Rui Costa: «Tive os méritos de ganhar e de perder, nunca deixei de dar a cara»

7 nov, 00:05

Atual presidente e candidato às eleições do Benfica sonha em «terminar o mandato com a quarta estrela representando os 40 campeonatos»

Rui Costa, vencedor da primeira volta das eleições para a presidência do Benfica, corre pela reeleição no cargo. No último debate antes da segunda volta do ato eleitoral, transmitido pela BTV, fez um balanço positivo do último mandato à frente do clube «com melhores condições financeiras» do país e garante ter em carteira propostas para a venda dos direitos televisivos dos jogos por valores superiores aos do contrato atual:

Balanço do mandato

«Um bom mandato desportivo é um em que ganhemos mais do que os outros. Não temos bolas mágicas para dizer que vamos ganhar quatro campeonatos em quatro anos, mas temos a obrigação de trabalhar para ganhar muito mais do que todos os outros. Esse é o objetivo. Não foi um mandato como queria que fosse em termos de títulos. Tenho o sonho de terminar o mandato com a quarta estrela representando os 40 campeonatos. Ontem (com o Bayer Leverkusen) foi uma noite triste para todos os benfiquistas, porque não ganhámos, e o responsável máximo sempre que o Benfica não ganhar serei sempre eu. Tive os méritos de ganhar e de perder. Nunca deixei de dar a cara. Nunca abandonei o clube.»

Investimento no plantel

«O Benfica não pode todos os anos gastar 100 milhões de euros, mas o atual plantel, no futuro, não precisa de grandes remodelações, porque essas já foram feitas. Criámos as condições para termos o investimento que tivemos este ano na equipa de futebol.»

Trabalho na formação

«Somos uma referência mundial ao nível da formação. Mexer na formação ao dia de hoje seria um absurdo completo. Nunca houve vazios na minha estrutura.»

Futebol feminino

«O futebol feminino passou para a SAD no nosso mandato, criaram-se muito melhores condições. Não houve desinvestimento, antes pelo contrário. Esse investimento passou por termos plantéis que continuem a ganhar campeonatos nacionais e pelo que fizemos no Seixal.»

Bilhética

«Outros clubes aproveitam o máximo de valores possível quando o Benfica lá vai (jogar). É uma das maiores guerras que temos com os outros clubes. Os adeptos do Benfica pagam o dobro dos dos outros clubes.»

Modalidades

«Fizemos investimento forte nas modalidades. Ganhámos nove títulos nacionais em masculinos e 15 em femininos. No global, ganhámos mais do dobro do que no mandato anterior. Se estou satisfeito? Não.»

Contas do clube

«Para João Noronha Lopes, o Benfica está falido. Só que não está e continua a ser o clube português com melhores condições financeiras, incomparável com os outros. Há uma subida da dívida líquida, mas há uma redução da dívida total do clube. Passou de 247 para 241 milhões de euros. Os números não enganam. Quando assume que a situação do Benfica é muito melhor do que a dos outros já me está a fazer um elogio.»

«O nosso orçamento está ponderado para podermos chegar ao final do exercício de forma positiva, mais uma vez. Seria uma irresponsabilidade da minha parte estar a fazer o ano desportivo sem saber com o que conto no final do ano. Não é isso que faço aos benfiquistas.»

Direitos televisivos

«Já garantimos propostas superiores à que temos hoje, mas ainda não estamos satisfeitos. É um dossiê que está em cima da mesa, dos mais prementes que temos. Vamos ter um contrato televisivo superior ao que temos hoje. Vamos fazer de tudo para que a BTV continue a ser a operadora nos nossos jogos.»

«Estar lá dentro (da centralização de direitos televisivos), numa altura destas, em que não há nada, é só ajudar a que esse processo prossiga, não nos defendendo a nós. O contrato de 2026-2028 é de extrema importância para o Benfica também para condicionar os valores que vêm a seguir.»

«A centralização, se for feita como foi prometida a todos os clubes, é um bem para o crescimento do futebol português. O Benfica é o principal interessado em que o futebol português cresça.»

Ampliação do Estádio da Luz

«Os Red Pass que estão em espera mostram que o estádio, neste momento, está curto. Há a necessidade de aumentar o estádio. Temos o projeto para 80 mil. É uma necessidade extrema do clube.»

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