PSD mantém ações de rua apesar de aglomerados. Mas diz que vai tentar controlar o "fluxo"

Agência Lusa , DCT
18 jan, 19:56

José Silvano diz que o partido não tem “culpa que algumas vezes as pessoas venham em demasiado”

O diretor de campanha do PSD pretende manter todas as ações de rua previstas, apesar dos grandes aglomerados que se têm juntado, atribuindo as concentrações à "mobilização" que não esperava e admitindo tentar controlar o fluxo.

Depois de dois dias com arruadas em Barcelos e Lisboa que juntaram um grande aglomerado de pessoas e em que não foi cumprido o distanciamento social, o PSD vai manter todas as ações de rua previstas, com o diretor da campanha social-democrata, José Silvano, a dizer à Lusa que o partido não tem “culpa que algumas vezes as pessoas venham em demasiado”.

José Silvano frisou que o seu partido não tem organizado arruadas, apelidando-as antes de “visitas a comércios” que se tornam “arruadas porque se junta demasiada gente”. O secretário-geral do PSD comprometeu-se a tentar controlar “o fluxo” da mobilização, designadamente ao “não divulgar tanto” as ações de campanha.

No entanto, atribuindo o aglomerado de pessoas que o PSD tem juntado a uma “mobilização” que o partido não esperava e à “comunicação social, que não sai da frente”, José Silvano reiterou que o partido não vai abdicar das ações junto da população: “Nós não vamos deixar a campanha de rua por causa das pessoas, nalguns casos, se concentrarem mais. Asseguraremos as condições, mas não vamos cortar a campanha de rua”, afirmou.

Como os outros partidos geram a campanha em plena pandemia 

Também a CDU - após, o dirigente comunista João Ferreira, que esteve na segunda-feira em contacto com a populaçao da freguesia do Couço, Santarém, ter esta terça-feira testado positivo à covid-19 - pretende manter o plano de campanha inicialmente delineado. Em declarações à Lusa, fonte do gabinete de imprensa da coligação integrada pelo PCP e PEV afirmou que a programação foi feita tendo em consideração a “situação sanitária já conhecida e previsível”.

É essa adaptação que explica que iniciativas como almoços e jantares comuns em campanhas anteriores não integrem a programação, e que se mantenham presentes as normas de higienização a par do uso de máscara em salas”, frisou o responsável comunista.

Com uma campanha essencialmente feita em feiras e mercados e em que o líder, Francisco Rodrigues dos Santos, tem distribuído beijinhos e apertos de mão à população local – tendo sido advertido por um feirante, numa ocasião, para pôr a máscara –, o diretor da volta centrista, João Paulo Mendes, assegurou à Lusa que a campanha “já está adaptada à pandemia” e que cumpre medidas sanitárias como o respeito pela distância social, o uso de máscara ou de álcool gel.

Cumprimos tudo. Agora, não vamos limitar a campanha eleitoral, ou seja, não vamos nós impor mais regras para além daquelas que são impostas a todos os portugueses”, afirmou.

Segundo João Paulo Mendes, a campanha centrista para estas eleições – em que Rodrigues dos Santos tem sido acompanhado por cerca de 20 militantes da Juventude Popular, que utilizam todos máscara – diverge das restantes porque o partido não está a mobilizar pessoas de outros concelhos ou distritos para participarem nas diferentes ações de campanha.

Já o PS que, até ao momento, ainda não organizou qualquer ação de rua durante a sua campanha – António Costa tinha previsto para esta terça-feira, no Funchal, o seu primeiro contacto com a população, que foi anulado devido à previsão de mau tempo – disse à Lusa que “está a acompanhar a situação” pandémica.

“Utilizamos máscaras, adotamos o distanciamento aconselhável e não ocupamos lotações a 100%”, frisou fonte oficial do partido.

 

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