Uma mulher canadiana foi presa por alegadamente ter tentado contrabandear drogas para a Nova Zelândia - disfarçando-as de presentes de Natal.
Os funcionários da alfândega da Nova Zelândia disseram que 10,2 quilos de metanfetamina, no valor de quase dois milhões de euros, foram descobertos na bagagem de mão da mulher quando ela chegou ao aeroporto de Auckland num voo de Vancouver no domingo.
A passageira “acabou de entrar para a lista dos malcomportados do Pai Natal”, declarou a alfândega neozelandesa numa publicação no Facebook. A mulher, cujo nome e idade não foram divulgados, foi detida sob a acusação de importação e posse para fornecimento de uma droga controlada de classe A.
“Esta é uma tentativa clássica de grupos criminosos organizados transnacionais de tentar explorar a época de viagens movimentadas”, disse Paul Williams, diretor da alfândega do aeroporto de Auckland, num comunicado. “Mas um aeroporto movimentado não significa que a alfândega não esteja focada ou atenta a qualquer pessoa que possa representar um risco de droga”.
A alfândega da Nova Zelândia partilhou fotografias das “prendas de Natal”, embrulhadas em papel vermelho brilhante com flocos de neve e guardadas dentro de um saco de lona vermelho que a mulher alegadamente trouxe a bordo do seu voo.
“Estes grupos criminosos cometem o erro de pensar que a alfândega não perseguirá alvos mais pequenos, mas sabemos que as drogas enviadas da América do Norte constituem um risco crescente e estamos preparados”, acrescentou Williams.
No ano passado, a Nova Zelândia descobriu 713 quilos de metanfetaminas, num valor estimado em quase 150 milhões de euros, escondidos em contentores de xarope de ácer canadiano - a maior apreensão de sempre da droga no país. Seis suspeitos foram detidos numa operação de deteção que envolveu agentes da Nova Zelândia, Austrália e Canadá.
“O tráfico internacional de droga e os grupos de crime organizado estão a causar estragos e danos em comunidades de todo o mundo, e a nossa melhor oportunidade para interromper, intercetar e manter as nossas comunidades seguras é trabalhar em colaboração com outras agências e outras nações”, disse o Comissário da Polícia da Nova Zelândia, Andrew Coster, numa declaração na altura.
