Um outro funcionário da empresa Canas ficou ferido. E-Redes abre investigação ao acidente
Um homem morreu e outro ficou ferido na sequência de um acidente de trabalho ocorrido no bairro da Sismaria, em Leiria, por volta das 10:00 desta segunda-feira. As vítimas são funcionários da empresa Canas, prestadora de serviços à E-Redes, e encontravam-se a realizar trabalhos na rede elétrica da zona.
Os dois homens estariam a intervir numa infraestrutura elétrica quando, por razões ainda desconhecidas, ocorreu uma descarga elétrica. Um dos trabalhadores, de 37 anos, sofreu ferimentos e acabou por morrer no local.
O trabalhador ferido, de 40 anos, foi transportado para hospital de Leiria, não sendo conhecido o seu estado de saúde.
No local estiveram meios dos Bombeiros, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e elementos da PSP, que tomaram conta da ocorrência. O óbito foi confirmado no local.
E-Redes abre investigação
A empresa E-Redes lamentou a morte do trabalhador e anunciou uma investigação ao acidente de trabalho.
Numa informação enviada à agência Lusa, a E-Redes referiu que “lamenta profundamente o registo de uma vítima fatal e de um ferido, ao serviço de um dos seus parceiros, no contexto de trabalhos de reposição da rede na sequência das depressões que têm afetado Portugal continental”.
“A empresa desencadeou prontamente uma investigação para apurar as causas deste acidente e manterá total transparência, colaboração e solidariedade com os envolvidos”, declarou a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.