​Eduardo Cabrita fora da corrida à Frontex devido ao "fraco empenho da diplomacia portuguesa"

CNN Portugal , CE - Notícia atualizada às 20:15
9 nov, 18:37
Eduardo Cabrita

Restam, assim, três candidatos

O ex-ministro Eduardo Cabrita está fora da corrida para o cargo de diretor-executivo da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex). Uma notícia avançada esta quarta-feira pela Renascença. Restam, assim, três candidatos. 

Uma fonte próxima do processo revelou que Cabrita foi prejudicado pelo "fraco empenho da diplomacia portuguesa", sendo que a "prevalência da dimensão securitária" na Europa também não terá ajudado.

Numa resposta escrita enviada à Lusa, o antigo ministro disse que "só no final do processo" poderá dizer "algo sobre o perfil escolhido", desconhecendo quais os três finalistas.

Já na semana passada, o atual ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, tinha admitido, numa entrevista ao Expresso, olhava com "muito bons olhos" para a candidatura do seu antecessor mas, no entanto, tinha dúvidas que "chegasse à fase final de seleção". 

"Considero difícil por força da conjugação e competição entre vários países e por força também da abordagem que hoje prevalece na Europa, que tende a reforçar mais a dimensão, nomeadamente nas zonas de risco de fronteira com a Ucrânia, que trouxe riscos acrescidos e traz outra forma de olhar para os fluxos migratórios", afirmou. 

A mesma fonte explicou à Renascença que a Comissão Europeia quer um candidato com perfil de "chefe de estrutura de segurança" e com características "mais operacionais". Uma vez que Eduardo Cabrita tem um perfil mais político, isso terá contribuído para que fosse afastado da fase final. 

O processo de seleção para diretor-executivo da Frontex surgiu em abril e, em julho, Cabrita apresentou a candidatura individual, integrando uma lista composta inicialmente por seis nomes oriundos da Letónia, Bulgária, Finlândia, Croácia e Países Baixos. A decisão final deverá ser tomada até ao final do ano.

A Frontex está desde abril sem diretor, altura em que o francês Fabrice Leggeri se demitiu do cargo após a conclusão de um inquérito do Organismo Europeu de Luta Antifraude, que investiga casos de corrupção e danosos nas instituições europeias, sobre alegações de assédio, conduta imprópria e afastamento ilegal de migrantes.

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