Pacote era liderado pelo senador republicado Lindsey Graham, que morreu no passado domingo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai aprovar um pacote bipartidário de sanções contra a Rússia, liderado pelo falecido senador Lindsey Graham, disse à CNN um responsável da Casa Branca na segunda-feira.
O apoio surge poucos dias após a morte inesperada de Graham, facilitando ainda mais o caminho para um projeto de lei que o senador da Carolina do Sul trabalhou durante anos para concretizar.
Graham e o senador democrata Richard Blumenthal tinham indicado anteriormente que a administração estava preparada para apoiar o pacote, afirmando na sexta-feira que tinham alcançado um acordo após longas negociações. No entanto, nessa altura não era claro se Trump apoiaria diretamente a proposta, uma vez que o Presidente tinha criticado repetidamente a legislação e defendido maior margem de decisão na imposição de sanções.
Questionado por Kaitlan Collins, da CNN, na noite de segunda-feira, sobre se tencionava promulgar o projeto de lei das sanções, Trump respondeu: "Sim, estamos a falar sobre isso. (...) Vamos decidir muito em breve."
O líder da maioria republicana no Senado, John Thune, afirmou anteriormente, na segunda-feira, que a Casa Branca tinha estado a trabalhar de perto com Graham nesta medida, dizendo à CNN que está otimista.
"Será necessário o apoio de democratas e republicanos aqui no Senado para isso, mas estou esperançado de que o consigamos concretizar", referiu.
Thune acrescentou que, nos últimos dias de vida, o pacote de sanções era "a conquista com que ele mais se preocupava" e que a sua aprovação seria "um legado extraordinário" para Graham.
Numa entrevista separada, Blumenthal disse à CNN que planeava falar com Thune na tarde de segunda-feira sobre os preparativos finais e o calendário para a aprovação do projeto, incluindo a escolha de um novo senador republicano para substituir Graham como principal proponente da iniciativa.
O pacote de sanções abriria caminho para que Trump impusesse tarifas elevadas sobre importações provenientes de países que compram petróleo, urânio e gás natural russos, numa tentativa de enfraquecer ainda mais Moscovo no contexto da guerra na Ucrânia.
"Deve ser visto como uma homenagem apropriada ao senador Graham aprová-lo rapidamente em sua memória", sublinhou Blumenthal. "Foi exatamente sobre isto que falámos quando estive com ele pela última vez, durante o fim de semana."
