições são daqui a 11 meses e, portanto, neste momento é muito cedo para poder tomar uma posição. Talvez lá para a primavera ou inicio do verão. Ainda estou a fazer a minha reflexão."
