Eleições intercalares nos EUA: assento crucial da Geórgia no Senado decidido numa segunda volta

Agência Lusa , CE
9 nov, 18:34
Estados Unidos (AP Photo)

O democrata Raphael Warnock e a ex-estrela de futebol americano Herschel Walker ficaram praticamente empatados com cerca de 49% dos votos. Os outros 2% foram para um terceiro candidato, Chase Oliver

O estado norte-americano da Geórgia irá novamente a eleições em dezembro para nomear um senador para o Congresso, depois de nenhum dos candidatos ter atingido a marca de 50%, informou esta quarta-feira a imprensa norte-americana.

O senador em exercício, o reverendo democrata Raphael Warnock, enfrentará novamente a ex-estrela de futebol americano Herschel Walker, apoiado por Donald Trump, desta vez numa votação sem um terceiro candidato, o que pode ser decisivo para determinar a maioria na câmara alta do Congresso.

Segundo projeções da imprensa, Raphael Warnock e Herschel Walker ficaram praticamente empatados com cerca de 49% dos votos. Os outros 2% foram para um terceiro candidato, Chase Oliver.

O resultado das eleições intercalares na Geórgia, Nevada e Arizona determinarão se os Democratas mantêm a maioria no Senado ou se os Republicanos assumem o seu controlo, o que tornaria os próximos dois anos de Governo de Joe Biden muito mais difíceis.

Se a tendência atual de contagem continuar, Nevada será 'pintado de vermelho' Republicano e o Arizona de 'azul Democrata', pelo que a segunda volta da Geórgia será decisiva.

Não é a primeira vez que a Geórgia deixa os Estados Unidos em suspenso. 

Há dois anos, Biden derrotou Donald Trump por pouco neste estado do sul, algo que o ex-presidente Republicano usou para denunciar falsamente uma fraude eleitoral e forçar uma recontagem.

Naquele ano, além disso, a vaga no Senado para o estado também teve que ser definida numa segunda volta, que finalmente foi para os Democratas.

O senador Democrata Raphael Warnock, que concorre à reeleição, disse a apoiantes num hotel de Atlanta na noite passada que tem "um bom pressentimento" e, referindo-se à sua profissão de reverendo batista, pediu que "mantivessem a fé".

O perfil do candidato Republicano é mais controverso. Walker, um protegido de Trump, é um ex-atleta do futebol americano que fez campanha contra o aborto, apesar de duas mulheres o acusarem de financiar as suas interrupções de gravidez.

"Não vim aqui para perder", exclamou Walker aos seus seguidores na noite da eleição.

O controlo do Congresso dos Estados Unidos continua em aberto após eleições apertadas em que o Partido Democrata conseguiu deter a onda Republicana prevista pelas sondagens e em que vários outros candidatos extremistas apoiados por Trump sofreram revés.

Na Geórgia, por outro lado, o governador Republicano Brian Kemp, afastado de Trump desde que rejeitou as suas acusações de fraude no estado, venceu confortavelmente a sua reeleição contra a democrata Stacey Abrams, conhecida ativista pelos direitos dos afro-americanos. 

Durante a campanha, Kemp contou com o apoio de Mike Pence, vice-presidente de Trump que se afastou deste desde o assalto ao Capitólio de 06 de janeiro de 2021.

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