Correspondência em cativeiro: cartas e telefonemas de Paul Whelan expõem métodos russos durante a sua detenção
Era junho de 2021 quando o meu telefone tocou pela primeira vez com uma chamada de um número russo. Estava a trabalhar em casa, sentada na mesa da sala de jantar a meio da tarde e suspeitei que fosse spam. Em vez disso, era Paul Whelan.
Essa chamada foi a primeira de uma dúzia que recebi do prisioneiro americano, durante os cinco anos que ele passou detido na Rússia antes de ser libertado, em agosto, como parte de uma troca histórica de prisioneiros. Também recebi quatro cartas.
Quando comecei a cobrir o caso de Whelan, em dezembro de 2018, nunca esperei poder falar com ele sobre as suas experiências. Já cobri muitos casos de detenção injusta, mas este foi o único em que um prisioneiro conseguiu contactar diretamente os meios de comunicação.
Nunca fui eu a ligar para Whelan, um ex-fuzileiro naval. As chamadas – que começaram depois de ele ser condenado e transferido para um estabelecimento prisional remoto na Mordóvia, Rússia – nunca eram agendadas. Em vez disso, o meu telefone tocava com um número russo. Muitas vezes, pareciam estrategicamente cronometradas com marcos ou desenvolvimentos importantes que poderiam impactar o seu caso.
Havia um entendimento de que eu estava a gravar as chamadas para transmissão – e que os russos provavelmente estavam a ouvir.
Em algumas chamadas, Whelan partilhava uma mensagem escrita previamente, antes de eu lhe fazer perguntas. Outras eram sessões de perguntas e respostas sobre as suas opiniões sobre as notícias recentes e sobre como era a vida lá. Duravam entre seis minutos e meia hora.
"Queria garantir que a minha história estava a ser contada e que as pessoas não se esquecessem", refletiu Whelan, agora com 54 anos, numa entrevista à CNN com Anderson Cooper, cerca de três meses e meio após a sua libertação. "Não queria que fosse relegada para segundo plano e que outros assuntos de Estado dominassem os interesses das pessoas".
"Era muito importante, especialmente, falar a minha própria língua, falar com pessoas que entendiam o que estava a acontecer. Não tinha de explicar tudo", acrescentou.
Por diversas vezes perguntei a Whelan porque é que achava que os russos o deixavam ligar para jornalistas, incluindo eu. Quando a CNN se sentou com Whelan em novembro, perguntámos-lhe novamente.
"Creio que lhes damos demasiado crédito ao dizer que estavam a ouvir e a prestar atenção", respondeu, observando que os prisioneiros conseguiam "fazer todo o tipo de coisas" no campo de detenção. Whelan tinha um telemóvel descartável, revelou numa entrevista ao programa “AC360.”
Os russos também "podiam querer atenção", sugeriu. "Podiam querer que eu ligasse para os media, para os governos, para avançar com o processo".
Ouvir Whelan descrever a "experiência desintegradora" da prisão:
As chamadas e cartas descreviam as condições da sua prisão, as suas perspetivas sobre os esforços para trazê-lo de volta e o seu estado de espírito enquanto mais de dois mil dias passavam.
Proporcionaram-me – e aos nossos telespectadores e leitores – uma visão extraordinária da situação de um americano detido durante um dos períodos mais turbulentos na relação EUA-Rússia desde a Guerra Fria.
Comecei a cobrir a história de Whelan em dezembro de 2018, quando foi preso em Moscovo sob acusações de espionagem.
Como jornalista que cobre o Departamento de Estado dos EUA, investigar relatos de americanos detidos no estrangeiro faz parte do meu trabalho. Mas, além disso, desenvolvi um nicho ao relatar histórias de americanos detidos injustamente.
Enquanto investigava o caso de Whelan, conheci a sua irmã, Elizabeth. Ela, juntamente com os seus irmãos David e Andrew, formou uma espécie de iniciativa para advogar por Paul, "tentando manter os fios da vida dele juntos", como me disse em fevereiro de 2020.
Whelan, declarado como detido injustamente pelo Departamento de Estado dos EUA, foi condenado a 16 anos de prisão em junho de 2020 e enviado para um campo prisional na Mordóvia, a cerca de oito horas de Moscovo.
Elizabeth Whelan contou-me que o irmão gostava de escrever cartas – para legisladores, autoridades e jornalistas – para passar o tempo, e perguntou-me se estaria disposta a partilhar o meu endereço. Também perguntou se poderia partilhar o meu número de telefone, uma vez que Paul Whelan tinha indicado que gostaria de falar com jornalistas por telefone. Além de mim, Whelan falou com vários outros jornalistas durante a sua detenção.
A primeira chamada em junho de 2021 ocorreu antes da tão aguardada reunião do presidente Joe Biden com o presidente russo Vladimir Putin em Genebra, mais tarde nesse mês. Naquela altura, a Rússia mantinha dois americanos que o Departamento de Estado considerava detidos injustamente – Whelan e Trevor Reed.
Em novembro, Whelan revelou que eu era "uma das primeiras jornalistas com quem falou de forma bastante clandestina”. Nessas primeiras chamadas, ele disse que usava um telemóvel descartável e, por vezes, ligava de um armário ou de uma pequena sala, enquanto amigos prisioneiros faziam guarda para que os russos não descobrissem.
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'Saudações do cemitério'
Em junho de 2021, fiquei surpreendida ao receber a chamada. Coloquei-a em alta voz e comecei a gravar, perguntando a Whelan como se sentia e quais eram as suas opiniões sobre a próxima reunião de alto nível. Ele descreveu ter bursite e uma persistente "tosse canil" devido à falta de cuidados médicos e ao trabalho numa fábrica de roupas que chamou de "fábrica de suor".
Perguntei-lhe qual era a sua mensagem para o presidente dos EUA – "é necessária uma ação decisiva. Imediatamente", disse.
"Este não é um problema da Rússia contra mim; é um problema da Rússia contra os Estados Unidos, e os Estados Unidos precisam de responder a esta situação de diplomacia de reféns e resolvê-la o mais rapidamente possível", declarou antes da reunião entre Biden e Putin.
Após a chamada, para garantir que não estava a ser alvo de uma partida, partilhei parte da gravação com Elizabeth Whelan para verificar se era realmente a voz do irmão. Ela confirmou – e transmitimos a sua mensagem para o mundo.
Recebi quatro cartas no total, datadas de junho, julho, agosto e novembro de 2021. Chegaram à caixa postal do nosso escritório, carimbadas na Rússia, meses depois de terem sido escritas – e parece que várias cartas nunca chegaram. As que recebi não pareciam censuradas ou adulteradas. A carta mais longa tinha quatro páginas; a mais curta, uma página. Estavam escritas em letra ordenada em papel de bloco de notas.
As cartas descreviam a existência sombria no estabelecimento prisional, que Paul Whelan chamou de "campo perdido na floresta."
"A minha cela tem chão de madeira podre e mofo negro nas paredes. Ratos e baratas mantêm-me entretido", escreveu numa carta de julho de 2021, que disse ter escrito em confinamento solitário.
"Nos últimos 30 dias, só me foi permitida uma chamada para casa e uma chamada para o consulado. Deveria ser permitido fazer uma chamada para casa por dia e ter acesso irrestrito aos meus consulados. A Rússia tenta bloquear o acesso", escreveu.
Numa carta de finais de junho de 2021, datada poucas semanas após a nossa chamada inicial, Whelan disse que tinha sido enviado para o hospital do campo prisional, que ele chamou de "o cemitério”.
"Estou aqui há 14 dias sem que qualquer cuidado médico tenha sido prestado", escreveu. "Não houve exame, registo de sinais vitais, diagnóstico, medicação ou tratamento. Nada aconteceu!"
Pintou um retrato sombrio das instalações do hospital, descrevendo "velhas camas metálicas de prisão e colchões finos, com um lençol e um cobertor, sem esquecer uma almofada e uma fronha."
"Há armários antigos e quebrados ao lado das nossas camas para efeitos pessoais. Não há cadeiras em nenhum lugar aqui", lia-se na mesma carta. "Um velho vagão de comboio sem rodas faz às vezes de biblioteca. Um cavalo traz as refeições num carrinho da cozinha para cada edifício".
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"Um risco que estou disposto a correr"
À medida que os meses e depois os anos passaram, mantive contacto com Elizabeth Whelan, enviando-lhe e-mails para saber como estava e marcando encontros para tomar café ou pequeno-almoço durante as suas visitas a Washington. David Whelan enviava atualizações periódicas aos jornalistas sobre desenvolvimentos importantes no caso do irmão. Mas nunca recebi mais cartas de Paul Whelan, e não recebi outra chamada até dezembro de 2022.
Durante esse tempo, vários eventos influentes no seu caso ocorreram. Em fevereiro de 2022, a Rússia deteve outra americana – a estrela da WNBA Brittney Griner. A sua detenção adicionou outra complicação aos esforços dos EUA para trazer os americanos para casa.
Cerca de dois meses depois, Reed foi libertado da prisão russa numa troca por Konstantin Yaroshenko, um contrabandista russo condenado por conspirar para importar cocaína. Whelan e Griner não foram incluídos nessa troca. A família Whelan teve pouco aviso sobre as notícias, contaram-me na altura. Whelan soube pela televisão russa e "ficou muito chateado" por não ter sido informado pelo governo dos EUA, disse a irmã na altura.
O próprio Whelan, numa declaração aos seus pais partilhada com a CNN, questionou por que razão tinha sido deixado para trás.
"Embora esteja satisfeito por Trevor estar em casa com a sua família, fui mantido sob uma acusação fictícia de espionagem durante 40 meses", disse. "O mundo sabe que esta acusação foi fabricada. Por que não foi feito mais para garantir a minha libertação?".
Então, nas primeiras horas de 8 de dezembro de 2022, começámos a relatar a notícia de que os EUA tinham garantido a libertação de Griner noutra troca de prisioneiros, desta vez por Viktor Bout, um traficante de armas condenado. Mais uma vez, Whelan foi deixado de fora da troca.
Poucas horas depois, enquanto eu e um colega estávamos ocupados a reportar do Departamento de Estado sobre os detalhes da libertação de Griner, o meu telefone tocou com uma chamada de um número russo.
Desta vez, quando atendi, era alguém que dizia ser da Embaixada dos EUA em Moscovo. Disseram que tinham Paul Whelan na linha. Apressei-me a configurar o meu outro telefone para gravar a chamada.
Perguntei a Whelan o que estava a passar pela sua cabeça, e ele disse-me que, embora estivesse feliz por Reed e Griner terem voltado para casa, estava "muito desapontado que não tenha sido feito mais para garantir a sua libertação."
Whelan parecia profundamente dececionado. Durante os quase 30 minutos de chamada, disse-me que estava surpreendido por não ter sido incluído na troca "porque fui levado a acreditar que as coisas estavam a avançar na direção certa, e que os governos estavam a negociar e que algo aconteceria em breve."
Funcionários dos EUA disseram que a Rússia recusou incluir Whelan no acordo.
"A escolha era trazer Brittney Griner para casa agora, ou não trazer ninguém", esclareceu um alto funcionário do governo à data.
Whelan disse que sabia que os russos "sempre me consideraram num nível mais elevado do que outros criminosos do meu tipo". Também expressou preocupação de que nunca sairia da Rússia.
"Para ser honesto, nestas condições, quem sabe como voltarei ou se voltarei", concluiu.
Cerca de 12 minutos após o início da chamada, Whelan disse que teria de me ligar de volta. Quando desligou, eu e a minha colega olhámos uma para a outra, surpreendidas.
"Meu Deus" atirou ela. Enquanto estava ao telefone com Whelan, tinha informado a nossa equipa do que estava a acontecer, e os colegas entraram em ação para preparar o áudio da entrevista para a televisão. Era óbvio que isso era importante e relevante. A CNN conseguiu relatar a sua reação dentro de uma hora após o fim da chamada.
Quando o número russo ligou de volta, apressei-me para uma sala de escritório vazia ao lado, para gravar a chamada sem ruído de fundo.
Whelan disse-me que queria falar com o presidente dos EUA para transmitir como era a vida na prisão – "tão diferente do nosso mundo que é muito difícil para as pessoas entenderem."
Quando lhe perguntei qual era a sua mensagem para Biden, Whelan respondeu: "As minhas malas estão feitas. Estou pronto para ir para casa. Só preciso de um avião para vir buscar-me."
Essa chamada foi a primeira correspondência desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022. Whelan descreveu como os prisioneiros no seu campo estavam a ser recrutados por uma "empresa militar privada" para se juntarem à guerra da Rússia na Ucrânia. Disse que houve um período em que as chamadas não eram permitidas "para que as pessoas não pudessem ligar para as suas famílias e dizer que iam juntar-se a essa unidade mercenária militar, e para que as suas famílias não as convencessem a não ir".
Havia russos no campo, mas Whelan disse que a maioria dos prisioneiros era do Tajiquistão e do Uzbequistão.
"No geral, os prisioneiros respeitavam-me e eu respeitava-os. Dávamo-nos muito bem", refletiu na recente entrevista de novembro.
Na altura, Whelan disse que não achava que enfrentaria repercussões por falar comigo ou por ter a conversa transmitida na CNN.
"Se for um risco, é um risco que estou disposto a correr, porque acho que a mensagem precisa de ser divulgada", acrescentou.
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Condições na prisão russa deterioram-se
A seguinte vez que Whelan me ligou foi mais de cinco meses depois. Ele acabaria por ligar várias vezes naquele ano, especialmente no final de 2023.
Ouvir Whelan sobre "as coisas que me fazem continuar...":
A chamada de maio desse ano foi cerca de dois meses após a detenção de outro americano na Rússia: o jornalista do Wall Street Journal Evan Gershkovich. Whelan disse-me que sentia que "as engrenagens estão a girar" em direção à sua libertação, mas expressou preocupação de que seria deixado para trás novamente. Também disse que havia ecos do seu próprio caso no de Gershkovich.
A chamada seguinte veio em outubro de 2023. Descreveu como as condições do campo haviam-se deteriorado ao longo dos seus três anos de detenção. Disse que a loja da prisão já não tinha frutas ou legumes frescos e que "os produtos enlatados foram descontinuados."
"A comida que nos é fornecida está diluída. São cebolas, batatas, couve", descreveu Whelan. "As sopas que temos todos os dias são apenas água, massa encharcada, pão duro, coisas assim."
Whelan tinha falado com o secretário de Estado, Antony Blinken, em agosto. Disse ao principal diplomata dos EUA "de forma direta que deixar-me aqui da primeira vez colocou um alvo nas minhas costas, e deixar-me aqui da segunda vez basicamente assinou uma sentença de morte", disse, acrescentando que "a menos que me tragam de volta, pode ser bastante desafiador no futuro, especialmente com a minha idade e o tipo de trabalho que temos de fazer do ponto de vista de saúde e segurança."
"Queria garantir que não estava a ser esquecido" no meio de outras questões geopolíticas, explicou Whelan.
O secretário de Estado "disse que estava a trabalhar com bastante diligência e que a sua equipa também estava a trabalhar diligentemente para encontrar uma resolução para esta situação", contou Whelan, descrevendo Blinken como "uma pessoa que obviamente se importa e se preocupa profundamente com a situação."
Como tinha feito nas suas chamadas anteriores, Whelan mais uma vez expressou o desejo de falar diretamente com Biden para defender o seu caso.
Enquanto isso, eu e os meus colegas reuníamos informações sobre os esforços dos EUA para trazer Whelan para casa – vasculhando o mundo em busca de possíveis espiões russos que pudessem ser usados numa troca de prisioneiros. As complexidades do eventual acordo só vieram à tona quando Whelan, Gershkovich e mais de uma dúzia de outros estavam a caminho de casa em agosto de 2024.
Whelan ligou novamente no final de novembro para relatar que tinha sido atingido no rosto por outro prisioneiro. Ele acreditava que tinha sido alvo porque era americano e devido ao apoio dos EUA a Israel no âmbito da guerra em Gaza. Sofreu uma pequena contusão, mas expressou preocupações de que o "ataque cobarde" poderia ter sido muito pior.
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Uma experiência "desintegradora"
Ligou-me novamente duas semanas depois com uma declaração preparada, dizendo que temia pela sua segurança após o ataque e que estava a ser visado por um oficial do campo. Quando falou com os funcionários da prisão sobre as suas preocupações, disseram-lhe que poderia ir para o confinamento solitário 24 horas por dia.
Nessa chamada, também falámos sobre o quinto aniversário da sua detenção na Rússia, que se aproximava. Whelan expressou preocupação de que não veria os seus pais idosos novamente. A sua amada cadela, Flora, já tinha morrido enquanto estava detido.
"Parentes faleceram. Amigos seguiram em frente. Estou muito preocupado por não conseguir voltar para casa para ver os meus pais", admitiu.
Desabafou também que, enquanto tentava manter o ânimo, a experiência era "desintegradora".
"Começo o dia, sabem, a cantar o hino nacional dos meus quatro países, e, sabem, as coisas vão piorando a partir daí", disse Whelan, que tem cidadania americana, britânica, irlandesa e canadiana. "Mas, sabem, há pessoas com quem falo, faço chamadas para casa, escrevo cartas, leio livros, mas é extremamente difícil ser inocente e estar na prisão à espera que as pessoas te ajudem."
A 28 de dezembro de 2023 – o quinto aniversário da sua detenção – Whelan ligou novamente. Parecia muito abatido. Leu uma declaração que marcava o momento sombrio. Perguntei se havia algo que estava a fazer para tentar suavizar o impacto desse aniversário doloroso.
"É difícil porque a maioria das pessoas no campo percebe que hoje é o quinto aniversário. E então, têm-me feito perguntas sobre o que o governo está a fazer ou não está a fazer", disse.
"Tenho fotografias do meu cão, da minha família, amigos – tirei-as para fora. Estava a olhar para elas e isso, sabem, é às vezes agridoce. É um dia típico aqui na fábrica de trabalho escravo”.
A seguinte vez que Whelan ligou foi em março de 2024, após a morte do dissidente russo Alexey Navalny numa colónia prisional remota na Rússia. Perguntei-lhe qual era a sua reação. “Extremamente preocupante” assumiu, expressando receio de que “se conseguiram chegar até ele, podem chegar até mim”.
Ligou novamente no início de maio e depois no final de junho, para marcar dois mil dias em detenção na Rússia. Chamou isso de “uma quantidade de tempo absolutamente incrível”.
A última vez que falámos antes da sua libertação foi a 19 de julho – o dia em que o julgamento de Evan Gershkovich terminou rapidamente e o jornalista foi condenado a 16 anos de prisão sob acusações de espionagem.
Whelan disse-me que se sentia “simpatizante e solidário” com Gershkovich – e parecia muito mais esperançoso do que no passado.
“Achamos que isso pode ser um bom sinal de que os russos querem agora realmente começar negociações com os EUA para a sua libertação, assim como a minha” contou-me.
Duas semanas depois, os EUA e a Rússia, com o envolvimento de meia dúzia de outros países, concluíram uma troca histórica de prisioneiros. Gershkovich e Whelan estavam a caminho de casa.