Ministério Público investiga 57 contratos feitos pela Marinha durante os tempos de Gouveia e Melo

29 dez 2025, 10:40
Henrique Gouveia e Melo (Mário Cruz/Lusa)

Em causa estão contratos para aquisição de equipamento

O Ministério Público está a investigar dezenas de contratos aprovados por Henrique Gouveia e Melo quando este era comandante Naval da Marinha, entre os anos de 2017 e 2020, precisamente antes de assumir a liderança da task-force da vacinação contra a covid-19.

De acordo com a revista Sábado, em causa estão 57 contratos aprovados pelo agora candidato presidencial, com o Ministério Público de Almada a tomar conta do caso.

E o processo mantém-se em fase de inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Almada, mesmo depois de um perdão do Tribunal de Contas, em 2024, relativo a eventuais infrações financeiras.

A investigação em causa foi atribuída à Polícia Judiciária Militar, que entregou um relatório pericial e um relatório final ao Ministério Público há quatro anos.

Nessas conclusões ficou plasmado que os investigadores encontraram uma excessiva concentração de ajustes diretos à empresa Proskipper, que acabou por ser dissolvida em 2022.

Em concreto, 57 contratos que terão sido aprovados por Henrique Gouveia e Melo, que mais tarde viria mesmo a liderar a Armada, já depois do sucesso da campanha de vacinação.

De acordo com o registo do portal Base, a Proskipper realizou um total de 193 contratos com o Estado entre 2008 e 2023, quase sempre para a aquisição, muitas vezes pela Marinha, de equipamento como coletes insufláveis ou fardamento.

A Sábado faz referência a um caso em concreto, num concurso em que as duas únicas empresas consultadas partilhavam o mesmo sócio-gerente, acabando a Proskipper por ser a única a apresentar uma proposta concreta.

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