Fundo de Resolução só se opôs a 13% da venda de ativos problemáticos do Novo Banco

23 ago, 08:10
Novo Banco - Banca - Bancários (arquivo)

A instituição liderada por Máximo dos Santos deu “luz verde” directa a um terço, tendo feito recomendações ou imposto condições às restantes que foram aprovadas.

Num total de 294 operações financeiras, o Fundo de Resolução só se opôs a 13% da venda de ativos problemáticos do Novo Banco, avança esta terça-feira o jornal Público. Fundo deu “luz verde” directa a um terço, tendo feito recomendações ou imposto condições às restantes que foram aprovadas.

No ano passado, o Fundo de Resolução “pronunciou-se sobre um total de 51 operações que lhe foram submetidas pelo Novo Banco, das quais 10 (20%) justificaram que o Fundo de Resolução se opusesse à acção proposta pelo Novo Banco”.

Desde 2017, quando foi criado para servir de almofada de dinheiro público para manter o Novo Banco dentro das metas definidas pela Comissão Europeia, o fundo aprovou directamente 32% das 294 operações propostas pelo banco, não se opôs com condições a 38% e não se opôs com recomendações a 16%.

No documento divulgado esta segunda-feira, a entidade que se integra na órbita do Banco de Portugal (BdP) justifica que “a acção do Fundo de Resolução na execução do Acordo de Capitalização Contingente, não se resume à análise e à decisão sobre as operações que lhe são comunicadas pelo Novo Banco”. O Fundo de Resolução promove ainda a análise às contas do Novo Banco e um acompanhamento continuado da sua actividade e do funcionamento do mecanismo de capitalização contingente.

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