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Ébola: DGS reforça deteção de casos importados

Agência Lusa , CM
18 mai, 23:47
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Casos foram reportados em regiões a norte e leste da República Democrática do Congo, cuja fronteira mais próxima é a do Uganda, a milhares de quilómetros de Angola, país que regista uma grande mobilidade de passageiros para Portugal

Portugal reforçou as medidas de deteção precoce de casos de Ébola potencialmente importados, na sequência do surto na República Democrática do Congo, com a Direção-Geral da Saúde a considerar muito baixo o risco de infeção na Europa.

No domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglês), após terem sido registados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), além de dois outros óbitos no vizinho Uganda.

“Perante declarações de PHEIC pela OMS, Portugal, como a maioria dos países não diretamente afetados, reforça a deteção precoce de casos potencialmente importados”, adiantou a Direção-Geral da Saúde (DGS) em resposta à agência Lusa.

Segundo a autoridade de saúde, são atualizadas as medidas de preparação e resposta já existentes para potenciais casos importados, com base nas orientações DGS para o Ébola e em alinhamento com as recomendações do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), relativamente a viajantes e regressados dos países afetados.

Além disso, é reforçada a capacidade laboratorial para detetar casos de possíveis infeções, referiu ainda a DGS.

Adiantou também que os casos foram reportados em regiões a norte e leste da RDC - em Rwampara, Mongbwalu e Bunia -, cuja fronteira mais próxima é a do Uganda, a milhares de quilómetros de Angola, país que regista uma grande mobilidade de passageiros para Portugal.

“Para as pessoas que vivem na UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu], a probabilidade de infeção é considerada muito baixa, dada a muito baixa probabilidade de importação e transmissão secundária na Europa”, realçou a DGS.

A DGS mantém em vigor uma orientação sobre o Ébola de 2019, altura em que também foi registado um surto da doença na República Democrática do Congo.

Depois de a OMS ter declarado o surto de ébola uma emergência de saúde pública de âmbito internacional, vários países africanos reforçaram os controlos sanitários e fecharam as suas fronteiras, como é o caso do Ruanda.

A República Democrática do Congo anunciou que vai abrir três centros de tratamento para o vírus ébola na província oriental de Ituri, na sequência do surto com uma variante para a qual não existem terapêuticas nem vacinas aprovadas, enquanto a OMS enviou especialistas e material para ajudar a combater a propagação da doença.

O vírus ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

Segundo a OMS, o vírus apresenta uma taxa de mortalidade entre 25% e 90%.

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