A ilha de luxo no Dubai onde todos os quartos se abrem para uma praia privada

CNN , Melanie Swan
4 jun, 15:00

Ao sairmos da lancha para a areia branca e macia pontilhada com vegetação tropical exuberante, podemos facilmente pensar que estamos em Bali ou nas Maldivas.

Na verdade, este local faz parte do mais recente megaprojeto que chama a atenção para o Dubai, o Anantara World Islands, a apenas 15 minutos do litoral da cidade.

O resort é o primeiro a abrir nas World Islands, um arquipélago de 300 ilhas em forma do mundo, como o próprio nome sugere. Imagine os Hamptons do Dubai, no Golfo Pérsico.

O Anantara World Islands Dubai Resort é o segundo resort do grupo Anantara na cidade, a seguir à propriedade inaugural em Palm Jumeirah, o projeto de ilhas artificiais do grupo Nakheel, e é tão luxuoso quanto convém à cidade do brilho, que é agora lar de alguns dos hotéis mais extravagantes.

Ao contrário de Palm Jumeirah, o resort na “sul-americana” Coronation Island é completamente isolado, com acesso exclusivo através de uma lancha, ao estilo James Bond.

Ninguém pode entrar na ilha sem registar o seu passaporte, garantindo a quem chega, incluindo a realeza, a máxima privacidade e segurança. Também haverá em breve na ilha um heliporto.

Combinando as raízes tailandesas da cadeia hoteleira com a essência da tradição dos Emirados, o resort, agora o novo parque de diversões ultraprivado para os ricos e famosos, é elegante e moderno. Os acabamentos naturais são delineados com elementos da natureza e não pouparam no paisagismo.

Foram trazidos de Omã 850 coqueiros, bem como 500 palmeiras e outras 4000 ou mais espécies de flora nativa tropical e desértica. Há também uma estufa onde cultivam várias árvores de frutas tropicais, enquanto que uma gaiola gigante é agora lar de cerca de 200 pássaros tropicais que vão criar a sua própria colónia nativa na ilha, além dos 12 pavões mal-humorados que se pavoneiam pelo local.

O novo local mais em voga do Dubai

Um lustre gigante feito de centenas de conchas de ostra paira majestosamente dentro da estrutura em pérgula onde são recebidos os novos hóspedes, cintilando ao vento e prestando homenagem à história do mergulho por pérolas dos Emirados Árabes Unidos.

O resort tem 70 chaves, e 40 delas abrem villas com piscina. Apesar de haver muito o que fazer aqui - do ténis aos tratamentos de spa, um ginásio topo de gama, cinema sob as estrelas e desportos aquáticos – o nosso guia, Dev Panjala, diz-nos que a maioria das pessoas vem para comer, descansar e relaxar. É, diz ele, um refúgio urbano para aqueles que podem.

“As pessoas ficam felizes por virem aqui aproveitar o quarto, a piscina e a praia”, diz ele. “O mais importante é relaxar.”

O projeto World está em construção há quase duas décadas. Anunciado pela primeira vez pelo grupo Nakheel em 2003, com o final da construção previsto para 2008, foi assolado por uma série de contratempos, incluindo a crise global e desafios práticos, como fazer chegar água e eletricidade às ilhas.

O megaprojeto multibilionário foi idealizado pelo empresário do Dubai, o Sultão Ahmed Bin Sulayem, presidente e CEO da DP World, que também tem uma casa na ilha. No entanto, não são apenas os ricos e os famosos que podem desfrutar do local mais em voga do Dubai.

Com preços a partir dos 440 dólares por noite, para os quartos com vista de mar e varanda, o novo resort do grupo Anantara está ao mesmo nível de muitas das propriedades mais sofisticadas da cidade, com a diferença de que todos os quartos estão a poucos passos da areia.

Para quem gosta de superluxo, estão disponíveis as villas com piscina, com quatro quartos e 424 metros quadrados, que custam até 9800 dólares por noite. As propriedades isoladas à beira-mar fazem os hóspedes sentir que estão numa ilha privada, mais do que num resort.

Serenidade e simplicidade

Jantar ao ar livre a ver o pôr do sol

Na noite que visitámos o resort, as estrelas brilhavam e conferiam uma serenidade e simplicidade diferentes dos outros destinos insulares da cidade, que ainda preferem a opulência à envolvência. Em vez disso, as villas em bambu com palmeiras pontilham a costa e passadiços com areia serpenteiam pelo resort.

À medida que o imponente horizonte do Dubai desaparece à distância, o ar enche-se com o canto dos pássaros em vez das buzinas dos carros, neste país surreal das maravilhas naturais, cujas luzes apenas são visíveis da costa do Dubai.

“Para o Dubai, é isto que torna este lugar único”, diz o diretor do resort, Giacomo Puntel, que diz que esta é uma visão “sofisticada” da vida insular. “Aqui, os únicos sons que ouvimos são do mar e dos pássaros. Não encontramos isso em mais nenhum lugar do Dubai.”

Oferecer um refúgio insular longe da agitação da vida da cidade é o que atrairá os hóspedes que poderão encontrar um toque tropical à saída do quarto.

“Não há carros, o ar é limpo, é tranquilo, e é por isso que as pessoas vêm cá. É um pouco das Maldivas sem sair de casa. Queremos replicar a mesma experiência, a mesma sensação e o mesmo relaxamento que alguém sentiria nas Maldivas.”

Ele diz que a capacidade muito menor do resort é uma mudança bem-vinda em relação à infinidade de mega hotéis dos Emirados Árabes Unidos; aqui, cada hóspede é tratado pelo nome e atendido por um mordomo particular.

Celebridades e VIP

Criadas a partir de areia dragada do Golfo, cada uma das ilhas, que são sustentadas por vários milhões de toneladas de rochas, variam entre os 2 e os 8 hectares, e o conjunto todo cobre uma área de quase 9 quilómetros.

As propriedades ao redor do empreendimento e até ilhas inteiras foram compradas pelos ricos e famosos do mundo inteiro e, sem dúvida que, agora que está oficialmente aberto, será o destino mais recente para a longa fila de celebridades e visitantes VIP do Dubai.

Os Black Eyed Peas vieram recentemente jantar ao resort, depois de darem um concerto na Expo Dubai 2020.

Como o resort inaugurou agora mesmo, ainda há muito mais por vir, incluindo experiências de glamping, o "jantar na bolha" no mar, em esferas flutuantes de acrílico, e ainda novos restaurantes.

Atualmente, os principais destinos gastronómicos são o Qamar, um restaurante árabe-indiano e o local ideal para refeições requintadas e shisha, enquanto que o Helios é um restaurante mediterrânico descontraído, à beira-mar, com vista para o horizonte brilhante da cidade, onde se podem ver o Burj Khalifa e o Burj Al Arab.

Há também um bar lounge sul-americano, o Luna, e um café, o Grand House, no átrio, com vista para a piscina principal e o cais do resort.

Numa tentativa de equilibrar os efeitos da construção na zona, as ilhas abrigam um dos maiores viveiros de coral do mundo, com os especialistas marinhos a cultivarem um novo ecossistema.

No resort, os esforços para serem mais sustentáveis incluem a limitação do plástico, a introdução de projetos de reciclagem e os sistemas de arrefecimento das piscinas alimentados a energia solar.

“Estamos realmente a fazer o que podemos para garantir que tudo seja o mais sustentável possível”, diz Puntel.

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