Mais demissões em Downing Street: “Fica cada vez mais claro que o governo não pode funcionar"

6 jul, 15:29

Em causa está a nomeação por Boris Johnson de um político que foi objeto de acusações de conduta sexual imprópria

Não param de chegar pedidos de demissão no governo de Boris Johnson. Mais cinco membros do parlamento britânico apresentaram o pedido de demissão conjunto, onde agradecem ao primeiro-ministro "a oportunidade para servir o país", mas que não podem continuar devido à nomeação de um político que foi objeto de acusações de conduta sexual imprópria.

“Fica cada vez mais claro que o governo não pode funcionar diante das questões que vieram à tona”, pode ler-se no documento tornado público pelos ministros. 

De saída estão a secretária de estado da Igualdade, Kemi Badenoch, o secretário de estado da Mobilidade Social, Neil O'Brien, o secretário de estado das Habilidades, Alex Burghart, o secretário de estado dos Negócios, Lee Rowley, e a secretária de estado dos Media, Dados e Infraestrutura Digital, Julia Lopez. 

Recorde-se que, esta manhã, já outros dois membros do parlamento tinham decidido abandonar os cargos. O secretário de estado britânico para as Crianças e Famílias, Will Quince, e Laura Trott, uma deputada britânica do Partido Conservador e secretária particular parlamentar no Departamento de Transportes, anunciaram que iam rescindir como forma de protesto contra a permanência de Boris Johnson no poder.

Estes dois anúncios surgem depois de os ministros das Finanças e da Saúde do Reino Unido se terem demitido durante a tarde de terça-feira, naquilo que parece ser uma resposta à mais recente polémica com Boris Johnson.

As posições dos ministros surgiram após Boris Johnson se ter desculpado pelo que diz ter sido um erro ao não perceber que Chris Pincher não era o homem indicado para um cargo no governo, por recaírem sobre ele acusações de conduta sexual imprópria desde 2019.

Sajid Javid, com a pasta da Saúde, foi o primeiro a anunciar a demissão, justificando que "não poderia continuar" por questões de "consciência". "Foi um enorme privilégio servir neste cargo", lembrou Javid.

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