As informações sobre o alegado complô surgem numa altura em que a relação entre Israel e os Estados Unidos, bem como entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e Donald Trump, atravessa um período de tensão por causa da guerra no Irão
Israel transmitiu às autoridades norte-americanas informações dos seus serviços de informações que apontam para um alegado novo plano do Irão para assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo avançaram o Wall Street Journal e a CNN, que citam fontes anónimas.
De acordo com os dois meios de comunicação, o alerta chegou esta semana às autoridades norte-americanas. Uma das fontes ouvidas pela CNN refere ainda que Israel confirmou um novo plano iraniano que já tinha sido parcialmente identificado pelos serviços de informações dos Estados Unidos.
Questionada pela agência France-Presse, a Casa Branca não desmentiu a notícia, remetendo apenas para declarações feitas por Donald Trump na quarta-feira. "Querem eliminar o líder americano – eu. Estou numa espécie de lista. Vi esta manhã que estou em todas as listas", afirmou o presidente.
Segundo o New York Times, Trump abandonou a cimeira da NATO, realizada na Turquia, no antigo avião presidencial e não na nova aeronave oferecida pelo Catar, devido a questões de segurança.
As informações sobre o alegado complô surgem numa altura em que a relação entre Israel e os Estados Unidos, bem como entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e Donald Trump, atravessa um período de tensão por causa da guerra no Irão.
A notícia surge também depois de, em Ancara, o chefe de Estado norte-americano ter chamado os líderes iranianos de "jogadores sujos", criticando-os por atacarem navios comerciais no Estreito de Ormuz, violando o cessar-fogo. São "muito perigosos" e "doentes" por "atirar rockets aos navios, e por isso atacámo-los com força".
"São pessoas más. São mentirosos. Não quero lidar mais com eles, são escumalha", sublinhou na quarta-feira. "São pessoas doentes, cruéis e violentas, que se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam. Há algo de errado com eles. São malucos. No que me diz respeito, acabou."
