Pré-anúncio foi feito numa publicação na X, acompanhado de uma foto com o ex-apoiante tornado crítico de Donald Trump, ao lado dos republicanos Thomas Massie e Marjorie Taylor Greene
“O Maga foi traído. Todos nós fomos. É tempo de um novo caminho a seguir. Mais detalhes amanhã à noite, às 18 horas na costa da leste dos EUA, em TuckerCarlson.com.” Foi assim que o ex-apresentador de televisão e ex-apoiante do presidente norte-americano, Donald Trump, pré-anunciou na terça à noite a criação de um novo movimento político nos Estados Unidos, remetendo mais informações para esta quarta à noite, por volta das 23h em Portugal continental, no seu website pessoal.
A informação consta de uma publicação na rede social X, um retweet de uma publicação de Marjorie Taylor Greene, ex-deputada republicana e também ex-apoiante de Trump, que vislumbra um partido político menos intervencionista que a atual administração republicana.
“Dissemos ‘chega de guerras no estrangeiro’ e falávamos a sério; apoiámos Donald Trump porque ele fez essa promessa. Mas traiu-nos a todos”, refere Greene na sua publicação. “O nosso compromisso é ‘América em Primeiro Lugar’ para todos os americanos – de direita, de esquerda e de centro. O movimento começou.”
MAGA was betrayed. We all were. It's time for a new path forward. More tomorrow night at 6 PM ET on https://t.co/sLkXnGKCFd. https://t.co/YweHmb44Ru
— Tucker Carlson (@TuckerCarlson) August 4, 2026
A publicação inclui uma fotografia com sete pessoas à mesa, incluindo Carlson, Greene e o atual deputado republicano Thomas Massie, o mesmo que, esta semana, questionou a coincidência de o seu partido ter aprovado 40 milhões de euros em fundos a Marrocos duas semanas antes da recente crise de migrantes em Ceuta – uma região autónoma de Espanha que, no projeto-lei redigido e aprovado pelos republicanos, surge descrito como “território marroquino”.
Em abril deste ano, Tucker Carlson, atual apresentador de um podcast de veia conservadora, disse que estava arrependido de ter apoiado a candidatura de Trump numa conversa com o seu irmão Buckley Carlson, anterior responsável por escrever os discursos do atual presidente norte-americano, sobre como o Partido Republicano se afastou dos valores conservadores tradicionais ao seu leme.
“Seremos atormentados por isto durante muito tempo – eu sei”, disse Tucker Carlson, que em 1999 tinha classificado Donald Trump como “a pessoa mais repugnante do planeta” e que, em 2016, surpreendeu muitos comentadores ao defender que o empresário devia ser levado a sério e que voltou a apoiar a sua recandidata à Casa Branca em 2024. “E quero pedir desculpa por ter induzido as pessoas em erro. Não foi intencional; é só isso que vou dizer”, acrescentou no Tucker Carlson Show há quatro meses.
Tal como Carlson, também Marjorie Taylor Greene, antiga deputada republicana pelo estado da Georgia, deixou de apoiar Donald Trump após as eleições presidenciais de 2024, na sequência da inação e ocultação de informações sobre o pedófilo milionário Jeffrey Epstein pela atual administração. Na sequência das críticas da legisladora, Trump anunciou em novembro passado que iria “retirar o apoio à congressista”, que apelidou de “tonta” e que criticou por só se “queixar, queixar, queixar” e por ter “passado para a extrema-esquerda”.
