Encontro com Donald Trump está a dar a Xi Jinping algo que há muito desejava

CNN , Simone McCarthy
14 mai, 12:42
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, visitam o Templo do Céu, em Pequim, a 14 de maio de 2026. Foto de Brendan Smialowski - Pool/Getty Images
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

ANÁLISE | A China há muito rejeita ter ambições de superpotência. Mas é claro que ser vista como um grande ator no palco global - e ser tratada como igual pela América - são objetivos do líder chinês

A pompa meticulosamente encenada que recebeu Donald Trump em Pequim esta quinta-feira foi cuidadosamente calibrada para acolher um presidente norte-americano conhecido pelo gosto pelo espetáculo.

Mas, para Pequim, a imagem transmitida também tem outra vantagem: mostrar a China como uma potência em pé de igualdade com os Estados Unidos.

A China há muito rejeita ter ambições de superpotência. Mas é claro que ser vista como um grande ator no palco global - e ser tratada como igual pela América - são objetivos do líder chinês Xi Jinping.

E que melhor forma de demonstrar isso do que um presidente norte-americano chegar a Pequim ladeado por uma falange de diretores executivos das empresas mais poderosas dos Estados Unidos - muitas delas igualmente dependentes da China para o seu sucesso presente e futuro.

Foi essa a imagem que se viu esta quinta-feira, quando Xi recebeu Trump numa passadeira vermelha em frente ao Grande Salão do Povo, durante uma cerimónia de boas-vindas, enquanto uma fila de diretores executivos, incluindo Elon Musk, da Tesla, e Tim Cook, da Apple, observava a partir das escadarias do monumental edifício.

Minutos depois, sentado em frente a Xi numa longa mesa no interior do edifício, Trump reforçou essa imagem ao dizer ao líder chinês que o grupo estava ali “para prestar homenagem a si e à China”. Também elogiou Xi, classificando-o como um “grande líder”.

Para Xi, estas imagens funcionam bem junto do público interno.

Mas também ajudam a reforçar a imagem que os responsáveis chineses têm procurado projetar cada vez mais no exterior: a de que a China é um ator central no palco global — e uma alternativa de liderança a uns Estados Unidos em declínio.

Relacionados

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Ásia

Mais Ásia