Em comparação com o mesmo período no último ano, houve uma redução de 2,4 mil milhões de euros
O Estado registou um défice de 1.762 milhões de euros até maio, com uma redução de 2.400,2 milhões de euros face ao período homólogo, segundo a síntese de execução orçamental.
“Face ao período homólogo, o saldo das Administrações Públicas reduziu 2.400,2 milhões de euros, resultado da diminuição dos saldos da Administração Central (-3.344,1 milhões de euros; -2.174,2 milhões de euros, sem o efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS) e da Administração Regional (-62,3 milhões de euros)", lê-se na síntese divulgada esta terça-feira pela Entidade Orçamental.
De acordo com o documento, o saldo total está agora em - 1.762 milhões de euros, sendo que no período homólogo era de 638 milhões de euros.
Já no sentido inverso pesou o Saldo da Segurança Social, que teve uma evolução positiva de 761,5 milhões de euros, e o saldo da Administração Local, que cresceu 244,7 milhões de euros.
O saldo global e primário da Administração Central e da Segurança Social ficaram em, respetivamente, - 2.384,7 milhões de euros e 439,8 milhões de euros, tendo-se verificado descidas de 2.582,7 milhões de euros e 2.559,6 milhões de euros face a 2025.
A evolução registada no saldo global deveu-se ao crescimento da despesa em, excluindo o efeito dos pagamentos do SNS até maio, 6,8% ter sido superior ao aumento de 3,5% na receita.
Por sua vez, o saldo global das Administrações Regional e Local (ARL) atingiu 622,8 milhões de euros, mais 182,5 do que no período homólogo.
Já na Administração Regional, o saldo foi de -95 milhões de euros, uma queda de 62,3 milhões de euros.
Na Administração Local, por sua vez, o saldo ficou em 717,8 milhões de euros, mais 244,7 milhões de euros do que o registado em 2025.
Até maio, a despesa das Administrações públicas agravou-se em 9,7%, face ao período homólogo, enquanto a despesa primária avançou 10,3%.
Excedente da Segurança Social sobe para 3.675,5 milhões de euros até maio
A Segurança Social registou um excedente de 3.675,5 milhões de euros até maio, acima dos 2.914,1 milhões de euros reportados no período homólogo.
De acordo com o documento divulgado pela Entidade Orçamental (antiga DGO - Direção-Geral do Orçamento), até maio a receita efetiva da Segurança Social fixou-se em 18.957,7 milhões de euros, quando, no período homólogo, estava em 17.603,1 milhões de euros.
Por sua vez, a despesa efetiva foi, neste período, de 15.282,1 milhões de euros, acima dos 14.689,0 milhões de euros reportados em 2025.
Destacam-se rubricas como o complemento da prestação social para a inclusão (42%) e o subsídio de apoio ao cuidador informal (23,7%).
No sentido oposto aparecem, por exemplo, as pensões para os beneficiários dos antigos combatentes (-36,9%) e o complemento ao apoio extraordinário para crianças e jovens (-13,6%).
