Marcelo "desmentiu cabalmente e categoricamente" que não quer Chega no Governo, garante Ventura

18 mar, 18:18

O líder do Chega quis esclarecer esta questão diretamente com Marcelo Rebelo de Sousa, numa reunião onde deixou vários recados ao Presidente da República

André Ventura afirmou esta segunda-feira que o Presidente da República "desmentiu cabalmente e categoricamente" as notícias que davam conta de que estava contra a presença do Chega num futuro Governo.

"O Presidente da República desmentiu cabalmente e categoricamente que tivesse manifestado qualquer intenção de impedir que o Chega fizesse parte, integrante ou liderante, do Governo", assegurou, em declarações aos jornalistas, após a audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

O líder do Chega disse que queria clarificar esta questão diretamente com o Presidente da República, com quem diz que tem tido um "diálogo corrente". Além disso, André Ventura também quis transmitir a Marcelo Rebelo de Sousa que, "até ao momento, ainda não há nenhum acordo nem nenhum entendimento com a AD [Aliança Democrática] que permita garantir a estabilidade do Governo a quatro anos".

No dia em que os votos dos emigrantes começaram a ser contabilizados, e tendo em conta que os círculos da Europa e Fora da Europa atribuem quatro mandatos que ainda estão por distribuir, André Ventura disse ter "muita expectativa em relação aos deputados que estão para ser eleitos".

"Os dados que temos até ao momento são de uma forte participação de apoiantes do Chega, e isso dá-nos a esperança de poder eleger também nos círculos da emigração, aumentando ainda mais os 48 deputados que já temos", antecipou.

Tendo em conta que o PS ainda pode vencer as eleições, uma vez que está a apenas dois deputados da AD, André Ventura quis deixar claro nesta reunião que "o chega jamais estaria na disposição de contribuir para qualquer maioria que levasse o PS a liderar o Governo". Nesse cenário, frisou, "o Chega vai ser a oposição".

André Ventura foi mais longe e adiantou que, se o PS vencer as eleições, o Chega vai apresentar "uma solução alternativa que englobe uma maioria no parlamento", ressalvando que essa maioria e essa alternativa não depende só do seu partido, passando assim a bola aos restantes partidos da direita, nomeadamente à AD e à Iniciativa Liberal.

"Não aceitaremos de ânimo leve a indigitação de Pedro Nuno Santos como primeiro-ministro ou um governo do PS numa altura em que a Assembleia da República tem uma ampla maioria de mudança", sublinhou.

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