REVISTA DE IMPRENSA | Governo estuda medidas para travar a descida
O número de alunos que concluíram o ensino secundário em 2025 caiu de forma significativa, regressando a níveis pré-pandemia e contribuindo para a redução de candidatos ao ensino superior, noticia o jornal Público, que cita o estudo “Quebra de Ingressos no Acesso ao Ensino Superior em 2025/26. Diagnóstico, Evidência e Análise”, realizado pelo gabinete da secretária de Estado do Ensino Superior.
A taxa de conclusão desceu 10,7 pontos percentuais face ao ano anterior, passando de 90,1% em 2023/24 para 79,4% em 2024/25 nos cursos científico-humanísticos.
A quebra ajuda a explicar a diminuição de cerca de seis mil colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. No total, o sistema registou menos oito mil novos inscritos em 2025/26, uma descida próxima de 10%, interrompendo uma trajetória de crescimento.
Além da redução de diplomados, o fenómeno é explicado por vários fatores, como a variação nas notas dos exames nacionais, o aumento do número mínimo de provas de ingresso e fragilidades no sistema de ação social. A exigência de duas provas de ingresso terá sido responsável por cerca de 46% da quebra na primeira fase.
O estudo aponta que além da diminuição do número de diplomados do ensino secundário, a “volatilidade interanual das classificações dos exames nacionais e o aumento do número mínimo de provas de ingresso contribuíram para restringir o universo de candidatos elegíveis”.
A quebra pode igualmente ser explicada com as “fragilidades no atual sistema de ação social que limitam o acesso”, uma redução progressiva da população jovem e “elevada dependência do sistema português de ingressos imediatos pós-secundário”.
O Governo está a estudar medidas para travar a quebra, incluindo a revisão das regras de acesso, ajustes nas bolsas e novos mecanismos de avaliação.
