No terreno, a empresa garante ter distribuído meios humanos e equipamentos pelas áreas mais afetadas, incluindo três centrais móveis e cerca de 250 geradores
A passagem da depressão Kristin provocou danos de grande dimensão na rede elétrica nacional, levando a E-REDES “a concentrar uma operação de emergência de larga escala, especialmente na zona centro do país”. Em comunicado divulgado às 15:00 desta sexta-feira, a empresa confirma que 266 mil clientes continuam sem energia devido à Depressão Kristin e que os trabalhos estão focados na reposição da rede de alta e média tensão, com 1.200 operacionais no terreno.
Segundo a E-REDES, os efeitos "mais agressivos" da tempestade foram sentidos nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Portalegre. Neste momento, “existem cerca de 266 mil clientes por alimentar, estando a maioria concentrada no distrito de Leiria, com aproximadamente 209 mil clientes sem eletricidade”. Seguem-se Santarém e Portalegre, com cerca de 17 mil cada, Coimbra com 12 mil e Castelo Branco com 10 mil.
“Os impactos causados pela Depressão Kristin não têm paralelo com qualquer outro regime perturbado sentido em Portugal continental”, lê-se na declaração a que a CNN Portugal teve acesso.
No terreno, a empresa garante ter distribuído meios humanos e equipamentos pelas áreas mais afetadas, incluindo três centrais móveis e cerca de 250 geradores. Para reforçar a capacidade de resposta e avaliação dos estragos, foram também mobilizados drones e helicópteros para o distrito de Leiria, segundo a empresa.
“É neste momento prioritário, repor a rede de alta tensão com 680 km danificados, no distrito de Leiria e energizar as três subestações que ainda estão sem alimentação e reparar os 46 postes partidos neste nível de tensão”, refere a E-REDES. “Segue-se a reparação de todos os problemas já identificados na rede de média tensão, com cerca de 600 postes partidos ou danificados, o que corresponde a cerca de 3750 km de rede, nos distritos já referidos e ao mesmo tempo onde já for possível resolver os problemas de baixa tensão”.
A Empresa de Distribuição Elétrica em Portugal destaca ainda como prioritária a colocação de geradores de apoio “em hospitais e serviços essenciais, nomeadamente abastecimento de água, telecomunicações, Proteção Civil e autoridades, assim como em todas as sedes de concelho onde ainda não foi possível repor a energia”.