Donald Trump, disse também que está "longe" de tomar uma decisão sobre o envio de tropas americanas para o Irão, mantendo em segredo os seus planos para lidar com o novo líder do país, Mojtaba Khamenei
O presidente norte-americano, Donald Trump, manifestou o desagrado com a eleição de Mojtaba Khamenei como líder supremo iraniano, para suceder ao pai, Ali Khamenei, morto no início da ofensiva israelo-americana contra o Irão.
Donald Trump, disse também que está "longe" de tomar uma decisão sobre o envio de tropas americanas para o Irão, mantendo em segredo os seus planos para lidar com o novo líder do país, Mojtaba Khamenei.
“Não tomámos qualquer decisão sobre isso. Estamos longe disso”, disse Trump sobre as discussões a propósito de um possível destacamento de tropas norte-americanas para a instalação subterrânea de enriquecimento de urânio perto de Isfahan.
Trump, que está em Miami (sudeste) para assistir a uma conferência dos republicanos, disse anteriormente que a ofensiva conjunta com Israel visava derrubar o regime no Irão e que queria participar na escolha do novo poder em Teerão.
A nomeação de Mojtaba Khamenei, considerado da linha dura do regime, foi vista como um novo sinal de desafio da liderança iraniana, após mais de uma semana de intensos bombardeamentos norte-americanos e israelitas.
A sucessão sugere que Teerão não está perto de desistir daquela que considera ser uma luta pela sobrevivência da teocracia islâmica, segundo a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).
O clérigo de 56 anos, apenas o terceiro guia supremo na história da República Islâmica, proclamada após o derrube da monarquia em 1979, mantém laços estreitos com a Guarda Revolucionária paramilitar.
A força de elite, criada à margem do exército regular para proteger o regime, tem atacado Israel e as monarquias árabes do Golfo desde que Ali Khamenei foi morto no arranque da guerra, em 28 de fevereiro.
A seguir ao anúncio da eleição do novo guia supremo, no domingo, os preços do petróleo dispararam enquanto o Irão atacava infraestruturas energéticas regionais e os Estados Unidos e Israel bombardeavam alvos em todo o território iraniano.