“Transporto a guerra comigo”. De Braga a Kiev, o teatro como barricada de resistência de artistas ucranianos

“Transporto a guerra comigo”. De Braga a Kiev, o teatro como barricada de resistência de artistas ucranianos

Reportagem José Miguel Sardo e María Piñeiro

O início da invasão russa da Ucrânia tinha obrigado a Companhia de Teatro de Braga a cancelar, no final de fevereiro, o início dos ensaios de um espetáculo previsto em Kherson. Desde então, mais de uma dezena de artistas ucranianos rumou a Portugal com uma missão específica: fazer do teatro uma barricada para que as bombas não silenciem a voz dos criadores do país. Retrato de uma resistência liderada por diretores de teatro, dramaturgos, encenadores e atores numa linha da frente que vai de Kiev a Braga.

“Não foram eles que me telefonaram, fui eu que lhes telefonei”. É assim que Rui Madeira resume o início do projeto de acolher artistas de teatros ucranianos em Braga, intensificando uma colaboração muito anterior ao estalar da guerra. Desde o início de maio que dez artistas, entre atores, encenadores e dramaturgos, prosseguem os ensaios e preparam novos espetáculos a mais de três mil quilómetros de cidades da Ucrânia onde os teatros foram forçados a suspender a atividade.

Alguns dos artistas vêm de Kherson ou de Kharkiv, cidades atualmente ocupadas ou sob ataque das forças russas. “Nós ‘vemo-los’ todos os dias ao telefone, suspensos nas notícias do país, uma das atrizes contou-me há dias que a sua casa em Kherson foi ocupada por um grupo de militares russos, mas nós não falamos destas coisas com eles para evitar agravar ainda mais a situação. Aqui estamos a integrá-los na medida do possível e sobretudo a ocupá-los”, sublinha o diretor da Companhia de Teatro de Braga (CTB), durante uma reunião informal com todos os artistas ucranianos para preparar a primeira de várias produções conjuntas previstas para os próximos doze meses – o coro de uma tragédia grega, “Os Pássaros”, de Aristófanes, dirigido por duas encenadoras ucranianas.

Durante um ano, os artistas vão receber uma bolsa de mil euros por mês, com alojamento pago, custeada na íntegra pelo mecenas da companhia de Braga, a DST, um grande grupo empresarial da cidade. É, antes de mais, uma forma de evitar que a guerra interrompa uma colaboração de mais de oito anos entre a CTB e vários teatros nacionais e regionais ucranianos.

Uma tragédia grega com um elenco ucraniano

“A guerra mudou-nos a vida”, reconhece Madeira que, depois do cancelamento de pelo menos dois espetáculos previstos na Ucrânia, acolhe agora também os ensaios de outra peça de teatro - “O pequeno Hitler” - com atores e encenadores ucranianos. O espetáculo, uma comédia negra dirigida por um dos dramaturgos acolhidos em Braga, Volodymyr Samoylenko, vai ser apresentado no festival de teatro de Kherson, que, depois de ser anulado em maio, após a ocupação russa da cidade do sudeste da Ucrânia, vai decorrer mas via internet.

Sitiado pela guerra, o Teatro ucraniano resiste à ocupação, em língua ucraniana, para contar na primeira pessoa a experiência do conflito, mesmo em cidades em ruínas. “A cultura e os artistas ucranianos são também alvos nesta guerra, mas são alvos que não se deixam abater”, assegura Bogdan Strutynksy, o presidente da União de Artistas de Teatro da Ucrânia, de passagem por Braga como quem visita a linha da frente de uma batalha, a de manter a produção cultural e a programação teatral ucraniana, seja no exterior do país ou nas cidades devastadas de Bucha ou Mariupol.

Ensaio de "O pequeno Hitler"

 

O coro da tragédia ucraniana

“Trata-se de mostrar os horrores da guerra com a esperança de que não voltem a repetir-se”, explica Olga Turutya, uma das duas encenadoras ucranianas encarregadas de dar vida e forma ao coro da obra “Os Pássaros”.

Ao sétimo dia de guerra, Turutya foi obrigada a abandonar o palco em Kharkiv para se refugiar na Polónia, onde trabalhou numa carpintaria, antes de se candidatar às bolsas artísticas organizadas pela Companhia de Teatro de Braga. “Estar aqui e poder retomar o meu trabalho é sem dúvida uma forma de resistência. Quando estive na Polónia, as pessoas viviam a guerra como algo muito próximo, mas aqui o conflito parece mais distante e a minha forma de resistir passa por mostrar que esta guerra também está aqui, uma vez que transporto a guerra comigo”.

Em Braga, os ensaios e reuniões são sobressaltados em permanência pelas mensagens da família que ficou no país e em especial pela expetativa das notícias dos dois irmãos de Turutya, que atualmente combatem nas fileiras do exército ucraniano. Em “Os Pássaros”, uma obra atravessada pelo tema da guerra, dos refugiados e da corrupção, o coro será constituído por todos os artistas ucranianos atualmente a trabalhar na cidade nortenha. Aos dez profissionais do teatro vão juntar-se, no palco, oito artistas plásticos ucranianos, da pintura, da fotografia ou das artes gráficas, que também beneficiam de uma bolsa de um ano, financiada pelo mesmo mecenas e coordenada pela Zet Gallery de Braga.

Dez artistas ucranianos vão receber durante um ano uma bolsa paga pelos mecenas da Companhia de Teatro de Braga

Integrar a vivência da guerra dos artistas numa tragédia grega é um trabalho muito violento, reconhece Rui Madeira. “Neste tipo de peça, os atores têm sempre a tendência de fazer um trabalho bastante escolástico, de falarem do passado, de se descomprometerem, de ficarem numa atitude de récita. E o que queremos para esta peça é exatamente o oposto”. O encenador deu carta-branca aos artistas ucranianos para adaptarem o coro de Aristófanes à sua própria experiência, com uma única exigência, a de que surgissem em palco com os telemóveis nos quais seguem em permanência o dia-a-dia cada vez mais difícil dos familiares e amigos que ficaram no país - “quero que leiam o texto nos telemóveis a partir da realidade, pois é isso que estamos aqui a fazer”, ressalta Madeira.

As mensagens que Nika Litkevich recebe no telemóvel, a outra encenadora do coro, relatam como o pai, que permaneceu em Kharkiv, se dedica a retirar cadáveres das ruas em sacos de plástico pretos; ou de como um dos seus colegas do teatro Pechersk de Kiev foi abatido quando realizava um espetáculo para crianças num hospital de Bucha, durante a ocupação russa dos subúrbios da capital.

Semanas depois da invasão levada a palco por Moscovo, Nika refugiava-se com a mãe na Alemanha, antes de ser selecionada para se instalar em Braga. O teatro em que trabalhava permanece aberto com os atores masculinos divididos entre a cena e o campo de batalha. As atrizes e dramaturgas da companhia, a maioria no exílio, prosseguem a produção de espetáculos e a escrita de novas peças. No coro de “Os Pássaros”, cujos primeiros ensaios estão prestes a arrancar, Nika aspira traduzir sentimentos na linguagem palpável do teatro: “Vamos utilizar o texto de Aristófanes mas com a energia, o poder e a força de todas estas pessoas que tiveram de se refugiar nesta cidade por causa da guerra”, afirma.

Ensaio de "Os Pássaros"

 

O teatro subterrâneo de Lviv e Kiev

Mesmo que os mísseis russos tenham destruído o teatro de Mariupol, num dos episódios mais marcantes do início do conflito, Bogdan Strutinsky está a preparar o regresso à cena de alguns dos artistas da companhia de teatro da cidade, que, entretanto, se refugiaram em Kiev, com a produção de uma peça cuja estreia está prevista para os próximos meses.

Depois dos bombardeamentos terem também destruído a sua casa em Bucha, o encenador que preside a União de Artistas de Teatro da Ucrânia, organiza as suas semanas entre a capital, onde também dirige o Teatro Nacional de Opereta, e as tarefas de voluntário do exército na cidade de Ivano Frankivsk, a 700 quilómetros de distância. Desde há dois meses que muitos teatros ucranianos voltaram a abrir as portas, mesmo que, no caso de Lviv e Kiev, sublinha Bogdan, os atores tenham transportado o palco para as caves e subterrâneos dos edifícios. “Trata-se de uma forma diferente de teatro mais próxima de uma conversa entre o público e os artistas em torno dos temas mais dolorosos da guerra”.

Bogdan Strutinksy, ao centro, recebe um abraço do diretor da Companhia de Teatro de Braga, Rui Madeira

Na plateia destes diálogos improvisados encontram-se também grupos de habitantes das regiões de Donetsk e Lugansk que se refugiaram no Oeste do país, convidados a participar nestas sessões mediadas por atores e encenadores. Se o conflito obrigou ao cancelamento de dezenas de espetáculos e festivais de teatro desde fevereiro, Strutinsky tenta agora prosseguir a agenda prevista, mesmo em Bucha, a cidade que foi palco de um dos mais dramáticos massacres de civis ucranianos e onde deveria decorrer a 9 de julho o festival de ópera e teatro O´Fest, que fundou há nove anos.

“O edifício do teatro de Bucha resistiu aos bombardeamentos e estamos a preparar para a mesma data uma jornada de memória com um concerto de ‘Requiem’ no qual vão participar todos os mais de 150 artistas que habitualmente colaboram com o festival”.

Na mesma frente, o homem que tenta assegurar tanto a resistência como a sobrevivência dos artistas também participa na organização do festival de teatro de Kherson em formato online, ao mesmo tempo que prepara a estreia em Verona, em Itália, de “O baile”, dirigido pelo italiano Matteo Spiazzi. A obra tinha sido cancelada no dia 24 de fevereiro no teatro que Bogdan dirige em Kiev, ao som das sirenes e dos primeiros bombardeamentos, levando parte do elenco ucraniano a deslocar-se para Itália para poder levar a cabo a atuação.

“É desta forma que queremos mostrar que não vamos desistir, que vamos continuar a lutar e que vamos continuar a trabalhar como o fizemos até hoje, nas artes, na cultura, no teatro, na literatura”. Antes de se deslocar a Braga, Bogdan tinha visitado os atores da companhia de teatro de Kharkiv, refugiados desde há um mês em Kaunas, na Lituânia, onde continuam a trabalhar, sem saber quando poderão um dia regressar ao palco na cidade que, nas últimas semanas, voltou a ser novamente assolada pelos ataques russos.

A cultura como refúgio bombardeada em Mariupol

“Eu era para estar em Kiev no dia em que começou a invasão russa. Três dias antes, perguntava ao meu amigo Bogdan se podia mesmo ir e ele respondia-me que sim, que tudo estava sob controlo”, recorda Rui Madeira ao receber o diretor de teatro ucraniano em Braga no final de maio. Os dois homens colaboram há vários anos no quadro da Eurasia Theater Association, organização que reúne teatros de 22 países dos dois continentes e da qual ambos são membros do comité de direção. Uma relação profissional e de cumplicidade pessoal que faz com que os dois diretores consigam ultrapassar a barreira da língua para se entenderem na perfeição, mesmo quando uma lágrima rola pela face do encenador ucraniano, num momento de silêncio, durante o almoço num dia de calor em Braga.

“Eu sei aquilo em que ele está a pensar, é uma situação muito dura”, sussurra o português, quando o parêntesis de cinco dias em Portugal de Bogdan está longe de representar uma pausa no conflito. A normalidade de um dia ensolarado em Braga contrasta com as notícias do avanço das tropas russas no leste da Ucrânia.

Depois de um encontro com os atores ucranianos instalados em Braga, os dois homens rumam juntos ao mosteiro de Tibães, nos arredores da cidade, para se encontrarem com o dramaturgo espanhol Ignacio García, que ensaia nas antigas cozinhas do monumento a peça “A língua em Pedaços”, de Juan Mayorga. A atuação tem estreia prevista para dia 9 e conta no elenco com uma cantora lírica ucraniana, Julia Buzovkina, de Kiev, cujo “avé-maria” ressoa num dos claustros do mosteiro.

A peça “A língua em Pedaços” está a ser ensaiada nas antigas cozinhas do mosteiro de Tibães

“Quando ouvi falar do projeto do Rui, disse-lhe que também queria participar, é um projeto salutar, mesmo no sentido terapêutico, tanto para os artistas ucranianos que não estão isolados no seu círculo e podem trabalhar num ambiente de criação livre, mas também para os artistas daqui, uma vez que os ajuda a compreender como tudo é tão frágil e como a cultura pode ter um papel transformador na sociedade”.

García é diretor do Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro, um dos mais importantes do género, em Espanha e no mundo, que vai somar-se também à iniciativa de Braga, tendo como pano de fundo o bombardeamento do teatro de Mariupol.

“No Festival de Almagro deste ano vamos promover toda uma reflexão sobre porque é que os teatros vivos têm de render homenagem a este teatro de Mariupol, que era um refúgio para as pessoas se protegerem das bombas. Esse conceito de que o teatro e a cultura devem ser um refúgio para as pessoas é mais importante do que nunca”, exalta García.

Também de passagem por Braga, o diretor do Centro Dramático Galego juntou-se igualmente à iniciativa da companhia portuguesa, “não por pena, mas para que possam prosseguir a agenda de espetáculos prevista para Ucrânia e permitir que os artistas ucranianos prossigam o seu trabalho”, afirma Fran Núñez. O encenador galego prepara o espetáculo “Shakespeare em Roma”, de novo a guerra como fio condutor. Uma das partes do espetáculo, a obra “Coroliano” do bardo inglês, foi entregue ao dramaturgo ucraniano Volodymyr Samoylenko, com Rui Madeira como encenador.

A Rússia derrotada nos palcos ucranianos?

Se os efeitos da guerra se combatem em palco, a que espaço fica reduzida a cultura russa, num país que sempre manteve relações culturais com Moscovo, ainda que cada vez mais tensas desde a anexação da Crimeia, em 2014? A resposta do responsável dos artistas de teatro ucranianos é rotunda – “rejeitamos a cultura russa”.

“No início da guerra contactei a União dos Artistas de teatro russo, de forma oficial, enquanto presidente da União ucraniana. Somos gente de teatro, somos humanistas, ninguém nos pode silenciar e temos o direito e o dever de falar. Mas nunca recebi nenhum apoio deles. Por isso digo que eles também são partícipes nesta guerra com a mesma missão de assassinar a Ucrânia, senão com balas, pelo menos com palavras”, afirma Bogdan Strutynskyi, que remata: “Eu não acredito nos russos bons, estes não existem”.

Descendente de uma família russófona de Kharkiv, a encenadora Nika Litkevich reconhece que a guerra de Putin acabou por acelerar a generalização da língua ucraniana, dois anos depois de tornar-se a língua oficial dos palcos do país por decisão do governo. “Penso que a colaboração com a Rússia, que ocorria anteriormente a nível artístico, vai ser bastante difícil pelo menos nos próximos 500 anos. O que estamos a atravessar por causa da Rússia é insuportável e penso que vai ser impossível, por exemplo, ver uma mulher russa e não lhe perguntar se os brincos que tem pertenceram a uma mulher ucraniana, pois vimos russos a pilhar casas, a roubar máquinas de lavar roupa, e isso uniu a população no repúdio a essas ações e a todo o horror da guerra”.

Para Ignacio García, diretor do Festival de Almagro, o compromisso dos artistas com a liberdade deve promover a reconciliação e não a perseguição. “Tenho amigos russos e ucranianos e contam-me histórias terríveis, histórias difíceis, mas não posso partilhar esta vontade de proibir Tolstoi ou Dostoievski, ou de proibir um artista russo que foi tão reprimido e que viveu o mundo soviético de uma forma tão hostil como Shostakovich. A situação não é fácil, mas Rui Madeira tem um ponto de vista claro, a Companhia de Teatro de Braga colaborava com os teatros de Ucrânia com uma convivência normal. Não era um território que parecia estar em risco de perder as suas liberdades, mas o seu modo de vida acabou por perdê-las - e essa é a advertência desta situação e da necessidade de encontrar no nosso trabalho um espaço de reconciliação, de respeito e de reencontro”, defende García.

O teatro como terreno de batalha

Interrogado sobre a Rússia, Rui Madeira prefere ressaltar a resiliência dos ucranianos com base na sua experiência no trabalho com os artistas do país, lembrando que, “existe uma energia muito forte e um querer muito grande na Ucrânia, e penso que é exatamente por isso que a Rússia invadiu o país, porque não consegue viver ao lado de um povo que tem uma vontade indomável de crescer, de aprofundar a democracia e de acreditar na liberdade, penso que é disto que tudo se trata”.

Entre os vários exemplos com que podia ilustrar essa resiliência, o diretor da companhia de Braga sublinha o caso do diretor do teatro de Kherson, Alexander Kniga. Algumas semanas depois do início do conflito e com uma participação agendada para o festival de Kherson no final de maio, Madeira viveu três dias de sobressalto sobre o paradeiro do diretor do teatro da cidade, depois deste ter sido detido pelas tropas russas. O também deputado regional e ativista alegadamente na “lista negra” da Rússia acabaria por ser libertado ao terceiro dia, graças à mediação da Eurasia Theater Association, organização dirigida pelo próprio Kniga, e da diplomacia turca, uma vez que a associação tem a sede em Istambul. Refugiado com a família em Lviv, no oeste do país, Kniga prepara agora a partir da cidade o festival que, anulado em maio, deverá decorrer online com a transmissão em “streaming” das atuações previstas, incluindo a da Companhia de Teatro de Braga com a peça “O Pequeno Hitler”, cujos ensaios prosseguem numa sala do Teatro Circo da cidade.

O festival de Kherson, organizado de Lviv e em formato online está agora agendado para entre 10 e 19 deste mês, com a atuação dos atores ucranianos instalados em Braga. “Os Pássaros” de Aristófanes com o seu coro de artistas ucranianos vai estrear no final de junho na cidade do norte de Portugal, com coencenação de Rui Madeira, Nika Litkevich e Olga Turutya, as dramaturgas ucranianas de Kiev e Kharkiv. Poucos dias depois, a 9 de julho, nas ruínas de Bucha, Bogdan Strutynskyi vai assinalar o festival da cidade com um concerto de “Requiem” antes dos atores do teatro de Mariupol voltarem a subir à cena numa peça em Kiev. Em fevereiro do próximo ano, o Centro Dramático Galego de Santiago de Compostela vai estrear a adaptação de Shakespeare assinada por Volodymyr Samoylenko e encenada por Rui Madeira.

Em Braga, no palco da guerra, os artistas ucranianos vão trabalhar em pelo menos mais duas peças nos próximos 12 meses, com tournées previstas ao longo de todo o país e além-fronteiras, enquanto a guerra continua a consumir o país. Uma frente comum com que o teatro, a partir de Braga, se assume como um terreno de batalha, a batalha de continuar a criar e a representar, a de manter os laços que unem a Companhia de Teatro da cidade a todos os territórios abalados pela guerra. E se, como conclui Nika Litkevich, “ninguém pode mudar a guerra, pelo menos o teatro pode torná-la mais visível e palpável”.

 

 

 

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