Já imaginou poder assistir aos melhores títulos do Doclisboa, aos concertos do Festival Internacional de Música de Marvão ou um documentário inédito sobre Joan Miró – tudo sem custos? Com a CaixaForum+, isso é possível. Sem sair de casa, pode viajar por um vasto catálogo de conteúdos em vídeo que atravessam diferentes formas de arte e conhecimento. Cultura ao alcance de um clique.
Lançada em Espanha no final de 2022, a CaixaForum+ nasceu para preencher uma lacuna na oferta audiovisual de não ficção e afirmar-se como a plataforma de referência em cultura e divulgação científica na Península Ibérica. No final do ano passado, chegou a Portugal, com uma versão totalmente em português, conteúdos legendados e um catálogo de conteúdos de produção nacional.
A CaixaForum+ é uma iniciativa da Fundação “la Caixa”, em parceria com o BPI, criada para democratizar o acesso à cultura e à ciência. Por isso, a plataforma é totalmente gratuita – basta um simples registo para explorar, sem barreiras, todas as suas funcionalidades. A CaixaForum+ pode ser acedida através de dispositivos móveis, tablets, Smart TVs (Samsung, Android, LG, Amazon) ou navegadores web, permitindo assim que os utilizadores possam desfrutar dos seus conteúdos preferidos, quando e onde quiserem.
Com mais de 500 títulos e quase 800 horas de visionamento disponíveis, a versão portuguesa da CaixaForum+ organiza-se em três categorias: Originais CaixaForum+, produções próprias e exclusivas da plataforma; conteúdos produzidos especificamente para o público português; e um catálogo de produções (novas e já existentes) em parceria com as principais instituições culturais do país. Todos os meses, a plataforma estreia novos títulos, ampliando o acesso a conteúdos que, de outra forma, poderiam permanecer fora do alcance de muitos.
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Doclisboa: o melhor do cinema documental agora na CaixaForum+
Desde janeiro, a CaixaForum+ disponibiliza uma seleção dos filmes que marcaram as edições recentes do Doclisboa – um dos mais prestigiados festivais de cinema documental em Portugal. Atualmente, o foco da plataforma são os títulos da secção Heart Beat, que desde 2008 tem vindo a explorar todas as formas de expressão artística, como música, desporto, literatura, artes visuais e artes cénicas, entre outras, numa celebração do ato da criação.
Neste novo catálogo, os subscritores da CaixaForum+ podem encontrar títulos tão celebrados como “Big Bang Henda”, um manifesto-poesia-documentário sobre a obra do artista angolano Kiluanji Kia Henda, ou “Deux, trois fois Branco, à la rencontre d’un producteur de legendes”, um retrato do produtor português Paulo Branco.
Outros dos filmes em destaque são “Zé Pedro Rock’n’Roll”, sobre o mítico guitarrista da banda Xutos e Pontapés; “Rétrospective”, dedicado a Jérôme Bel, coreógrafo e bailarino francês, em que o artista elege vinte cenas dos seus espetáculos mais marcantes e organiza-as de modo a reconstruir o desenvolvimento do seu pensamento sobre a dança.
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Uma viagem pela magia do Festival Internacional de Música de Marvão
A pitoresca vila muralhada de Marvão, no Alentejo, transforma-se todos os verões no palco de um dos mais singulares festivais de música clássica, o “Festival Internacional de Música de Marvão”. O evento acontece há dez anos e é apoiado pela Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI. Durante dez dias, Marvão enche-se de músicos, intérpretes e entusiastas da música clássica.
Agora, o festival, fundado e com direção artística de Juliane Banse e Christoph Poppen, junta-se à lista de colaboradores da CaixaForum+, que estreou em fevereiro treze concertos destacados da edição do ano passado, gravados pela editora discográfica independente NAXOS, especializada em música clássica, em colaboração com a Fundação “la Caixa”. Os concertos foram um exclusivo da CaixaForum+ durante os primeiros três meses e, a partir de abril, também estarão disponíveis nos canais da Naxos.
Um dos espetáculos a não perder é o do prestigiado Trio Sitkovetsky, que apresentou um concerto de piano a partir da obra do compositor romântico Felix Mendelssohn-Bartholdy. O incrível concerto que deram em Marvão valeu-lhes o reconhecimento da crítica e convites para salas de concerto de renome em todo o mundo.
Imperdíveis são também os concertos do Novus String Quartet, um dos grupos de música de câmara mais destacados da Coreia, e a interpretação da Missa da Coroação de W.A. Mozart, sob a direção de Christoph Poppen, reconhecido especialista na música de Mozart, com a participação da soprano Juliane Banse.
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Decifrando Miró: o mistério escondido numa das suas pinturas
O documentário “El Secreto de Miró” é uma das estreias em destaque deste mês de março. O filme revela um dos enigmas mais bem guardados pelo pintor, que escondeu o retrato de uma mulher sob as camadas visíveis de uma das suas obras. Acompanhando a investigação da técnica de restauro Elisabet Serrat, o documentário coloca duas perguntas fundamentais: quem é a mulher retratada e porque é que Joan Miró decidiu ocultá-la sob uma nova camada de tinta?
Escrito e realizado por Lluís Jené, “El Secreto de Miró” é uma produção da Fundação Joan Miró, em colaboração com a Fundação “la Caixa”. Um documentário obrigatório para saber mais sobre o pintor, gravador, escultor e ceramista espanhol.
Para os próximos meses, esperam-se mais estreias exclusivas e conteúdos inéditos. Subscreva já a CaixaForum+ e explore, sem limites, o melhor da arte e da ciência.
No final do ano passado, a Fundação “la Caixa”, em parceria com o BPI, lançou em Portugal a CaixaForum+, uma plataforma gratuita dedicada à divulgação cultural e científica. Todos os meses, apresenta novos conteúdos que exploram diferentes perspetivas sobre arte, música, ciência, pensamento, literatura, arquitetura, design, cinema e história. Conheça os destaques da plataforma dos últimos meses.
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As estreias imperdíveis na CaixaForum+: da pop art à arte urbana, passando pelos bastidores da curadoria
Há novos olhares na CaixaForum+. A plataforma acaba de reforçar a sua aposta na arte e na cultura contemporânea com estreias exclusivas que atravessam diferentes formatos e expressões criativas. Um convite para descobrir histórias onde a arte desafia, transforma e inspira.
Como imagina ser o dia a dia e o trabalho de um curador de arte? Graças à nova série documental disponível na CaixaForum+, “Comisariar, da ideia à exposição”, já pode entrar no mundo da curadoria e saber mais sobre o quotidiano destes especialistas e a sua forma de entender a arte.
A série “Comisariar, da ideia à exposição” é uma das grandes estreias de abril da CaixaForum+, uma plataforma dedicada à divulgação cultural e científica. Lançada em Espanha no final de 2022 e chegada a Portugal no final do ano passado, é uma plataforma de streaming de conteúdos de cultura e ciência, de acesso gratuito e sem quaisquer limites de utilização. Com uma versão totalmente em português, conteúdos legendados e um catálogo de conteúdos de produção nacional, estreia novos conteúdos todos os meses.
Esta nova série, uma produção original e exclusiva da CaixaForum+ dedicada à curadoria de arte, é um exemplo claro de como a plataforma — uma iniciativa da Fundação “la Caixa”, em parceria com o BPI — procura posicionar-se como referência na cultura e na divulgação científica na Península Ibérica. Ao longo de quatro episódios, a produção lança um olhar aprofundado sobre o trabalho dos curadores, revelando as muitas facetas destes profissionais e convidando o público a mergulhar no fascinante processo de dar vida a uma exposição.
“Comisariar, da ideia à exposição” explica e documenta os processos teóricos, criativos, conceptuais e de produção envolvidos na curadoria. Os episódios respondem a uma série de questões, como o que significa ser um curador independente ou como é a formação de um curador. Demonstra, também, o que significa trabalhar para uma instituição de renome internacional, o que é trabalhar diretamente com artistas, o que determina se alguém está inclinado para a fotografia, a pintura ou arte contemporânea, e o que é para um curador trabalhar com coleções.
“Comissariar é investigar”, “O processo de seleção de obras”, “Trabalhar o design expositivo” e “Últimos passos antes de inaugurar” são os títulos dos quatro episódios que compõem a série e que contam com a participação de Caterina Almirall e Mei Huang, vencedoras do Comisart, o programa da Fundação “la Caixa” para promover a curadoria emergente. Também participam na série outros curadores de renome, de diferentes épocas e disciplinas, como Carlos Martín, Glòria Picazo, Ricard Bru, María Santoyo e Pedro Azara.
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A arte que desafiou o regime de Franco
No início dos anos 60, três artistas irromperam na cena artística espanhola com uma linguagem visual marcante, inspirada na pop art, e uma vontade clara de romper com a hegemonia das correntes dominantes da década anterior. Manolo Valdés, Rafael Solbes e Juan Antonio Toledo uniram forças para criar a Equipo Crónica, um coletivo que utilizava a arte como forma de crítica política e de resistência ao regime de Franco.
Seis décadas depois, no documentário “Equipo Crónica: Arte de trinchera”, Manolo Valés, o único membro vivo da lendária Equipo Crónica, recorda esses tempos e a coragem daquele coletivo.
O documentário estreou este mês, em exclusivo na CaixaForum+, e é uma peça de valor incontornável — tanto para os apaixonados pela arte como enquanto testemunho histórico da resistência cultural durante o regime de Franco. Realizado por Rafa Sesa e Felipe Villaplana, este filme documental inclui uma entrevista de arquivo a Rafael Solbes, outro dos fundadores do grupo, assim como testemunhos de artistas, especialistas em arte moderna, coleccionadores e até de um cineasta.
“Equipo Crónica: Arte de trinchera” foi apresentado pela primeira vez no Festival DocsValencia e é o primeiro documentário de longa-metragem sobre um dos expoentes máximos da arte contemporânea espanhola, uma proposta esteticamente original que nos convida a pensar se a arte pode mudar o mundo.
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Robert Wilson, teatro do absurdo e o poder: uma viagem entre reis, fantasmas e sátira
Que ligação pode existir entre uma peça do século XIX, uma adaptação surrealista de Joan Miró e a infância de um artista que sonhava ser rei de Espanha? A resposta está em “The King is Dead”, um documentário de Andrés Duque que mergulha no universo criativo de Robert Wilson, convidando-nos a refletir sobre o poder através do teatro do absurdo e da arte contemporânea.
Tudo começou em 2022, quando a curadora e historiadora de arte Imma Prieto desafiou Wilson a adaptar “Ubú Rey”, no Es Baluard Museu d’Art Contemporani de Palma. A encenação resultante recupera dois momentos-chave da história do teatro: a peça seminal “Ubu Roi”, de Alfred Jarry, e “Mori el Merma”, a adaptação criada por Joan Miró em colaboração com a companhia de teatro experimental La Claca, nos anos 1970.
A esta herança teatral, junta-se uma memória pessoal: quando era criança, Wilson afirmou ao seu professor que, um dia, queria ser rei de Espanha. Essa frase — aparentemente inocente — acabou por inspirar o ponto de partida do filme.
Com estreia a 24 de abril na CaixaForum+, “The King is Dead” é um tríptico satírico que evoca as obras de Gogol, Jarry e Beckett, e mostra Robert Wilson a ler em câmara excertos de “Diários de um Louco”, além de cenas de ensaio da sua encenação de “Ubú Rey”. Um documentário tão inquietante quanto fascinante — e mais uma das estreias imperdíveis do mês.
Motivos não faltam para subscrever – gratuitamente – a CaixaForum+ e explorar um catálogo com mais de 500 títulos e cerca de 800 horas de conteúdos dedicados à arte e à ciência. Descubra já a CaixaForum+ e mergulhe nas suas séries, documentários e filmes favoritos, quando e onde quiser.
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Cinema, arte e ópera em destaque na CaixaForum+
A CaixaForum+, plataforma de divulgação cultural e científica da Fundação “la Caixa”, volta a surpreender com uma programação diversa e de excelência. Este mês, o cinema documental ganha protagonismo com títulos marcantes do Doclisboa, a arte cruza-se com a política, e a música eleva-se com grandes produções do Teatro Real. Uma viagem cultural em vários atos, disponível em streaming, onde e quando quiser.
E se todos os dias pudesse participar num festival de cinema ou assistir a uma ópera?
Se já se inscreveu na CaixaForum+, a plataforma cultural da Fundação ”la Caixa” lançada em Portugal com o apoio do BPI, sabe que esta o leva à primeira fila de grandes eventos e conteúdos exclusivos — inspiradores, surpreendentes e fora do comum. Todos os meses, há novidades que conquistam os apaixonados por cultura e conhecimento.
Este mês, há uma excelente notícia para os fãs de cinema documental: a partir de 16 de maio e durante quatro meses, a CaixaForum+ apresenta uma nova seleção de títulos de cineastas portugueses, no âmbito da sua colaboração com o Doclisboa — o principal festival de cinema documental do país. A programação inclui obras de autores como Tiago Siopa, Filipa César, Joaquim Pinto, Jorge Cramez, Aya Koretzky, Jorge Pelicano, Nuno Leonel e Inês Oliveira. O cinema, o teatro e a fotografia são alguns dos temas em destaque nestes filmes.
Entre os títulos imperdíveis estão “Fantasmas: Caminho Longo para Casa”, uma homenagem ao Portugal rural e às suas crenças mais antigas; “Spell Reel”, que questiona o olhar do colonizador; “Fim de Citação”, um registo cinematográfico do teatro; “Actos de Cinema”, uma reflexão sobre o próprio meio cinematográfico; e “A Volta ao Mundo Quando Tinhas 30 Anos”, baseado em fotografias de uma viagem dos anos 70. Vale ainda a pena descobrir filmes como “Pára-me de Repente o Pensamento”, sobre saúde mental, ou “Cativeiro”, que explora a relação entre o ser humano e os espaços que habita.
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Ópera de excelência, em streaming gratuito
Há quanto tempo não assiste a uma grande ópera? Com a CaixaForum+, pode deslumbrar-se com quatro produções de excelência estreadas no prestigiado Teatro Real — disponíveis gratuitamente e sem sair de casa. São elas “Lucia di Lammermoor”, de Donizetti; “Otello” e “Nabucco”, de Verdi; e “Madama Butterfly”, de Puccini. Clássicos absolutos do repertório lírico, agora ao alcance de todos.
“Lucia di Lammermoor”, de Donizetti, apresenta-se sob direção musical de Daniel Oren e encenação de David Alden. Baseada no romance “La novia de Lammermoor”, de Walter Scott, transporta-nos para a Escócia do século XVI, num enredo marcado por tragédia e paixão. “Madama Butterfly”, de Puccini, é protagonizada pela aclamada soprano albanesa Ermonela Jaho, com direção musical de Marco Armiliato e encenação de Mario Gas, numa leitura sensível e dramática da célebre história de amor e abandono. Já “Otello”, de Verdi, conta com direção de Renato Palumbo, encenação novamente a cargo de David Alden e interpretação intensa de Gregory Kunde no papel principal. Por fim, “Nabucco”, também de Verdi, surge numa versão encenada por Andreas Homoki, que transita a ação para a Itália do século XIX, focando-se nas tensões familiares e políticas da época do compositor.
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Um documentário inacabado de Orson Welles
Ator, realizador, produtor e escritor, Orson Welles é um dos nomes mais icónicos do cinema norte-americano do século XX. Em 1941, conquistou crítica e público com a sua primeira longa-metragem, “Cidadão Kane”, considerada ainda hoje uma das maiores obras-primas da história do cinema.
No ano seguinte, em 1942, Welles decidiu filmar um documentário sobre a ousada travessia de quatro pescadores cearenses que, a bordo de uma jangada de madeira, navegaram de Fortaleza até ao Rio de Janeiro. A viagem — uma forma de protesto contra a exploração laboral a que estavam sujeitos — inspirou o projeto “It’s All True”. No entanto, durante as filmagens, um dos homens morreu tragicamente, e o documentário foi abruptamente interrompido.
Décadas depois, os realizadores Firmino Holanda e Petrus Cariry resgatam esta história no documentário “A Jangada de Welles”, uma obra que evoca não só a memória da ditadura no Brasil e o contexto da Segunda Guerra Mundial, mas também a luta resiliente dos pescadores do Ceará pelos seus direitos. Apesar do acidente e do cancelamento do filme original, a viagem de 2700 quilómetros teve impacto: os pescadores conseguiram que o presidente Getúlio Vargas aprovasse uma lei que lhes concedia os mesmos direitos dos trabalhadores sindicalizados. “A Jangada de Welles” é um dos grandes destaques de maio da CaixaForum+.
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Quando a arte se torna uma arma política
Este mês estreou também, na CaixaForum+, “Taking Venice”, um documentário que nos leva pelos meandros da política. O filme, realizado por Amei Wallach, explora os bastidores da Bienal de Veneza de 1964, em plena Guerra Fria, onde os Estados Unidos moveram influências para garantir que o artista Robert Rauschenberg conquistasse o Grande Prémio.
A obra de Rauschenberg, que misturava objetos descartados com ícones da cultura pop, era inicialmente vista com ceticismo. No entanto, por trás da sua vitória esteve uma operação estratégica orquestrada pelo governo norte-americano, que via na arte moderna uma arma de prestígio ideológico. O episódio chocou a imprensa internacional e deixou o próprio artista dividido quanto às verdadeiras motivações por trás do seu reconhecimento.
Mais do que um relato histórico, “Taking Venice” lança um olhar crítico sobre os mecanismos de poder no mundo da arte e as fronteiras cada vez mais difusas entre criação, política e mercado.
Razões de sobra para subscrever – gratuitamente – a CaixaForum+ e desfrutar de um catálogo com mais de 500 títulos e cerca de 800 horas de conteúdos dedicados à arte e à ciência. Aceda já à CaixaForum+ e descubra as suas séries, documentários e filmes favoritos, quando e onde quiser.
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Setembro é tempo de regressar… e descobrir mais na CaixaForum+
Depois da agitação das férias, voltamos ao trabalho, às rotinas e ao conforto do sofá. É tempo de abrandar e redescobrir a cultura de forma descontraída, sem pressas. A CaixaForum+, a plataforma gratuita de streaming da Fundação “la Caixa”, lançada em Portugal com o apoio do BPI, convida a esse mergulho cultural com novas estreias – do mistério em torno de um Caravaggio desaparecido à seleção de documentários do DocLisboa, o maior festival de cinema documental português.
Em setembro e em pleno outono, chegamos à época que convida a programas tranquilos – como uma maratona de documentários no sofá. A boa notícia é que a CaixaForum+, a plataforma de divulgação cultural e científica da Fundação “la Caixa”, traz nesta rentrée várias estreias imperdíveis, prontas para prender a sua atenção e despertar a curiosidade.
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A emocionante descoberta de um Caravaggio perdido
A grande estreia da CaixaForum+ este mês é “The Sleeper. O Caravaggio Perdido” (2025), um documentário que acompanha a surpreendente história de uma obra desaparecida do mestre maldito do Barroco, encontrada por acaso na casa de uma família que desconhecia por completo o valor daquele quadro e a identidade do seu autor. Com nuances de thriller, o filme segue a jornada desta pintura até se transformar numa das peças mais cobiçadas por colecionadores e negociantes de arte em todo o mundo.
Realizado por Álvaro Longoria e produzido pela Morena Films, Mediacrest, Estrategia Audiovisual e Fandango Films – com o apoio da RTVE e produção associada à CaixaForum+ –, este documentário é uma viagem fascinante pelo mistério, pela arte e pelo mercado que a rodeia.
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Histórias reais que marcam: sete novos documentários na CaixaForum+
Em setembro, a CaixaForum+ dá continuidade à sua parceria com o DocLisboa – o principal festival de cinema documental em Portugal –, com a estreia de uma terceira seleção de títulos apresentados em diferentes edições do festival. São sete obras marcantes que se destacaram pela sua originalidade e força narrativa.
No filme “Campo”, o cineasta Tiago Hespanha reflete sobre o mundano e o transcendental a partir dos soldados da maior base militar da Europa, um menino que toca piano e de um grupo de astrónomos amadores; em “Herbaria”, o realizador Leandro Listorti leva-nos numa viagem sobre preservação botânica e cinematográfica, explorando as derivações artísticas e políticas que ligam os dois mundos; e no documentário “H”, Carlos Pardo imagina a noite em que o seu tio Hilario teria vivido, se nesse dia não tivesse morrido atingido por um touro em Pamplona, nas festas de San Fermín.
Já “Raposa” é uma obra autobiográfica de Leonor Noivo, onde a figura da raposa simboliza a anorexia que marcou a sua vida e a de outros pacientes do Hospital de Santa Maria. Em “La vida en común”, o centro da história é um puma que ameaça uma comunidade indígena no norte da Argentina. Aqui, conhecemos Uriel, um rapaz que se recusa a cumprir o ritual de iniciação tradicional imposto aos mais novos, que é a caça ao puma.
No documentário “Sobre las nubes”, de María Aparicio, viajamos até Córdoba, onde conhecemos um cozinheiro, um engenheiro desempregado, uma enfermeira e uma livreira que tentam sobreviver no difícil mercado de trabalho da cidade. Finalmente, em “Llamadas desde Moscú”, de Luis Alejandro Yero, acompanhamos a jornada de quatro jovens cubanos que procuram asilo político e chegam a Moscovo pouco antes do início da guerra com a Ucrânia.
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“Tecnosombras”: mergulhar no imaginário digital contemporâneo
Num mundo cada vez mais saturado de imagens e dados, o ciclo “Tecnosombras”, comissariado pelo Festival Márgenes para a CaixaForum+, propõe um olhar poético e visual sobre o imaginário digital contemporâneo. Esta é a segunda edição deste ciclo, que convida a explorar territórios híbridos, onde o real e o virtual se confundem.
O ciclo “Tecnosombras” é outro dos destaques de setembro na CaixaForum+, que inclui títulos como “Real”, de Adele Tulli, uma viagem audiovisual caleidoscópica e emocionante que explora o que significa ser humano na era digital, e “Best Secret Place”, de Jonathan Vinel e Caroline Poggi, uma reflexão quase metafísica sobre o fascínio pela violência na cultura gamer, o seu impacto social e a sua ligação à condição humana.
Com mais de 500 títulos e cerca de 800 horas de cinema documental, arte e ciência, a CaixaForum+ reforça nesta rentrée o seu papel como ponto de encontro para quem procura cultura de qualidade, acessível e gratuita, sem sair de casa.
Outubro na CaixaForum+: novas histórias, grandes nomes e uma viagem pelas artes
Com os dias a encurtar e a chuva a regressar, a CaixaForum+ propõe uma programação que convida à contemplação e à descoberta. A plataforma cultural gratuita da Fundação ”la Caixa”, com o apoio do BPI, estreia documentários sobre grandes mestres da arquitetura, da arte e do cinema.
O tempo já convida a ficar em casa – mas isso não significa abdicar dos melhores planos. A CaixaForum+, a plataforma de streaming dedicada à cultura e à ciência, oferece novas formas de descobrir o mundo sem sair do sofá, com conteúdos que inspiram, surpreendem e despertam a curiosidade.
Com mais de 500 títulos e 800 horas de conteúdos disponíveis, a CaixaForum+ renova-se todos os meses com novas estreias. Este mês, destaca-se “O primeiro Siza”, dedicado aos primórdios de Álvaro Siza Vieira, um dos maiores nomes da arquitetura portuguesa, além de filmes sobre Alain Resnais e Michael Haneke. Há também novos títulos do Festival DART, uma produção original sobre a maior reserva de elefantes do mundo e um ciclo de entrevistas aos maiores autores de banda desenhada do mundo.
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À descoberta da primeira obra de Álvaro Siza Vieira
Como começou o percurso de Álvaro Siza Vieira, o primeiro arquiteto português a receber o Prémio Pritzker – conhecido como o “Nobel da arquitetura”? O documentário “O primeiro Siza” (2025), realizado pela arquiteta Sara Nunes, revela a história das Quatro Casas, o primeiro projeto de Siza, concebido quando ainda era estudante, na década de 1950. Uma das grandes estreias da CaixaForum+ em outubro, o filme já venceu o Festival Cinema Urbana de Brasília, foi apresentado na Power Station of Art, em Xangai, integra a programação do Festival Internacional de Arquitetura de Istambul e, em dezembro, do Festival Internacional de Documentários de Arte de Barcelona.
Em “O primeiro Siza”, assistimos ao reencontro, sessenta anos depois da criação da obra, entre o prestigiado arquiteto e Fernando Neto, proprietário de uma das Quatro Casas, em Matosinhos. Juntos, percorrem o edifício numa visita guiada que revela histórias e memórias únicas. O filme inclui ainda entrevistas com o próprio Siza, com membros da sua família e com o historiador italiano Francesco Dal Co, combinando material de arquivo raro com imagens atuais da casa. Uma verdadeira viagem aos primeiros tempos da carreira de Álvaro Siza Vieira – o ponto de partida de um percurso que o consagraria como um dos maiores nomes da arquitetura portuguesa.
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Os mestres Alain Resnais e Michael Haneke em destaque na CaixaForum+
Depois da arquitetura, é o cinema que assume o protagonismo na programação de outubro da CaixaForum+. Entre as estreias, destacam-se dois nomes maiores da sétima arte: Alain Resnais e Michael Haneke. A plataforma apresenta dois documentários que revisitam o legado destes mestres do cinema europeu, reconhecidos pela forma como exploram a memória, a identidade e os dilemas morais da condição humana: “Alain Resnais, l’audacieux” (2022) e “Code Haneke” (2022).
Realizado por Pierre-Henri Gilbert, o documentário “Alain Resnais, l’audacieux” centra-se na figura de Alain Resnais, membro da nouvelle vague e um dos indiscutíveis pais do cinema moderno. O filme sublinha a influência que o cineasta francês exerceu em Hollywood e revisita os seus documentários políticos, entre eles “Nuit et brouillard” (1955), sobre os horrores do Holocausto, bem como os seus clássicos de ficção, como “Hiroshima, mon amour” (1959) e “L’année dernière à Marienbad” (1961).
Já “Code Haneke”, realizado por Marie-Eve de Grave, mergulha na filmografia de Michael Haneke – conhecido como “o poeta da inquietação cinematográfica”. O documentário reúne entrevistas com intérpretes e colaboradores próximos do realizador, como as atrizes Isabelle Huppert e Juliette Binoche, o historiador austríaco Alexander Horwath, o crítico Philippe Rouyer e o cineasta Ruben Östlund, numa reflexão profunda sobre a arte e o pensamento de um dos autores mais provocadores do cinema contemporâneo.
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A arte em foco: novos documentários do Festival DART
Este mês, a CaixaForum+ recebe novos títulos selecionados pelo Festival DART, o grande festival de cinema documental dedicado à arte. Entre as estreias, destacam-se retratos de artistas que marcaram a história da criação contemporânea – da pioneira Hilma af Klint, considerada a primeira artista abstrata, ao fotógrafo Steve McCurry, autor da icónica imagem da “menina afegã”.
O ciclo inclui ainda filmes sobre o movimento Arte Povera, o artista afro-americano David Hammons e o fotógrafo Andreas Gursky, oferecendo um olhar profundo sobre diferentes formas de expressão artística e sobre o poder da arte em questionar o mundo.
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Kaza: o último refúgio dos elefantes
Durante mais de uma década, cinco nações do sul de África uniram esforços para criar Kaza, a maior reserva transfronteiriça de vida selvagem do mundo, uma área equivalente ao tamanho de Espanha. O documentário “Kaza: el último refugio de elefantes” (2025), realizado pelo jornalista Xavier Aldekoa, especialista em África, e produzido pela CaixaForum+, leva-nos a descobrir este território extraordinário, o último éden dos elefantes. Uma das estreias imperdíveis deste mês na plataforma.
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“Cinekomix!!!”: uma viagem pelos maiores ícones da banda desenhada
Os fãs de banda desenhada não vão resistir a esta novidade: no final de outubro, estreia na CaixaForum+ “Cinekomix!!!”, uma série de entrevistas realizadas pelo cineasta Edgar Pêra aos maiores autores do género.
Ao longo de 13 episódios, o realizador conduz-nos pelos universos de Will Eisner, criador de “The Spirit”; Art Spiegelman, autor de “Maus”; ou Jerry Robinson, o pai do “Joker”. Com mais de três décadas de gravações, a série inclui ainda conversas com Bryan Talbot, Jim Woodring, Neil Gaiman, Ed Brubaker, José Carlos Fernandes, Tommi Musturi, Aleksander Zograf, Denis Kitchen, Max, Mike Royer e Rick Veitch.
Motivos não faltam para se render à CaixaForum+ este mês, e celebrar o outono com o melhor da arte e da cultura, sem sair do sofá.
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Um novo olhar sobre Kandinsky: o documentário em destaque na CaixaForum+ e as estreias de novembro
Com o frio lá fora, aproveitar o conforto de casa para explorar a CaixaForum+ é uma proposta tentadora para quem valoriza cultura e conhecimento. A plataforma de streaming da Fundação ”la Caixa” soma mais de 500 títulos e 800 horas de programação, reforçada todos os meses com estreias inéditas e conteúdos exclusivos.
Este mês, a CaixaForum+ volta a surpreender com estreias imperdíveis e inspiradoras. Entre elas está “Kandinsky: ver a música, reinventar a pintura”, documentário que revisita a profunda ligação do pintor russo à música. A par desta estreia, a plataforma reforça o seu catálogo com histórias de conservação, cinema espanhol e figuras-chave da cultura contemporânea.
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O artista que ouviu cores e pintou melodias
Pintor, teórico da arte e professor, Wassily Kandinsky (1866-1944) é considerado um dos pioneiros da arte abstrata. Apaixonado pela música, acreditava que cores e formas podiam traduzir emoções tal como uma composição musical. A sua obra evoluiu de paisagens realistas para composições puramente abstratas, impulsionadas por uma busca espiritual e pelo seu dom da sinestesia, que lhe permitia “ouvir cores” e “ver sons”.
Em estreia este mês na CaixaForum+, “Kandinsky: ver a música, reinventar a pintura” mergulha na relação íntima do artista com a música e na profunda influência que esta teve na sua linguagem visual. Uma abordagem acessível e estimulante, que ilumina de forma renovada o trabalho fascinante daquele que é visto como o precursor da pintura abstrata.
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Uma viagem ao “último refúgio dos elefantes”
Há 25 anos que o jornalista Xavier Aldekoa percorre o continente africano, à descoberta das suas histórias, paisagens e protagonistas. Numa das suas mais recentes expedições, viajou até à maior reserva transfronteiriça de fauna selvagem do mundo – uma área do tamanho de Espanha, situada no sul de Angola. Conhecida como “Kaza”, é uma das zonas mais virgens e intocadas do continente, onde, durante mais de uma década, cinco nações da África Austral uniram esforços para criar um verdadeiro refúgio natural.
“Kaza, o último refúgio dos elefantes” é o mais recente documentário de Aldekoa, um retrato poderoso de um território que hoje se tornou o derradeiro santuário destes animais. Especialistas descrevem-no como “uma viagem ao Masái Mara ou ao Serengeti de há 120 anos”. Um filme impressionante, que nos transporta ao coração da vida selvagem africana.
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À descoberta do Centro Comercial Stop através da lente crítica de Walter Benjamin
Em novembro, a CaixaForum+ traz-nos também “Stop” (2024), uma película do cineasta português Jorge Quintela sobre o emblemático Centro Comercial Stop, no Bonfim, Porto. No filme, Jorge Quintela explora a arquitetura e a transformação do Centro Comercial Stop, enquadrando-as na crítica ao materialismo proposta por Walter Benjamin no seu “Livro das Passagens”. O Stop serve, também, como ponto de partida para pensar a cidade do Porto, o tempo e as forças que moldam – e ameaçam – os lugares de encontro.
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Recordar Jane Goodall: legado, ciência e uma nova geração
Falecida no passado dia 1 de outubro, aos 91 anos, Jane Goodall foi uma cientista e ativista de renome mundial. Pioneira no estudo dos chimpanzés e Mensageira da Paz das Nações Unidas, deixou um legado revolucionário na compreensão do comportamento animal e na defesa do meio ambiente.
Para celebrar a sua vida e obra, a CaixaForum+ sugere em novembro o documentário “Jane New Generation”, que acompanha o neto de Goodall, Merlin, numa viagem pela Tanzânia, o país que marcou o início da história de Jane, quando decidiu deixar para trás a sua vida na Inglaterra e ir viver na floresta com chimpanzés. Realizado por Floriane Brisotto e Pascal Sarragot em 2020, este filme oferece um olhar inspirador sobre as suas paixões, os seus projetos e a forma como a sua visão perdura nas novas gerações.
Não perca estas e outras histórias na CaixaForum+ – uma plataforma que nos convida a viajar sem sair de casa, através da arte, da cultura e do conhecimento.