Rui Rio diz que disputa interna vai mostrar PSD mais ligado à sociedade ou ao "aparelho partidário"

Agência Lusa , WL
26 nov, 16:04
Rui Rio (PSD/João Pedro Domingos)
Rui Rio (PSD/João Pedro Domingos)

Atual presidente social-democrata diz ter mais condições do que Paulo Rangel para confrontar António Costa nas legislativas

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O recandidato à liderança do PSD Rui Rio defendeu esta quinta-feira, 25 de novembro, que o resultado das eleições diretas vai mostrar se o partido está mais próximo da sociedade portuguesa ou do “aparelho partidário”.

Num seminário digital com militantes de Lisboa, Rio voltou a defender que tem mais potencial de vitória nas legislativas de 30 de janeiro do que o seu opositor interno, o eurodeputado Paulo Rangel.

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Eu não sei quem ganha no sábado, se soubesse jogava no totoloto, mas há uma coisa evidente: a parte do aparelho partidário, aquilo que pode estar mais enquistado, não está do meu lado. Do meu lado estão os portugueses lá fora”, afirmou.

Para Rio, quem vai decidir o resultado no sábado são “os militantes que estão no meio”, considerando que uns “identificam-se mais com os portugueses, com o pensamento global da sociedade, outros estão mais fechados no aparelho partidário, distantes da sociedade”.

“No sábado, a vitória vai ditar afinal como é que está o partido, está assim tão enquistado ou estão os militantes a comportarem-se de forma mais parecida com a sociedade portuguesa? Não sei, não sei mesmo”, afirmou.

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O atual presidente do PSD invocou, mais do que as sondagens, os contactos com pessoas na rua para afirmar que a sociedade portuguesa olha para si “com muito mais hipóteses do que o dr. Paulo Rangel nas eleições de 30 de janeiro”.

Rio avisa que Rangel não tem tempo para convencer portugueses

“Eu olho para isso com uma naturalidade óbvia, se não fosse assim é que eu não percebia. É óbvio que ninguém consegue em 60 dias entrar em casa dos portugueses e que digam ‘está bem, este é primeiro-ministro’. Não funciona, pode até ter condições para ser um dia, mas não funciona”, justificou.

Considerando que nas legislativas de 30 de janeiro o PSD consigo como líder “pode mesmo ganhar”, ao contrário do que acontecia em 2019, Rio assegurou que não ficará “com mágoa” se não vencer as diretas e não for primeiro-ministro.

Se no sábado não votarem em mim e se não for eu, com o mesmo desprendimento com que entrei é o mesmo desprendimento com que saio e no dia seguinte não tenho a mágoa de não ser primeiro-ministro, tenho é menos 150 quilos em cima”, afirmou, reiterando que se trata de “uma missão”.

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“Eu não fico zangado se não votarem, eu não estou por mim (…) se não quiserem, ficamos amigos na mesma”, acrescentou.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se no sábado e serão disputadas entre Rui Rio e o eurodeputado Paulo Rangel.

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