Costa quis "dar o exemplo" com voto antecipado, precipitando "gaffes" de Rio e Ventura

16 jan, 19:47

Rio chamou-lhe uma “brincadeira”. A Costa não caiu bem a “graçola”. Ao contrário do que escreveu o social-democrata no Twitter, o líder do PS não vai “evitar” votar em si mesmo se o fizer a 23 de janeiro, no Porto. As regras mandam o envio do voto para o local de recenseamento.

Os candidatos às eleições legislativas partiram este domingo para a estrada, arrancando o período oficial de campanha. Mas foi das redes sociais que, afinal, veio o tema quente do dia.

Nos Açores, onde deu o pontapé de saída à campanha, António Costa tirou uns minutos para se inscrever no voto antecipado. O secretário-geral socialista poderá votar a 23 de janeiro no Porto. No Facebook, explicou o processo, lembrou os esforços dos municípios para que todos possam “votar em segurança” e apelou à participação.

Questionado pela CNN Portugal sobre a razão do voto antecipado, Costa explicou que é "dever dos políticos não só transmitir aos cidadãos este apelo à participação eleitoral, como também eles próprios darem o exemplo". E, mesmo que não o faça antecipadamente, poderá sempre depois votar em Lisboa, onde está recenseado, no dia 30.

Ainda assim, a escolha não passou despercebida à direita, com André Ventura e Rui Rio a recorrem ao Twitter. Em comum, a acusação de que Costa, cabeça de lista em Lisboa, não quer “votar nele mesmo” ao exercer o seu direito de voto no Porto.

Mas foram as palavras de Rio, em especial, a ditar a entrada deste tema na campanha - do lado do Chega, até ao momento não houve mais desenvolvimentos. Ao voto antecipado de Costa chamou “uma forma airosa” de o socialista “evitar” ter de votar em si mesmo. Declarações recebidas como um alegado desconhecimento da lei eleitoral por parte de um candidato a primeiro-ministro.

As regras ditam que quem votar a 23 de janeiro, num local diferente do habitual, terá sempre o seu voto contado onde está recenseado. E é por isso mesmo que existem dois envelopes neste dia de votação: um para manter o voto secreto e um outro que permite o seu envio para a mesa onde ele será contabilizado.

Em Barcelos, Rio acabou questionado sobre a publicação, que descreveu como uma “brincadeira”.

“Há uma tendência para as campanhas ficarem tensas e eu procuro dar uma brincadeira, vocês não têm sentido de humor? Eu sei que ele pode votar em Mirandela, Porto ou Lisboa e conta sempre para no sítio onde está recenseado", afirmou.

Mas, no meio do Atlântico, a “piada” não caiu bem ao secretário-geral do PS. António Costa fez questão de vincar que Rio "tinha obrigação de saber o que era o voto antecipado”.

“Se resolveu disfarçar o seu desconhecimento como tendo sido uma graçola, pronto é uma graçola. Mas, enfim eu não creio que propriamente um político afirme a sua credibilidade com graçolas”, reagiu.

Apesar do esclarecimento em campanha, Rio havia de voltar ao Twitter para realçar o "mau humor" de Costa.

Nas redes sociais ou na campanha física, outros nomes à esquerda apressaram-se na crítica às publicações de Rio. Foi o caso de Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, que acusou o social-democrata de “desconhecer” a lei eleitoral.

Até às 19h00 deste domingo, quase 69 mil pessoas já se tinham inscrito para votar antecipadamente.

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