Eleições: Lula pede mais “um ‘tiquinho’”. Mas garante estar perto vitória já na primeira volta

Agência Lusa , DCT
27 set, 05:53
Lula da Silva

O antigo Presidente brasileiro puxou dos galões, numa tentativa de agarrar mais votos dos indecisos e da chamada ‘terceira via’ política, e relembrou a plateia que é um homem de consensos

O antigo chefe de Estado brasileiro Lula da Silva mostrou-se confiante numa vitória logo à primeira volta nas presidenciais de domingo e prometeu começar logo a “reconstruir o país”.

“Estamos a um passo da vitória a 2 de outubro, falta um ‘tiquinho’, só um ‘tiquinho’”, afirmou o candidato, perante um auditório recheado de artistas de diferentes áreas, como música, cinema e televisão, intelectuais e representantes de movimentos sociais, em São Paulo.

Transmitido ao vivo pelas redes sociais, a "Super Live Brasil da Esperança" abriu a última semana de campanha de Lula que procura dentro de seis dias um terceiro mandato à frente do país.

O evento contou com participações de vários músicos, como Daniela Mercury, ou o fundador da banda Pink Floyd Roger Walters, bem com vídeos de apoio de celebridades brasileiras e estrangeiras, como os atores Mark Ruffalo e Danny Glover, entre outros.

“Todas as eleições em que eu participei, eu tentei ganhar no primeiro turno”, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva, sublinhando: “mas este ano estamos mais arrojados, estamos maduros”.

“A gente vai tirar esse genocida do Palácio do Planalto e colocar de volta a democracia”, disse, referindo-se ao Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, candidato a um novo mandato, acrescentando que nestes últimos dias de campanha é preciso trabalhar para conquistar o voto de todos aqueles “que amam a democracia”.

“Estamos a seis dias das eleições mais importantes das nossas vidas”, frisou, garantindo que quer voltar a unir um “país arrasado pelo ódio e desesperança”, referindo a Bolsonaro, que se encontra em segundo lugar nas sondagens com cerca de 35% das intenções de voto.

O antigo Presidente brasileiro puxou dos galões, numa tentativa de agarrar mais votos dos indecisos e da chamada ‘terceira via’ política, e relembrou a plateia que é um homem de consensos, prova disso é o seu candidato a vice-Presidente Geraldo Alckmin, que, em 2006, chegou a ser candidato pelo partido de centro-direita PSDB às eleições presidenciais, precisamente contra Lula.

“De lá para cá esse movimento de união só cresceu. No início, éramos apenas três partidos, hoje somos dez. Fomos ganhando cada vez mais adesões de outras forças políticas, inclusive de ex-candidatos a presidentes” que já foram adversários do PT, afirmou Lula.

O candidato disse ainda que nunca antes, na história do país, movimentos populares, sindicatos, trabalhadores, empresários, artistas, intelectuais atletas, de diferenças políticas “se uniram no primeiro turno para dizer: basta de tanto ódio, de tanta destruição, de tantas mentiras, de tanto sofrimento e de tantas mortes”.

“Vamos agora mesmo, no dia 02 de outubro, reconstruir o país”, exclamou.

Considerando apenas os votos válidos, a margem de erro de Lula, em várias sondagens, encontra-se entre 48% e 52%, este último o 'golden ticket' que o leva a vencer logo à primeira volta.

A eleição presidencial no Brasil tem a primeira volta marcada para 02 de outubro e a segunda, caso seja necessária, para 30.

Às presidenciais brasileiras concorrem 11 candidatos: Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D'Ávila, Soraya Tronicke, Eymael, Padre Kelmon, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia.

 

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