Ministério Público entendeu não haver motivo para ouvir a mulher
Uma das cinco pessoas detidas na megaoperação da Polícia Judiciária (PJ) que investiga alegadas ilegalidades no poder autárquico de Lisboa foi libertada.
De acordo com Ricardo Serrano Vieira, advogado da arguida em causa, o Ministério Público entendeu que não havia motivo para a mulher ser ouvida.
O jurista confirmou ainda que a mulher libertada não é Rute Reimão, mulher de Duarte Moral, que é uma das figuras centrais desta operação, e que é um assessor do PS que era próximo de António Costa e continuou próximo durante a atual direção, encabeçada por José Luís Carneiro.
A PJ indicou que, no âmbito da operação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, intitulada “Imergente”, tinham sido realizadas, até aquele momento, quatro detenções fora de flagrante delito, uma detenção em flagrante delito, por posse ilegal de arma, e constituídos 37 arguidos.
Em causa está a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.
Na nota, a PJ diz que na operação estão em causa “procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público”.
De acordo com a CNN Portugal, a investigação tem como epicentro a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, anteriormente liderada pelo socialista Miguel Coelho, um dos visados nas diligências em curso.
