Líder do PS realçou que o Governo usa o número de 2.300 alunos que não tiveram professor pelo menos a uma disciplina desde o início do ano letivo, apontando que esse número "compara com 2.000 no ano passado". "Não há portanto nenhuma redução", frisou.
O secretário-geral do PS acusou esta sexta-feira o Governo de manipular os números dos alunos sem aulas para "mascarar o insucesso da sua política", considerando "verdadeiramente importante" os 41 mil alunos sem professor ou aulas a uma disciplina "neste momento".
Pedro Nuno Santos realçou, numa publicação em vídeo na rede social X, que o Governo usa o número de 2.300 alunos que não tiveram professor pelo menos a uma disciplina desde o início do ano letivo, apontando que esse número "compara com 2.000 no ano passado".
"Não há portanto nenhuma redução", frisou.
Para o líder socialista, o Governo "usa, como já fez noutros temas, a manipulação dos números e dos dados para tentar de alguma forma mascarar o insucesso da sua política".
Enquanto o Governo manipula os números, 41.000 alunos continuam sem aulas. Esta manipulação estatística é um desrespeito às famílias e uma admissão tácita do falhanço das políticas educativas da AD.#PartidoSocialista#AForçaDoProgresso pic.twitter.com/g4EsN7gLGH
— Pedro Nuno Santos (@PNSpedronuno) November 22, 2024
Pedro Nuno Santos vincou ainda que "verdadeiramente importante são os 41 mil alunos que não tem professor ou não tem aulas a uma disciplina neste momento, mesmo que no início do ano letivo tenham tido professor a todas as disciplinas".
"Esse sim é um motivo de preocupação para todos nós e devia ser motivo de grande preocupação para o Governo, que em vez de andar entretido a manipular números e a convencer órgãos de comunicação social a publicá-los, devia estar concentrado a resolver de facto um problema que afeta dezenas de milhares de famílias em Portugal", insistiu.
A líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, também acusou hoje o Ministério da Educação de falta de seriedade na utilização de números sobre alunos sem aulas, afirmando que o universo de 21 mil que o ministro da Educação utiliza como comparação tem no fundo inseridas duas realidades distintas: Os alunos que na mesma data de há um ano estavam sem aulas naquele momento, e os que estavam em 2023 sem aulas desde o início".
