O tema das tarifas está a marcar o segundo mandato de Donald Trump, que já avançou e recuou nas ameaças para países de todo o mundo
Desde 20 de janeiro passado, o primeiro dia do segundo mandato de Donald Trump, o presidente norte-americano já avançou e recuou em dezenas de tarifas a aplicar sobre vários produtos de diversos países, começando pelos parceiros comerciais mais próximos dos EUA - Canadá e México.
A primeira ameaça incluía uma taxa de 25% sobre todos os bens importados do México e Canadá. Cinco dias depois, anunciou uma taxa sobre todos os chips de computadores e produtos farmacêuticos importados de todos os países. No mesmo dia, ameaçou a Colômbia com estas tarifas para levar o país a aceitar voos de deportação de imigrantes colombianos.
No início de fevereiro, foi a vez da China: Trump anunciou uma taxa de 10% sobre todas as importações de Pequim e ameaçou fazer o mesmo para a União Europeia.
No dia 4 de fevereiro, suspendeu a aplicação de tarifas sobre o México e Canadá, pouco antes de as mesmas entrarem em vigor, mas não cedeu nas tarifas sobre a China, que entraram em vigor nesse mesmo dia.
Uma semana depois, Donald Trump anunciou uma política de "tarifas recíprocas" sobre países que aplicam tarifas sobre os EUA e anunciou, no mesmo dia, uma tarifa global de 25% sobre o aço e o alumínio. No dia seguinte, anunciou uma taxa global sobre todos os automóveis estrangeiros.
Um mês depois de ter decretado a suspensão, Trump decidiu avançar com as tarifas sobre produtos importados do Canadá e do México, que entraram em vigor no dia 4 de março. Nessa semana, chegou a ameaçar a Rússia com tarifas por causa do conflito na Ucrânia.
No dia 11 de março, deixou cair a promessa de duplicar as taxas sobre aço e alumínio importados do Canadá, mas avançou com a taxa global sobre os mesmos produtos. Dias depois, ameaçou aplicar tarifas de 200% sobre bebidas alcoólicas importadas da Europa e alargou as taxas sobre veículos estrangeiros às componentes de fabrico que as compõem.
Nos últimos meses, o tema das tarifas de Trump está a ser marcado por uma série de avanços e recuos, que culminam no "dia da libertação" - como Donald Trump designa esta quarta-feira, dia 2 de abril - dia em que prometeu anunciar várias tarifas de retaliação contra produtos importados do México, Canadá, China, União Europeia, e quem sabe outros países.
Eis as tarifas dos EUA que já estão em vigor
| Produto | Taxa | País | Entrada em vigor |
| Produtos não conformes com o Acordo EUA-México-Canadá | 25% | Canadá, México | 4 de março |
| Tarifas gerais sobre bens de consumo | 20% | China | 4 de março |
| Energia não conforme com o Acordo EUA-México-Canadá | 10% | Canadá | 6 de março |
| Fertilizante | 10% | Canadá | 6 de março |
| Aço e alumínio | 25% | Global | 12 de março |
