Fernando Alexandre esteve reunido com representantes dos diretores durante mais de uma hora. Ficou prometido um comunicado do EduQa para as próximas horas
Os representantes dos diretores escolares estiveram reunidos com o ministério da Educação, desde as 18:00. A CNN Portugal sabe que também esteve presente a vice-presidente do Conselho de Escolas, Ana Cláudia Cohen e que as diferentes entidades terão sido convocadas a poucas horas da reunião. O encontro durou cerca de uma hora e quinze minutos. Fonte próxima do processo assegura à CNN Portugal que deverá ser emitido um comunicado por parte do EduQa sobre o teor da reunião.
De acordo com fonte conhecedora do processo, o ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI) quis ouvir os diretores sobre o processo de classificação em curso, pediu-lhes a colaboração para reportarmos os problemas e diz que espera que este sábado fiquem resolvidas todas as suspensões que ainda permanecem. Assegurou também que os exames do 9.º ano terão as classificações afixadas na segunda-feira.
A reunião surge depois da publicação das notas dos exames nacionais, durante a última noite, apesar de vários resultados em falta.
A Provedoria de Justiça pediu ao Ministério da Educação um “ponto de situação” sobre a publicação das notas dos exames nacionais e as “medidas pensadas” para a segunda fase, que arranca na segunda-feira, foi anunciado este sábado.
“O Gabinete da Provedora de Justiça diligenciou junto do Gabinete do Ministro da Educação, Ciência e Inovação pelo ponto de situação sobre o procedimento de publicação das notas dos exames nacionais, assim como pela identificação das medidas pensadas para obviar os riscos incorridos, em especial quanto ao início da segunda fase de exames”, adiantou a entidade liderada por Luísa Neto.
Em comunicado, a Provedoria de Justiça salientou que as “circunstâncias e o contexto” que envolvem a realização das provas “têm sido objeto de várias queixas”, em particular por parte das famílias dos alunos.
O pedido da Provedoria surge depois de a primeira fase dos exames ter sido marcada por falhas na nova plataforma de classificação eletrónica, dificuldades no acesso às provas, folhas mal digitalizadas, respostas que não apareciam completas e problemas no registo das classificações.
De acordo com o que o ministro disse no Parlamento, a falta de professores classificadores agravou os atrasos e levou o Ministério da Educação a adiar a publicação das notas de terça para sexta-feira e o início da segunda fase de 16 para 20 de julho.
As escolas receberam as classificações ao final do dia de sexta-feira, mas algumas provas ficaram assinaladas como “suspensas”, por terem itens em falta ou ainda estarem em consulta, reapreciação ou reclamação.
A situação aumentou a incerteza entre os alunos que precisam das notas para decidir se repetem exames na segunda fase, que começa já na segunda-feira.
O ministro Fernando Alexandre garante que os problemas identificados foram corrigidos e que o calendário de acesso ao ensino superior não será prejudicado, mas anunciou uma auditoria ao processo.
