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Trump retirado do jantar dos Correspondentes da Casa Branca depois de atirador tentar entrar no local

26 abr, 07:52

O suspeito terá furado a barreira de segurança, mas foi neutralizado segundos depois, ainda fora da sala principal

Donald Trump e Melania Trump foram retirados de emergência do jantar dos correspondentes, em Washington, após serem ouvidos disparos no hotel onde decorria o evento. A operação de segurança estendeu-se a várias figuras de topo da administração norte-americana.

Entre os retirados estiveram também o vice-presidente JD Vance, o secretário da Defesa Pete Hegseth e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.

Agentes dos Serviços Secretos entraram de imediato na sala e dirigiram-se ao palco onde estava Trump, que foi encaminhado para um espaço reservado, onde aguardou indicações das autoridades. No evento estavam cerca de duas mil pessoas, entre responsáveis políticos de ambos os partidos e jornalistas.

O pânico instalou-se no interior do salão, com vários participantes a procurarem abrigo debaixo das mesas. O suspeito terá furado a barreira de segurança, mas foi neutralizado segundos depois, ainda fora da sala principal.

Durante a troca de tiros, um agente dos Serviços Secretos ficou ferido, sem risco de vida. Testemunhas relataram ter ouvido pelo menos seis disparos e um dos vidros junto à entrada ficou destruído.

O suspeito está sob custódia e as autoridades garantem que agiu sozinho. Todos os participantes estão a salvo, num incidente descrito como um dos mais graves em eventos desta natureza.

Atirador identificado como professor da Califórnia

As autoridades norte-americanas identificaram o suspeito dos disparos no jantar dos correspondentes, em Washington, como Cole Thomas Allen, de 31 anos, natural de Torrance, no estado da Califórnia.

Segundo as informações divulgadas, o homem formou-se em engenharia mecânica em 2017 pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia. Atualmente, trabalhava como professor num centro de explicações em Los Angeles, onde chegou a ser distinguido como “professor do mês” em dezembro de 2024.

De acordo com documentos da Comissão Eleitoral dos Estados Unidos, o suspeito surge identificado como apoiante do Partido Democrata, tendo contribuído com 25 dólares para um comité de ação política ligado à candidatura de Kamala Harris à presidência, em 2024.

As autoridades continuam a investigar as motivações do ataque, reiterando que o suspeito terá atuado sozinho no incidente que levou ao reforço de segurança e retirada de várias figuras da administração norte-americana durante o evento.

Atirador era um "potencial assassino" que tinha várias armas

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu o suspeito detido após um tiroteio num jantar em Washington como um "potencial assassino", que tinha várias armas.

"Esta não é a primeira vez nos últimos anos que a nossa República é atacada por um potencial assassino que procurava matar", disse no sábado, o republicano, numa conferência de imprensa, realizada na Casa Branca.

Cerca de duas horas após o incidente, Trump disse que o homem estava na posse de várias armas quando foi detido pelos Serviços Secretos, no exterior do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

O chefe interino da polícia de Washington DC Jeffery Carroll disse que o suspeito do tiroteio era provavelmente um hóspede do hotel e que o alvo era ainda desconhecido.

Os Serviços Secretos retiraram os membros do Governo e a primeira-dama Melania Trump do salão onde se realizava o evento, que foi depois evacuado, e a associação acabou por adiar o jantar.

Os Serviços Secretos norte-americanos disseram que o atacante atingiu um membro das forças de segurança, que usava colete à prova de bala, e que o agente deverá recuperar sem sequelas.

"Foi baleado à queima-roupa com uma arma muito potente, e o colete fez o seu trabalho", referiu Donald Trump.

O republicano descreveu o atirador, um residente no estado da Califórnia (sudoeste) como "um louco" e "uma pessoa com problemas graves", garantindo que agiu sozinho e chamando-lhe "lobo solitário".

Na mesma conferência de imprensa, também a presidente da Câmara de Washington, Muriel Bowser, disse que o suspeito terá agido sozinho.

"Não temos motivos para acreditar, neste momento, que mais alguém esteja envolvido", disse Bowser.

"Não parece haver qualquer tipo de perigo para o público neste momento", acrescentou.

A procuradora geral dos Estados Unidos Jeanine Pirro disse que o suspeito foi acusado de posse ilegal de armas e agressão.

Donald Trump sublinhou que o atirador "estava muito longe" do salão onde estava a decorrer o jantar. "Não havia a mínima hipótese de ele entrar no salão. O salão estava isolado", acrescentou.

Apesar de elogiar as forças de segurança e as medidas de segurança como "muito eficazes", o chefe de Estado disse que o Hotel Washington Hilton não é "um edifício particularmente seguro".

Foi em frente a este hotel que o Presidente norte-americano Ronald Reagan (1981-1989) foi baleado e ferido em 1981, durante uma tentativa de assassínio.

Antes da conferência de imprensa, Trump publicou na rede social que detém, Truth Social, um vídeo e imagens que mostram o suspeito a correr em direção a uma barricada de segurança enquanto agentes dos Serviços Secretos correm na direção do homem.

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