Eleições no Brasil. O candidato que quer tirar o pai da prisão domiciliária e que diz que o irmão errou

29 ago, 13:47
Flávio Bolsonaro (André Borges/EFE via Lusa)
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Flávio Bolsonaro foi entrevistado na sexta-feira pela Rede Globo

Flávio Bolsonaro, 45 anos, candidato do PL à Presidência do Brasil, garantiu que pretende respeitar o resultado das eleições de outubro, numa entrevista à Globo, esta sexta-feira, 28 de agosto, marcada por temas polémicos e pela defesa de posições próximas do discurso do pai, Jair Bolsonaro. “Vou respeitar o processo eleitoral”, afirmou, acrescentando que espera vencer ainda na primeira volta. O candidato, no entanto, evitou responder de forma direta sobre a possibilidade de aceitar uma derrota.

Um dos momentos mais tensos surgiu quando foi questionado sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. Flávio rejeitou a existência de uma tentativa de golpe de Estado e classificou a condenação do pai como uma “farsa”. O senador defendeu ainda uma amnistia para os envolvidos nos ataques às instituições brasileiras, dizendo que “quem errou tem de pagar pelo erro”, mas que as penas aplicadas foram excessivas.

Na economia, o candidato prometeu reduzir impostos, cortar ministérios e cargos comissionados e combater fraudes na Previdência, garantindo que não será necessário mexer nas reformas ou no salário mínimo para equilibrar as contas públicas. Na política externa, afirmou que não pretende negociar o Pix, o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, com os Estados Unidos para tentar travar as tarifas impostas a produtos brasileiros. Sobre o irmão Eduardo Bolsonaro, reconheceu que “ele errou ao agradecer em relação às tarifas”.

A entrevista ficou ainda marcada por um gesto que rapidamente chamou a atenção. Flávio tinha escritas na palma da mão as palavras “mudança”, “futuro” e “7/set”, numa estratégia semelhante à utilizada pelo pai em anteriores campanhas eleitorais. O candidato procurou apresentar-se como uma alternativa ao atual Governo, repetindo a promessa de mudança e defendendo um projeto de continuidade do legado político de Jair Bolsonaro.

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