"Conheci tipos que viveram muito - os
que nunca souberam nada da própria vida."
Assim termina o poema "Requiem por Muitos Maios", do poeta Nuno Júdice, um dos que nos deixou neste ano de 2024. Poetas, escritores, atores, cantores, políticos, empresários, jornalistas - são sempre demais, as mortes.
"Mas é assim o poema: construído devagar,
palavra a palavra, e mesmo verso a verso,
até ao fim."
A atriz Nina Monteiro, que fez parte do elenco de “Agora é Que São Elas”, em 1954, foi protagonista também em "Lisboa é Coisa Boa" (1951), "Ó Rosa, Arredonda a Saia!" (1952), "Saias Curtas" (1953), "Cala o Bico" (1954), "Como é o Tempero?" (1954), "Festa é Festa" (1955), "O Reboliço" (1956), "O João Valentão" (1957), "Pernas à Vela" (1958), "Abaixo as Saias" (1958), entre outras. Morreu a 19 de dezembro, com a idade de 92 anos.
Marisa Paredes foi considerada uma das mais ilustres atrizes espanholas.Venceu o Prémio Nacional de Cinema em 1996, a Medalha de Ouro por Mérito em Belas Artes em 2007 e o Goya de Honra em 2018. Uma carreira imensa, em Espanha e além-fronteiras. Morreu a 17 de dezembro, aos 78 anos.
Niels Arestrup, ator franco-dinamarquês, figura incontornável nos filmes de Jacques Audiard “De tanto bater o meu coração parou” (2005) e “Um profeta” (2009), com os quais venceu dois prémios César, morreu a 1 de dezembro, aos 75 anos, na sua casa em Ville-d'Avray, perto de Paris. Foto Keystone/EPA/Yoan Valat
Silvia Pinal, lendária atriz mexicana que protagonizou o icónico “Viridiana” filme de Luis Buñuel, morreu a 28 de novembro. Ttinha 93 anos. Arturo Hernandez/Eyepix Group/Future Publishing/Getty Images
O farmacêutico Joaquim Chaves, fundador da Joaquim Chaves Saúde, morreu a 26 de novembro, aos 94 anos. (Foto: Facebook Joaquim Chaves)
O comentador desportivo Pedro Guerra morreu a 16 de novembro aos 58 anos, vítima de doença prolongada. Fervoroso adepto benfiquista, foi comentador do programa desportivo "Prolongamento", da TVI24, entre 2015 e 2020. Foi também comentador da CMTV e da BTV, bem como diretor de conteúdos deste último canal.
Celeste Caeiro era conhecida por 'Celeste dos Cravos', alcunha que ganhou depois de, em 1974, ter distribuído cravos pelos militares que levaram a cabo a operação para derrubar o regime. Morreu a 15 de novembro, aos 91 anos.
Pedro Machete, antigo juiz do Tribunal Constitucional, morreu a 9 de novembro. Filho do antigo presidente do PSD e ministro de vários governos Rui Machete, tinha 59 anos.
Fernando Fragata, realizador premiado, morreu a 8 de novembro, aos 58 anos. Iniciou a carreira como operador de câmara e 'steadycam', colaborando com cineastas como Joaquim Leitão, Quirino Simões, Ana Luísa Guimarães e Artur Ribeiro. Realizou filmes "Amor & Alquimia" (1995), "Pesadelo cor-de-rosa" (1998), "Pulsação Zero" (2002) e "Sorte Nula" (2004). Em 2011, a longa-metragem "Contraluz" foi distinguida com o prémio de "melhor drama" no Festival Internacional de Cinema da Costa Rica.
O músico Joaquim Pinto, fundador da banda Mão Morta, morreu a 4 de novembro. Fundador e ideólogo dos Mão Morta, que formou com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal há 40 anos, era membro honorário do grupo desde 1990, quando deixou de exercer as funções de baixista permanente. Tinha 68 anos.
Quincy Jones, titã da música, compositor e produtor que deu o seu toque de bom gosto a gravações de grandes artistas, desde Ray Charles a Frank Sinatra e Michael Jackson, morreu a 3 de novembro. Tinha 91 anos. Bobby Holland/Michael Ochs Archives/Getty Images
Camilo Mortágua, antifascista, pai das deputadas Mariana e Joana Mortágua, morreu a 1 de novembro. Destacou-se, durante a ditadura do Estado Novo, por atos de resistência como o assalto ao paquete Santa Maria. Tinha 90 anos.
André Freire, professor e investigador de Ciência Política, morreu a 30 de outubro, na sequência de uma intervenção cirúrgica. Diretor do Departamento de Ciência Política do ISCTE desde 2015, autor de mais de 30 livros, foi um dos pioneiros na criação dos estudos eleitorais em Portugal. Era figura regular na análise política na comunicação social. Tinha 63 anos.
Marco Paulo, cantor, estrela de televisão e figura muito popular em Portugal morreu a 24 de outubro, depois de anos de combate ao cancro. As televisões deram horas seguidas de programas especiais, os jornais abriram páginas e o funeral seria transmitido, provas da sua imensa fama e carinho dos fãs. Tinha 79 anos.
O pintor Aníbal Alcino, o último dos Independentes, grupo de artistas criado nos anos 40 do século XX, em Portugal, morreu a 22 de outubro. Cidadão de Mérito de Viana do Castelo, produziu mais de mil obras. Foi discípulo do mestre Joaquim Lopes e mais tarde integrou o grupo dos Independentes, juntando-se a artistas como Domingues Alvarez, Júlio Resende, Júlio Pomar, Fernando Lanhas, Rogério Camarinha, Fernando Távora, António Palla, Nadir Afonso, Riga, Arlindo Rocha, Augusto Gomes e Amândio Silva. Tinha 98 anos.
Liam Payne, antigo membro da boy band One Diretion, morreu a 16 de outubro depois de cair do terceiro andar de um hotel em Buenos Aires. Tinha 31 anos. (Foto Christopher Polk/Getty Images)
Casimiro Rosa, produtor de televisão, era responsável pelas transmissões religiosas na TVI desde a sua fundação, em 1993. Morreu a 13 de outubro, com 76 anos. Foi responsável pela transmissão de visitas religiosas importantes, como as do Papa João Paulo II, do Papa Bento XVI e do Papa Francisco, sendo uma presença assídua no dia 13 de maio.
Maggie Smith, uma das atrizes mais conhecidas da Grã-Bretanha, cuja longa carreira se estendeu desde a contracenação com Laurence Olivier em “Otelo”, no palco e no ecrã, até aos papéis em “Harry Potter” e “Downton Abbey”, morreu a 27 de setembro. Tinha 89 anos.
Rogério de Carvalho, encenador, dedicou grande parte da sua carreira de 60 anos no teatro a textos de dramaturgos como Jean Genet, Bernard-Marie Koltès, Rainer Werner Fassbinder, Howard Barker, Eugene O'Neill e Anton Tchekhov, sem esquecer clássicos como Molière e Gil Vicente, nem tão pouco origens do drama, de Platão a Eurípides. Trabalhou regularmente com a Companhia de Teatro de Almada e com o Teatro Griot, o Teatro Oficina e A Escola da Noite, entre outras companhias. Morreu a 22 de setembro. Tinha 88 anos.
Graça Lobo, atriz, encenadora, fundadora da Companhia de Teatro de Lisboa, teve uma carreira de quase 50 anos. Representou textos de dramaturgos como Luigi Pirandello, Samuel Beckett, Jean Genet ou Harold Pinter. O seu desempenho de "Hedda Gabler", de Henrik Ibsen, foi um dos seus maiores sucessos. Morreu a 9 de setembro. Tinha 85 anos.
James Earl Jones, ator premiado cuja carreira se estendeu durante sete décadas, morreu a 9 de setembro aos 93 anos. Jones era famoso pela sua voz profunda e dominadora. Dois dos seus papéis de voz mais icónicos foram o vilão Darth Vader em “Star Wars” e o sábio Mufasa em “O Rei Leão” da Disney. Jones é também a voz do slogan da CNN “This Is CNN”. (Foto Rick Rycroft/AP)
Fernando José Rodrigues, escritor, ator, encenador, tradutor e professor, nasceu em Coimbra, cresceu em Castanheira de Pera e fixou-se em Leiria nas últimas décadas, desenvolvendo na cidade vários projetos culturais. Um dos mais recentes foi a criação do grupo “O Gato - Palavras de Sobra”, a que presidia, estrutura em que também era dramaturgo, encenador e ator. Como escritor, foi distinguido em 2006 com o Prémio Literário Almeida Firmino, pelo livro “Gestos esquecidos”, de 2006, e ganhou o Prémio Literário Afonso Lopes Vieira com “Manual das feiticeiras”, de 2019. O mais recente romance, “Achtung London - Invasão”, foi lançado em 2023. Morreu a 4 de setembro. Tinha 68 anos
Sven-Göran Eriksson, antiga glória do Benfica, que treinou, e selecionador de Inglaterra, morreu a 26 de agosto. Tinha 76 anos.Em janeiro, Eriksson revelara que sofria de cancro em fase terminal e que tinha “cerca de um ano” de vida, o que provocou uma onda de apoio de antigos colegas e simpatizantes de todo o mundo. (Foto Tom Jenkins/Getty Images)
Ana Faria, cantora, foi criadora de projetos musicais dedicados ao público infantil e juvenil nos anos 80 e 90, incluindo os Onda Choc, em 1986. Outro projeto foi o "Brincando aos Clássicos" que, a par de “Os Queijinhos Frescos”, se tornou muito popular. Tornou-se conhecida em 1969 quando participou no programa "Zip-Zip", onde cantou "Canção de Embalar", de José Afonso. Lançou o primeiro álbum a solo, "Violeta Flor", em 1982. Morreu a 18 de agosto. Tinha 75 anos.
Alain Delon, ator, produtor e escritor francês cuja beleza fria e enigmática fez dele um símbolo sexual internacional, morreu a 18 de agosto. Tinha 88 anos. (Foto: Sunset Boulevard/Corbis/Getty Images)
José Ribeiro (à direita na fotografia), cantor, tocava cavaquinho e fundou, em 1958, o Trio Odemira com os irmãos Júlio e Carlos Costa, que morreram em março de 2021. Morreu a 16 de agosto, aos 97 anos.
José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal desde 2013, morreu vítima de doença prolongada, a 11 de agosto, após três dias de internamento, num hospital em Lisboa, depois de ter acompanhado a melhor representação portuguesa em Jogos Olímpicos em Paris. Tinha 76 anos.
O jornalista João Paulo Guerra fez grande parte da carreira na rádio mas esteve também na imprensa, trabalhou para televisão e escreveu uma dezena de livros, especialmente de pesquisa jornalística. Ao longo da carreira, conquistou uma dezena de prémios, nomeadamente da Casa da Imprensa, o Prémio Gazeta do Clube de Jornalistas, o Prémio Nacional de Reportagem do Clube de Jornalistas do Porto, o Prémio Reportagem de Rádio do Clube Português de Imprensa. Em 2010 foi-lhe atribuído o Prémio Gazeta de Mérito e, em 2014, o Prémio Igrejas Caeiro da Sociedade Portuguesa de Autores, destinado a distinguir personalidades da rádio. Morreu a 4 de agosto. Tinha 82 anos. (Imagem: excerto de uma edição de homenagem feita por amigos e família)
Mísia, nome artístico de Susana Maria Alfonso de Aguiar, nasceu no Porto, e no início dos anos 90 iniciou-se no fado, tendo lançado o seu primeiro álbum, em nome próprio, em 1991. Ao longo de mais de 30 anos de carreira, ganhou inúmeros prémios e distinções nacionais e internacionais. Em 2022 lançou o seu último álbum, em conjunto com o livro autobiográfico intitulado "Animal Sentimental". Morreu a 27 de julho, aos 69 anos.
A atriz Dora Leal, que se destacou no teatro de revista desde a década de 1960, morreu a 23 de julho, em Lisboa. Atriz de revista e comédia, estreou-se no Teatro Variedades, no Parque Mayer, em Lisboa, em 1964, na revista “Elas São o Espectáculo”. Foi aí que conheceu o futuro marido, José Viana (1922-2003), com quem viria a estabelecer uma parceria de sucesso, nos palcos e na televisão. Morreu a 23 de julho. Tinha 85 anos.
Shannen Doherty, atriz que protagonizou as populares séries “Beverly Hills, 90210” e “Charmed”, e documentou a sua batalha de nove anos contra o cancro da mama, morreu a 13 de julho. Tinha 53 anos. (Foto: Neilson Barnard/Getty Images)
Shelley Duvall, mais conhecida pelos seus papéis no filme “The Shining” e em vários filmes aclamados de Robert Altman, morreu a 11 de julho aos 75 anos. (Foto: Stanley Bielecki Movie Collectio/Getty Images)
Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a liderar a Procuradoria-Geral da República, entre 2012 e 2018, sendo sucedida no cargo por Lucília Gago. Morreu a 9 de julho. Tinha 68 anos. (Foto: António Cotrim/Lusa)
Armando Carvalhêda, radialista, foi um divulgador da música portuguesa. Distinguiu-se como autor do “Viva a Música”, programa exclusivamente dedicado à divulgação da "música cantada em português", que realizou durante 24 anos, de 1996 a 2020, fazendo dele um dos programas com mais tempo de vida da Antena 1. Morreu a 9 de julho, aos 73 anos.
Fausto Bordalo Dias, cantor lembrado por músicas como "O barco vai de saída" ou "A guerra é a guerra", nasceu em 1948 a bordo do navio "Pátria", durante uma travessia entre Portugal e Angola. Foi um dos mais ouvidos e aclamados cantores e autores da chamada música de intervenção, integrando o núcleo dos cantores de resistência ao fascismo aquando do 25 de Abril de 1974. Venceu inúmeros prémios. Pertencia a uma “constelação de músicos que traduziu para as canções de intervenção o sentimento do povo português, e é por isso inevitável associar o nome de Fausto aos nomes maiores da música portuguesa, como José Afonso, José Mário Branco ou Sérgio Godinho", disse o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Morreu a 1 de julho. Tinha 75 anos.
Manuel Cargaleiro, pintor e ceramista, teve uma obra fortemente inspirada no azulejo tradicional português. Recebeu vários prémios e distinções, incluindo a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique. Morreu a 30 de junho. Tinha 97 anos. (Foto: LUSA/António Cotrim)
Manuel Fernandes, grande goleador do Sporting e da Seleção Nacional, marcou 257 golos em 433 jogos pelos leões, destacando-se num dos maiores dérbis de sempre, o célebre 7-1 do Sporting contra o Benfica, jogo em que marcou quatro. Ajudou o Sporting a conquistar dois campeonatos nacionais, uma Supertaça e duas Taças de Portugal. Na temporada 2000/01 regressou a Alvalade como treinador, anos depois de ter sido adjunto. Viria ainda a integrar a estrutura como dirigente. Morreu a 27 de junho, perdendo para a doença. Tinha 73 anos.
Donald Sutherland, ator veterano conhecido por papéis em “M*A*S*H”, “Klute” e “The Hunger Games”, morreu aos 88 anos, a 20 de junho. (Foto: Chris Pizzello/Invision/AP)
Anouk Aimée, estrela do filme “Um Homem e uma Mulher”, clássico do cinema francês de 1966, morreu a 18 de junho. A artista francesa tinha 92 anos. Contemporânea de muitos dos grandes nomes do cinema, Anouk Aimée trabalhou com realizadores como Julien Duvivier, Federico Fellini, Claude Lelouch, Jacques Demy, Sydney Lumet ou George Cukor. Nascida em Paris, em 1932, com o nome de Nicole Dreyfus, a artista iniciou-se no cinema na década de 1940
Maria Quintans, poetisa e dramaturga, fez parte da criação da revista Inútil, onde foi diretora editorial, e criou as editoras Hariemuj Editora, Cama de Gato Editora e Edições Guilhotina. “Apoplexia da Ideia”, “Chama-me Constança”, “O silêncio”, "Febre" e “A pata de cabra” contam-se entre os títulos que publicou. Iniciou-se na escrita de dramaturgia em 2015, com o monólogo "Décimo Terceiro Andamento". No ano seguinte, escreveu a peça infantojuvenil "Este Não Sou Eu" e, em 2019, uma nova dramaturgia, "A Síndrome da Culpa". Tem poemas em várias antologias e revistas portuguesas e brasileiras e, em 2019, editou pela Assírio & Alvim o livro de poemas "Se Me Empurrares Eu Vou". Morreu a 16 de junho, aos 69 anos.
Françoise Hardy entrou no ranking das 200 melhores cantoras de todos os tempos da revista americana Rolling Stone em 2023, então como única representante de França. Tudo começou em 1962 com o sucesso instantâneo - mais de 2 milhões de cópias vendidas – “Tous les garçons et les filles", que escreveu e compôs, então com 18 anos. Além deste ‘hit’, o público lembra a artista pela sua voz delicada, pelo intrigante casal de celebridades que formou com Jacques Dutronc e não só. Enfrentava um cancro desde 2004. Morreu a 11 de junho, aos 80 anos.
O percurso de Luís Camacho inseriu-se na geração dos anos 1980 que renovou a arte contemporânea portuguesa, e da qual fazem parte nomes como Pedro Cabrita Reis, José Pedro Croft, Pedro Calapez e Pedro Casqueiro. Com uma obra vasta e variada, incluindo a pintura, o desenho e a cerâmica, é também autor de obras de arte pública, como o grande painel de azulejos da Rua da Mãe de Água, no Príncipe Real, em Lisboa O artista plástico morreu a 11 de junho, aos 68 anos.
Manuel Henrique Santana Castilho foi professor durante mais de 40 anos, em diferentes níveis de ensino, e subsecretário de Estado dos Assuntos Pedagógicos, mantendo atividade cívica também como colunista do Público, como pedagogo e especialista na área da educação. Morreu a 29 de maio, no ano dos seus 80 anos.
Isabel de Carvalho estava a menos de um mês de completar 100 anos quando morreu, a 18 de maio. Formou-se no Conservatório de Lisboa ao lado de Eunice Muñoz, com quem também se estreou no Teatro Nacional, em 1941, na peça "O Vendaval". Chegou ao cinema dois anos mais tarde com o filme "O Costa do Castelo" de Arthur Duarte e foi um dos rostos do "Camões", de Leitão Barros, em 1946. A carreira foi interrompida quando casou, passando a dar explicações a crianças de Paço de Arcos. Não regressou à representação, restando as memórias em dois clássicos do cinema português.
Poeta, romancista, contista e ensaísta, Casimiro de Brito publicou mais de 50 obras, tendo sido distinguido com vários prémios ao longo da sua carreira literária. Morreu a 16 de maio, tinha 86 anos.
António Ferreira de Amorim era o último dos quatro irmãos Amorim. Américo Amorim, presidente da Corticeira entre 1953 e 2001, morreu em 2017, José Ferreira Amorim em 2012 e Joaquim Amorim, o irmão mais novo, em 2023. António morreu a 1\5 de maio, com 95 anos.
Alice Munro, a vencedora do Prémio Nobel da Literatura mais conhecida pela sua mestria em contos, morreu aos 92 anos, confirmou um porta-voz da sua editora a 14 de maio. (Foto: Chad Hipolito/AP)
O designer português Manuel Alves nasceu em Montalegre, no distrito de Vila Real. Fez dupla desde 1984 com José Manuel Gonçalves, quando ambos decidem inaugurar duas lojas no Bairro Alto, em Lisboa. Entre 1991 e 2013, o criador de moda foi professor convidado da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, onde lecionou a cadeira de Design de Moda. Em 2010, o Museu do Design e da Moda (MUDE), em Lisboa, fez uma retrospetiva sobre o trabalho e carreira da dupla de criadores. Morreu a 14 de maio. Tinha 73 anos.
O ator Bernard Hill, mais conhecido pelos papéis secundários em “Titanic” e na trilogia “O Senhor dos Anéis”, morreu a 5 de maio. Tinha 79 anos. (Foto 20th Century Fox/Paramount/Kobal/Shutterstock)
Frank Stella, artista americano conhecido pelas suas obras abstratas, morreu a 4 de maio. Tinha 87 anos. (Foto Bob Berg/Getty Images)
O romancista norte-americano Paul Auster, autor de obras como "A Trilogia de Nova Iorque" e "Cidade de Vidro", morreu a 1 de maio, aos 77 anos. Auster morreu em casa, em Nova Iorque, vítima de cancro do pulmão.
O padre José Maria Brito, reverendo jesuíta, era assistente regional da CVX Além-Tejo na missão dos Jesuítas em Évora, além de fazer parte da equipa Pastoral da Família da Arquidiocese de Évora. Tinha 48 anos quando morreu, em abril.
O jornalista Pedro Cruz era agora comentador da CNN Portugal e diretor de novos projetos na Global Media Group, depois de ter iniciado a carreira três décadas antes e desempenhado funções de chefia em vários órgãos de comunicação social. Esteve 22 anos na SIC, passando depois para a TSF, onde foi diretor. Morreu a 21 de abril, vítima de cancro. Tinha 53 anos
Poeta, ensaísta e crítico literário, Eugénio Lisboa era especialista na obra do escritor José Régio. Nasceu em 1930 na então Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique, e deixa uma vasta obra, desde mais de vinte títulos de ensaio e crítica literária, poesia, diário e memórias, tendo ainda organizado antologias de autores portugueses publicadas no Reino Unido. Morreu a 9 de abril, aos 93 anos.
O.J. Simpson, antiga estrela da futebol americano e ator, cujos feitos atléticos e fama foram eclipsados pela sua absolvição, em 1995, dos brutais assassinatos da sua ex-mulher Nicole Brown Simpson e do amigo desta, Ron Goldman, morreu de cancro a 11 de abril. Tinha 76 anos. (Foto: Vince Bucci/AFP/Getty Images)
O físico Peter Higgs, cuja teoria de uma partícula não detectada no universo mudou a ciência e foi confirmada por uma descoberta premiada com o Nobel meio século depois, morreu aos 94 anos, a 9 de abril. (Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images)
Sérgio Ribeiro foi deputado e eurodeputado do PCP, integrando o Comité Central do partido de 2000 a 2012. Morreu a 29 de abril. Tinha 88 anos.
M. Emmet Walsh, célebre ator de personagens com créditos em filmes como “Blade Runner”, “Blood Simple” e “Knives Out”, morreu a 19 de março aos 88 anos.
Nuno Júdice foi nome maior nomes da poesia contemporânea nacional. Foi professor associado da Universidade Nova de Lisboa, instituição onde se doutorou em 1989, já depois de se estrear na publicação, em 1972, com “A Noção de Poema”. Poeta, ensaísta e ficcionista, foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana, em 2013, o Prémio Pen Clube, o Prémio D. Dinis da Casa de Mateus. Morreu a 17 de março. Tinha 74 anos.
Júlio Pereira esteve 12 anos à frente do SIRP, entre 2005 e 2017, e chegou a integrar o Governo como secretário de Estado da Defesa Nacional do primeiro Governo socialista liderado por António Guterres. Morreu a 19 de janeiro, aos 71 anos.
Estrela Novais teve uma longa carreira como atriz e, também, dando aulas de Expressão Dramática. Participou em várias novelas da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal), tendo a última sido em "Queridos Papás", cuja exibição terminou a 2 de março e onde deu vida a Sofia. Morreu a 8 de março. Tinha 70 anos.
Minervino Pietra foi um histórico jogador do Benfica, tendo também passado por várias equipas técnicas dos encarnados. Como jogador foi quatro vezes campeão nacional, cinco Taças de Portugal e duas Supertaças. Foi internacional 27 vezes. Morreu a 7 de março. Tinha 70 anos.
António-Pedro Vasconcelos é um nome incontornável do Cinema Português, tendo realizado grandes sucessos nas salas portuguesas. Foi realizador, produtor, crítico e professor. Em 2015, recebeu os Prémios Sophia para Melhor Filme e Melhor Realizador com “Os Gatos Não Têm Vertigens”, em 2017 o Sophia de Melhor Filme por “Amor Impossível”, e em 2017 o de Melhor Realizador por “Parque Mayer” (2017). Morreu aos 84 anos, a 6 de março.
Artur Jorge foi futebolista, selecionador nacional e treinador. Natural do Porto, jogou 14 anos como profissional, marcando 215 golos em 316 jogos. Mas foi como treinador que atingiu o topo da Europa ao sagrar-se campeão europeu pelo FC Porto em 1987. Além dos dragões, «Rei Artur» orientou clubes como Portimonense, Matra Racing, PSG, Benfica, Tenerife, Vitesse, Al Nassr, Al-Hilal, Académica, CSKA, Al Nasr, Créteil-Lusitanos e MC Alger, o último clube onde trabalhou em 2016. Foi condecorado com o grau de grande-oficial da Ordem do Mérito em 1989. Morreu a 22 de fevereiro. Morreu a 22 de fevereiro. Tinha 78 anos.
Alexey Navalny, figura da oposição russa na prisão e crítico declarado do Kremlin, que fez manchetes a nível mundial quando foi envenenado com um produto tóxico, em 2020, morreu a 16 de fevereiro aos 47 anos. Navalny “sentiu-se mal depois de uma caminhada” e “quase imediatamente” perdeu a consciência, segundo o serviço prisional. O serviço prisional disse que estava a investigar a sua “morte súbita”.
Muitas vezes chamaram André Jordan de “pai do turismo português”. O empresário foi fundador, idealizador e promotor dos empreendimentos Quinta do Lago, Belas Clube de Campo, Vilamoura XXI. Nasceu em 1933 em Lviv, na Ucrânia, cresceu no Brasil e chegou a Portugal em 1971. Morreu a 9 de fevereiro. Tinha 90 anos.
O antigo Presidente chileno Sebastián Piñera morreu num acidente de helicóptero no Chile, a 6 de fevereiro. Piñera, de 74 anos, foi presidente do Chile de 2010 a 2014 e novamente de 2018 a 2022. (Foto: Esteban Felix/AP)
O ícone do futebol alemão Franz Beckenbauer, considerado um dos maiores jogadores da história do futebol, morreu a 7 de janeiro, segundo a Federação Alemã de Futebol. Ele tinha 78 anos. (Foto AP)
A atriz Neuza Teixeira tinha apenas 44 anos quando, a 24 de janeiro, morreu. Participou em várias telenovelas portuguesas, como "Ganância” (2001), “Anjo Selvagem” (2002), “Saber Amar” (2003) e “Podia Acabar o Mundo” (2008). No grande ecrã, estreou-se em 1998 em "Tráfico", de João Botelho.
O ícone do futebol Mário Zagallo, tetracampeão mundial com o Brasil como jogador e treinador, morreu aos 92 anos, no dia 6 de janeiro. (Foto: AP)
Rui Mingas, coautor do hino nacional de Angola, ex-ministro dos Desportos e antigo embaixador em Portugal, foi militante ativo do MPLA. Como músico, compôs poemas dos poetas angolanos Viriato da Cruz, Agostinho Neto – primeiro Presidente de Angola -, Mário António e António Jacinto. Da sua obra discográfica destacam-se "Cantiga por Luciana”, "Poema da farra”, "Makezu”, "Muadiakimi”, "Birin birin”, "Monagambé”, "Adeus à hora da partida” e "Meninos do Huambo”. Morreu a 4 de janeiro. Tinha 84 anos.