A NATO vai ficar "muito feliz" e os gronelandeses vão ficar "muito entusiasmados" por se tornarem americanos

20 jan, 23:09
Donald Trump participa no briefing diário da Casa Branca

Presidente dos EUA abordou o principal tema da atualidade mundial antes da viagem para a Suíça, para participar na reunião do Fórum Económico Mundial

Numa terça-feira marcada por declarações fortes em Davos, na reunião do Fórum Económico Internacional, a participação de Donald Trump no briefing diário da Casa Branca aqueceu o outro lado do Atlântico.

A Gronelândia, ilha do Ártico que tantas dores de cabeça tem dado à Dinamarca e ao resto da Europa, foi o principal tema. Trump voltou a dizer que os EUA precisam dela a bem da segurança nacional e mundial, garantindo que a NATO e a situação em torno da Gronelândia se vai resolver “muito bem”.

“Creio que vamos chegar a um acordo em que a NATO ficará muito feliz e em que nós também ficaremos muito satisfeitos”, referiu, acrescentando que os gronelandeses vão ficar “muito entusiasmados” por se juntarem aos EUA - uma sondagem de há cerca de um ano, contudo, mostra que 85% dos habitantes da ilha não querem que o território seja controlado por Washington DC.

Na véspera da presença em Davos, onde vai pela primeira vez desde 2020, Trump voltou também a questionar se os restantes países da NATO defenderiam os EUA caso fosse necessário, aparentemente desconhecendo que o único país que alguma vez ativou o artigo 5.º do tratado fundador da organização foram os próprios EUA.

“Fiz mais pela NATO do que qualquer outra pessoa, viva ou morta”, disse Trump, antes de partir para Davos ainda esta terça-feira. “O grande receio que tenho em relação à NATO é que gastámos quantias enormes de dinheiro com a NATO, e sei que iremos em socorro deles, mas questiono seriamente se eles virão em nosso socorro”, afirmou o presidente.

Caso a pressão das tarifas não possa ser exercida sobre a Europa, devido a um eventual chumbo do Supremo Tribunal, Trump diz ter outros métodos à sua disposição. “Teremos de usar outra coisa”, disse, acrescentando ainda que iria “dar uma olhadela na palavra 'licenças', noutras coisas."

O líder americano referiu ainda que as tarifas continuam a ser a sua abordagem preferida. “O que estamos a fazer agora é o melhor, o mais forte, o mais rápido, o mais fácil, o menos complicado,” sublinhou, não revelando até onde está disposto a ir para garantir a soberania da ilha. "Vão descobrir", disse o líder americano.

E.U.A.

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