Segundo o batalhão responsável pelo abate, o AR3 foi detetado pelos radares e perseguido durante cerca de meia hora. Contudo, como os próprios descrevem, a tarefa não foi fácil. "O drone sobrevoava constantemente a uma altitude de aproximadamente 2,5 quilómetros e a uma velocidade de 90-100 km/h, impedindo qualquer perseguição"
O exército russo abateu um “raro” drone português, o Tekever AR3, perto de Bryansk, noticia a agência russa Tass, que cita o comandante do batalhão responsável pelo abate.
"Um drone de reconhecimento inimigo entrou no nosso setor. Ficámos surpreendidos porque nunca tínhamos visto nada assim antes. A aeronave tinha uma estrutura diferente na cauda e nas asas. Quando chegámos ao local do acidente, descobrimos que se tratava de um drone de reconhecimento português. É importante abater os drones de reconhecimento. Em primeiro lugar, traçam rotas para os drones inimigos voarem. Em segundo lugar, estão à procura das nossas posições para poderem atacar lá mais tarde”, disse “Prizrak”, que especificou que o drone em si ficou intacto.
"O motor ficou danificado, mas a fuselagem, o equipamento de bordo e a maior parte da estrutura permaneceram intactos. O aparelho foi agora transferido para um instituto de investigação, onde especialistas irão estudar o seu design, as especificações técnicas e as soluções de engenharia”, afirmou a mesma fonte.
Segundo o batalhão, o AR3 foi detetado pelos radares e perseguido durante cerca de meia hora. Contudo, como os próprios descrevem, a tarefa não foi fácil. "O drone sobrevoava constantemente a uma altitude de aproximadamente 2,5 quilómetros e a uma velocidade de 90-100 km/h, impedindo qualquer perseguição", pode ler-se na notícia da Tass.
"Na aproximação final, a bateria do Fox (drone russo) estava a ficar fraca, mas a tripulação conseguiu interceptar e destruir a aeronave de reconhecimento portuguesa”, conclui.
