Membros das mesas de voto convocados para dose de reforço da vacina contra a covid-19

13 jan, 12:13
Eleições presidenciais 2016
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Quase 90 mil pessoas deverão ser convidadas a vacinar-se no próximo sábado e domingo

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Os membros das mesas de voto das eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro vão ser convocados para receberem a dose de reforço da vacina contra a covid-19, apurou a CNN Portugal. A vacinação deverá ocorrer já no próximo fim de semana, adianta o Jornal de Notícias.

Fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) revelou à CNN Portugal que a secretaria-geral do MAI pediu às câmaras municipais que enviassem a identificação dos membros das mesas de voto para a Administração Eleitoral, que deverá agora partilhar os dados com a task-force de vacinação, encarregando-se esta de convocar os cidadãos para que sejam vacinados.

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A convocatória não terá carácter de obrigatoriedade, uma vez que a vacinação não pode ser imposta.

Entretanto, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa confirmou que as pessoas envolvidas no ato eleitoral de 30 de janeiro vão receber a dose de reforço.

A CNN Portugal contactou entretanto os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde para saber em que moldes será feita esta convocatória para vacinação e se a imunização será feita em regime de casa aberta, autoagendamento ou senha digital, mas até agora não obteve resposta.

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Segundo o JN, que cita números do MAI, estarão mobilizados 88 650 mil elementos para as mesas de voto, que auxiliarão os eleitores que forem às urnas. O jornal acrescenta ainda que os membros das mesas de voto serão vacinados no concelho de residência e que, além da dose de reforço, poderão ser imunizados todos os que não tenham esquema vacinal completo ou não tenham recebido qualquer dose da vacina contra a covid-19. 

O Governo recebeu no início desta semana os partidos para encontrar uma forma de permitir o voto dos cidadãos doentes ou em isolamento devido à covid-19, numa altura em que se continuam a bater recordes no número de contágios diários. A vacinação dos membros das mesas de voto será assim justificada como medida de proteção, não só pelo contacto necessário com os eleitores mas também se, eventualmente, o Governo decidir pela suspensão do confinamento, deixando que os cidadãos com infeção ativa se desloquem às urnas. 

Quase 400 mil eleitores em isolamento

O Executivo estima ter cerca de 380 mil eleitores em situação de isolamento devido à covid-19 no dia das legislativas, anunciou já esta semana a ministra da Administração Interna, que fez um apelo ao voto antecipado para evitar "o risco de infeção". 

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Francisca Van Dunem assegurou que o número de pessoas confinadas vai ser mais baixo do que o expectável, por duas razões: a redução do período de isolamento - que passou de dez para sete dias - e também pela alteração do conceito de contactos de risco.

A ministra revelou que apenas 4% dos eleitores, cerca de 7.000, pediram para votar em casa, explicando que este "valor pequeno" está relacionado com a contração do período de isolamento, que faz com que se reduzam também as possibilidades deste recurso. 

Van Dunem esclareceu ainda que o voto antecipado em mobilidade nas legislativas está preparado para um milhão e 200 mil eleitores, através de 2.600 secções, que poderão ainda ser aumentadas.

Após reunir-se com os partidos na segunda-feira, e segundo as informações veiculadas pelos líderes partidários, o Governo deverá recomendar que os eleitores em isolamento profilático possam votar numa determinada "janela horária" através de uma resolução de Conselho de Ministros.

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