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OMS eleva para 220 o número de mortes suspeitas por ébola e alerta que estamos a "correr atrás do prejuízo"

CNN Portugal , MJC
25 mai, 16:11
Ébola (MARIE JEANNE MUNYERENKANA/EPA via Lusa)
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Ao início desta segunda-feira, o Uganda reportou mais dois casos de ébola, elevando o número total de casos confirmados para sete, e o diretor da OMS afirmou que outros países que fazem fronteira com o Congo correm um risco elevado e devem tomar medidas imediatas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que o surto de ébola no leste da República Democrática do Congo e no vizinho Uganda está a superar os esforços de resposta, tendo sido registadas pelo menos 220 mortes que se suspeita que estejam relacionadas com o surto.

Além disso, os profissionais de saúde da província de Ituri, atingida por conflitos, têm enfrentado ataques a instalações médicas, o que complica os esforços para conter a rara estirpe Bundibugyo do vírus.

Mongbwalu, uma grande cidade na instável província de Ituri, no nordeste do país, é o epicentro do surto, que foi detetado pela primeira vez a 15 de maio. Desde então, o vírus já matou pelo menos 220 pessoas na República Democrática do Congo, afirmou esta segunda-feira o diretor-geral da OM, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Numa reunião online da União Africana sobre o surto, Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que o atraso na deteção de casos de ébola significa que as equipas de resposta estão agora a "correr atrás do prejuízo" e que a epidemia irá provavelmente piorar antes de melhorar. O diretor-geral anunciou que iria viajar para o Congo – o epicentro do surto – na terça-feira com outro alto funcionário da OMS responsável por lidar com emergências de saúde, Chikwe Ihekweazu.

"Em primeiro lugar, o atraso na deteção da epidemia significa que estamos agora a tentar recuperar o atraso face a uma epidemia que avança muito rapidamente. Estamos a intensificar urgentemente as operações, mas, de momento, a epidemia avança mais rápido do que nós", afirmou, sublinhando que o Congo enfrenta uma epidemia de ébola "extremamente grave e difícil de gerir".

Tedros Adhanom Ghebreyesuss afimra que há mais de 900 casos suspeitos no surto até à data, incluindo 101 casos confirmados. Esta segunda-feira, o Uganda, país vizinho, reportou mais dois casos de ébola, elevando o número total de casos confirmados para sete, e o diretor da OMS afirmou que outros países que fazem fronteira com o Congo correm um risco elevado e devem tomar medidas imediatas.

A OMS declarou o surto da rara estirpe Bundibugyo do ébola, o terceiro maior surto deste tipo alguma vez registado, uma emergência de saúde pública internacional

Os médicos que trabalham na linha da frente do combate ao ébola no Congo têm agora também de lidar com ataques às suas instalações e com a fuga de doentes. Pelo menos três destes incidentes ocorreram na província de Ituri, no nordeste do país, onde foram reportados os primeiros casos de ébola, incluindo dois ataques no fim de semana no mesmo hospital que permitiram a fuga de mais de duas dezenas de doentes. Alguns desses ataques foram perpetrados por civis revoltados por não poderem enterrar os seus entes queridos – alguns convencidos de que o surto era uma farsa.

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