A Venezuela realizou eleições presidenciais em 28 de julho, após as quais o Conselho Nacional Eleitoral atribuiu a vitória ao atual presidente do país, Nicólas Maduro, com pouco mais de 51% dos votos, enquanto a oposição afirma que o seu candidato obteve quase 70% dos votos
Os Estados Unidos reconheceram esta terça-feira, pela primeira vez, que Edmundo González é o legítimo presidente da Venezuela, eleito no passado dia 28 de julho.
O reconhecimento foi feito pelo secretário de Estado Antony Blinken, na rede social X. A administração Biden já tinha admitido que Edmundo González tinha sido o mais votado nas eleições, mas sem o reconhecer oficialmente como presidente eleito, o que marca uma mudança significativa na política dos EUA em relação à Venezuela.
"O povo venezuelano pronunciou-se de forma retumbante no dia 28 de julho e fez de @EdmundoGU o presidente eleito. A democracia exige respeito pela vontade dos eleitores", escreveu Blinken, durante a participação na cimeira do G20, no Rio de Janeiro.
The Venezuelan people spoke resoundingly on July 28 and made @EdmundoGU the president-elect. Democracy demands respect for the will of the voters.
— Secretary Antony Blinken (@SecBlinken) November 19, 2024
Edmundo González já agradeceu aos Estados Unidos pelo “reconhecimento da vontade soberana de todos os venezuelanos”. “Esse gesto honra o desejo de mudança do nosso povo e o feito cívico que realizámos juntos em 28 de julho”, respondeu, também no X.
Agradecemos profundamente el reconocimiento a la voluntad soberana de todos los venezolanos. Este gesto honra el deseo de cambio de nuestro pueblo y la gesta cívica que juntos protagonizamos el pasado 28 de julio. https://t.co/cll01xyAsZ
— Edmundo González (@EdmundoGU) November 19, 2024
A Venezuela realizou eleições presidenciais em 28 de julho, após as quais o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) atribuiu a vitória ao atual presidente do país, Nicólas Maduro, com pouco mais de 51% dos votos, enquanto a oposição afirma que o seu candidato, o antigo diplomata Edmundo González, obteve quase 70% dos votos.
A oposição venezuelana e muitos países denunciaram uma fraude eleitoral e exigiram que sejam apresentadas as atas de votação para uma verificação independente.
Os resultados eleitorais foram contestados nas ruas, com manifestações reprimidas pelas forças de segurança, com o registo, segundo as autoridades, de mais de 2.400 detenções, 27 mortos e 192 feridos.
