Trump só respondeu a uma pergunta da Procuradora-Geral de Nova Iorque - sobre o seu nome - depois repetiu a mesma coisa durante horas

CNN Portugal , HCL
10 ago, 23:41
Donald Trump chega ao Gabinete da PG de Nova Iorque

Ausência de respostas pode estar relacionada com o facto de Trump ter de ser convencido à última hora a invocar a Quinta Emenda da constituição dos EUA

Durante as quatro horas em que foi interrogado no gabinete da Procuradora-Geral de Nova Iorque, Donald Trump respondeu a apenas uma pergunta, sobre qual era o seu nome, antes de invocar a Quinta Emenda da Constituição dos EUA - que lhe dá o direito contra a autoincriminação.

Depois disto, entre as 9:30 e as 15:00 horas locais, e com a procuradora Letitia James à sua frente, o antigo presidente dos EUA limitou-se a repetir as palavras "mesma resposta" perante todas as perguntas que lhe foram dirigidas, segundo disse um dos seus advogados,  Ronald P. Fischetti.

O interrogatório contou com um longo intervalo para almoço e vários intervalos mais curtos, mas nem o período em que esteve ausente do gabinete de Letitia James levou Trump a mudar a sua estratégia de defesa. Também a procuradora “não teve uma reação visível” perante as persistentes recusas de Trump, disse o advogado, acrescentando que o teor das perguntas tiveram a ver com “avaliações e clubes de golfe e todas essas coisas”.

A procuradora Letitia James leu uma introdução na abertura do inquérito, mas deixou o interrogatório a um dos advogados do seu gabinete, Kevin Wallace.  Também segundo o advogado de Trump, a Procuradora-Geral não tinha sido avisada com antecedência de que Trump iria invocar a Quinta Emenda.

 

Donald Trump à chegada ao gabinete da Procuradora-Geral de Nova Iorque, onde apenas respondeu a um pergunta - o seu nome/AP

 

Isto terá sido, em parte, porque a decisão só foi tomada pouco antes do interrogatório e, segundo relata o The New York Times que cita fonte da defesa do antigo presidente norte-americano, Trump teve de ser persuadido a não responder substancialmente às perguntas. "Ele queria absolutamente testemunhar, e foi necessária uma persuasão muito forte da minha parte e de alguns outros para o convencerem", disse o  advogado Ronald P. Fischetti.

No entanto, alguns conselheiros de Trump também tinham defendido que o magnata respondesse às perguntas da Procuradora-Geral de Nova Iorque, já que havia testemunhado anteriormente sobre as suas declarações financeiras sob juramento, disseram fontes próximas de Trump à CNN

Outra consideração que tinha sido discutida, dizem as mesmas fontes, são as implicações políticas de não responder a perguntas, uma vez que é amplamente esperado que Donald Trump anuncie que se vai candidatar à presidência em 2024.

E.U.A.

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